sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Ilhas Shetland
Nome oficial: Shetland Islands, Sealtainn
População: 22.210
Arquipélago da: Escócia, Reino Unido
Idioma: inglês
O que é: As Ilhas Shetland são um arquipélago da Escócia. Composto por mais de cem ilhas, das quais quinze são habitadas, ficam a 160 km ao norte da Escócia. Nos dias de hoje, a economia é muito dependente da indústria pesqueira e do serviço público. Apesar de haver pouco indício de sua presença, a indústria petrolífera do Mar do Norte ainda é importante e o turismo, agricultura e malhas de lã também fazem parte do cenário econômico.
Entenda o local: Apesar de as Ilhas Shetland fazerem parte da Escócia e, dessa forma, do Reino Unido, elas são um mundo separado. Aparecem sempre à parte nos mapas do Reino Unido e, de fato, ficam mais próximas de Bergen (Noruega) do que de Edimburgo (Escócia). Até mesmo a bandeira das Ilhas Shetland (uma cruz nórdica branca sobre um fundo azul) mostra as fortes ligações dessa parte da Escócia com a Escandinávia. O fato de essa bandeira, e não a do Reino Unido ou da Escócia ser vista tremulando em muitas casas se dá ao fato do orgulho e senso de identidade do povo das Shetland. Apesar de as ilhas terem sido habitadas desde a pré-história, somente fazem parte da Escócia desde 1472, quando foram hipotecadas pelo rei Christian I da Noruega no lugar do dote de sua filha Margaret e depois foram anexadas por James III da Escócia.
Se comunicando: Assim como em todo o Reino Unido, a língua oficial é o inglês e este é falado universalmente. Os nativos das Ilhas Shetland possuem um sotaque único e um dialeto que reflete a mistura de influências escocesa e norueguesa nas ilhas. É comum que os habitantes falem o "inglês padrão" (com sotaque das Ilhas Shetland) com os visitantes, e uma versão mais incompreensível do dialeto entre eles. Muitas palavras do dialeto são idênticas ao do dialeto escocês.
Como chegar: A empresa Northlink Ferries possui um serviço de ferryboat que transporta pessoas e automóveis entre Lerwick (Ilhas Shetland) e Aberdeen (Escócia), com outras paradas em Kirkwall e nas Ilhas Orkney até duas vezes por semana, dependendo da época do ano. A viagem de ferryboat vira a noite, saindo de Aberdeen às 19h (ou às 17h, se for o barco com escalas) e chegando em Lerwick às 7:30 da manhã. Apesar de o barco ser grande e estável, se trata de mar aberto e às vezes pode sacudir bastante.
De avião, a Loganair possui o único serviço regular de passageiros das Ilhas Shetland para a Escócia, sendo uma subsidiária da companhia aérea Flybe. Eles funcionam a partir do Aeroporto de Sumburgh, um pouco distante ao sul de Lerwick. Os voos vão para Aberdeen, Edimburgo, Glasgow, Inverness e Kirkwall. Infelizmente, devido à falta de competição nessas rotas, as tarifas são caras, mesmo se as passagens são compradas com antecedência.
Andando por lá: As ilhas habitadas possuem serviço de ferryboat, podendo levar veículos também. Entre as ilhas há serviço aéreo, operado pela DirectFlight, saindo do aeroporto de Tingwall (10 km a norte de Lerwick), com rotas para Fair Isle, Out Skerries, Papa Stour e Foula. Não há ônibus para o aeroporto, mas você pode tomar um táxi a partir de Lerwick.
As estradas nas Shetland são mantidas em condições muito melhores do que no restante do Reino Unido. Há um serviço de ônibus razoável nas ilhas e também táxis. Pedalar também pode ser uma ótima opção em dias de tempo bom, mas é terrível quando há vento ou chuva. As distâncias são longas entre os lugares, então, apesar de ser um ótimo local para caminhadas, é complicado ir de uma atração turística a outra à pé. Existem lojas de aluguel de carro em Lerwick e no aeroporto Sumburgh.
O que ver e fazer: Durante o verão, há o Simmer Dim, a "terra do sol da meia-noite" do Reino Unido; apesar de o sol se por em junho, o céu fica ainda claro, e é possível jogar uma partida de golfe tranquilamente à meia-noite. No mês de maio, acontece o Festival do Folclore das Shetland, com apresentações musicais em salões e pubs por todas as ilhas do arquipélago. É possível andar de caiaque no mar, a partir da Ilha de Burra. Vários operadores de turismo fazem passeios para ver a fauna, especialmente aves marinhas e focas. Os ingressos podem ser comprados na central de informações turísticas em Lerwick. Nas Shetland acontece o maior festival do fogo da Europa, o Up Helly Aa, com bebida e dança a noite toda.
O que comer: A culinária das Ilhas Shetland é baseada nos excelentes frutos do mar locais, em conjunto com os cordeiros criados nas ilhas. Leite e laticínios são produzidos localmente, assim como parte da carne. Uma das especialidades locais é o reestit mutton, carne de carneiro seca e salgada, geralmente servida como parte de uma sopa de batatas. São servidas cervejas fabricadas na cervejaria local Valhalla. Alguns vegetais são cultivados no arquipélago, mas devido ao clima, grande parte é importada. A maioria dos bons locais para se comer fica em Lerwick. Os únicos dois supermercados das ilhas ficam em Lerwick. Durante os meses de verão, existe uma tradição local de se oferecer chá aos domingos nos salões de encontro dos vilarejos locais. É uma excelente oportunidade de provar os lanches feitos nas ilhas e a arrecadação normalmente vai para a caridade.
Segurança: Shetland é um lugar muito seguro. Se você for roubado, assaltado ou for tratado de forma rude simplesmente, pode se considerar a pessoa mais azarada do mundo. Fora de Lerwick, é comum as portas ficarem destrancadas e uma indicação de que a criminalidade é zero é o fato de o furtode uma carteira de uma pessoa numa casa sem ninguém no momento na localidade de Yell foi notícia na rádio local por três dias. A única ameaça à segurança pode vir não de humanos, mas das aves marinhas que atacam se você chegar perto de seus ninhos durante a época de acasalamento. A água da torneira pode ser bebida e não existe qualquer tipo de doença endêmica. Em regiões frequentadas por ovelhas, tome somente cuidado com carrapatos, que podem transmitir doenças.
Contato com o mundo: A cobertura da rede de celular é boa, mas somente em Lerwick. Fora de lá pode haver perda de sinal. Mas a maioria dos vilarejos possui ao menos um telefone público, e cartões de telefone podem ser comprados nos mercados e jornaleiros. Banda larga é disponibilizada na maior parte das ilhas. A internet pode ser acessada (não de graça) no centro de informações turísticas em Lerwick e também em alguns hotéis.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Cupertino
Nome oficial: Cupertino
População: 58.302
Cidade da: Califórnia, Estados Unidos
Idioma: inglês
O que é: Cupertino está localizada no sopé das montanhas Santa Cruz, na Califórnia. É diferente das outras cidades ao redor de São Francisco, pois é a única que não possui um centro da cidade propriamente dito nem uma rua principal. Em Cupertino fica a matriz da Apple e várias outras empresas de tecnologia, e também possui um sistema escolar de altíssima qualidade e bairros tranquilos.
De onde vem o nome: Cupertino teve seu nome dado devido ao Arroyo San José de Cupertino (hoje Stevens Creek). O local foi nomeado pelo cartógrafo do explorador espanhol Juan Bautista de Anza, batizando a cidade em homenagem a São José de Cupertino. São José (nascido Giuseppe Maria Desa, e depois conhecido como Giuseppe da Copertino) teve, por sua vez, seu nome dado por causa da cidade de Copertino na região da Apulia, na Itália.
História: Cupertino no século 19 era um pequeno vilarejo rural no cruzamento entre duas estradas (Stevens Creek Road e Saratoga-Mountain View Road). Naquela época, era conhecida como West Side e era parte do município de Fremont. A atividade econômica primária era agricultura de frutas. Quase toda a terra dentro dos atuais limites de Cupertino era coberta por árvores de ameixa, damasco e cereja. No final do século 19, também entrou em operação uma vinícola com vista para a região do vale de Cupertino.
Logo estradas, ferrovias e estradas de chão atravessaram as terras de fazenda de West Side. Monta Vista, o primeiro bairro residencial de Cupertino, se desenvolveu durante o século 20 em consequência da construção da ferrovia. Após a Segunda Guerra Mundial, a explosão no número da população e na construção de casas mudou a cara e a economia do Vale Santa Clara, que começava a se transformar no Vale do Silício.
Como chegar: Cupertino fica a 15 minutos de San Jose e a 45 minutos ao sul de São Francisco. A ferrovia mais próxima, Caltrain, que liga São Francisco a Gilroy, para no centro de Sunnyvale, que fica cerca de dez minutos de carro do centro de Cupertino.
Andando por lá: Cupertino possui duas avenidas principais: De Anza Boulevard (que corta a cidade de norte a sul) e Stevens Creek Boulevard (que faz o sentido leste-oeste). O cruzamento dessas duas avenidas é o centro de Cupertino, e a maioria dos negócios e comércio da cidade ficam localizados nessa área. As auto-estradas 85 e 280 atravessam Cupertino. Elas são excelentes acessos para algumas regiões da South Bay de São Francisco e para o centro de San Jose (respectivamente). O transporte público em Cupertino, assim bem como em todo o Vale do Silício, é bem deficiente devido à baixa densidade populacional da região. O tráfego não é um problema e as ruas principais possuem ciclovias, sendo um local muito seguro para a prática do ciclismo.
O que ver: No cruzamento da rodovia 85 com Stevens Creek Boulevard fica o De Anza College. Lá fica o Centro Flint de Artes Performáticas, onde os maiores eventos da região acontecem. É uma das maiores faculdades da região, possuindo uma excelente reputação. No cruzamento da rodovia 280 com a De Anza Boulevard fica a One Infinite Loop, a sede da Apple, Inc. O Rancho McClellan, um parque na McClellan Road possui uma casa de fazenda (até mesmo com porcos!) e uma pequena trilha ao lado do riacho para caminhadas. Cupertino também possui vários parques de bairro, sendo de destaque o Memorial Park na Stevens Creek Boulevard, que possui laguinhos com patos.
O que fazer: Trilhas para caminhada podem ser encontradas na Fremont Older Open Space Preserve, que é ligada à Mid-Peninsula Open Space Preserve, que oferece ainda mais opções. As ruas geralmente possuem ciclovias e as pouco utilizadas calçadas são bom lugar para corridas. O Museu de Arte Euphrat se descreve como sendo "mais que um museu", localizado no campus do De Anza College, inclui mostras e programas para engajar as crianças no mundo da arte. Há ainda a gratuita Sociedade Histórica e Museu de Cupertino.
Compras: Cupertino possui um grande shopping center regional, o Vallco Fashion Park. Ele possui as maiores e mais conhecidas redes de lojas dos Estados Unidos, como Macy's, Sears e JC Penney. Apesar de o shopping já ter visto dias melhores, você pode contar com estacionamento fácil e nada de multidões. O estabelecimento está no processo inicial de reforma. A maior e mais recente atração do shopping é o complexo de cinemas com 16 salas, com múltiplas salas IMAX. Pode ser difícil conseguir estacionamento nas noites de final de semana devido à popularidade do cinema.
A sede da Apple possui a "The Company Store". A loja vende mercadorias com o logotipo da Apple que não são disponibilizadas nas lojas tradicionais da marca pelo mundo, como camisetas e pequenas lembranças, iPods e acessórios, mas não vende a maior parte do hardware da Apple. Ela abre de segunda a sexta das 10:00 às 17:30 e fecha em alguns feriados nacionais.
Onde ficar: Hotéis de grandes redes podem ser encontrados aqui. Os principais locais de acomodação de Cupertino são o Cupertino Inn (North De Anza Boulevard, 10889), o Cypress Hotel (South De Anza Boulevard 10050), o Courtyard - da rede Marriott (North Wolfe Road, 10605) e o Garden Inn - da rede Hilton (North Wolfe Road, 10741). Os melhores hotéis da região, entretanto, ficam no centro da cidade de San Jose.
Segurança: Tenha cuidado com carrapatos se for fazer caminhadas por áreas descampadas na região do Vale do Silício. Existe uma alta incidência de transmissão da Doença de Lyme na região da baía de São Francisco.
Em relação à criminalidade, Cupertino é muito segura, e crimes violentos são praticamente inexistentes. Os policiais da cidade não fazem muito mais do que se esconder atrás de arbustos para flagrar motoristas infringindo as leis de trânsito. Por causa disso, tenha muita cautela e obedeça as leis de trânsito em Cupertino.
Vídeo:
O interior da The Company Store, a única loja da Apple do tipo no mundo.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Andorra la Vella
Nome oficial: Andorra la Vella
População: 24.574
Capital de: Andorra
Idiomas: catalão, espanhol, português, francês
O que é: Andorra la Vella é a capital do co-principado de Andorra, localizada no alto dos Pirineus entre a Espanha e a França. É a capital mais alta da Europa e um resort de esqui muito popular. A principal indústria é o turismo, apesar de que o país também possui sua renda por ser um paraíso fiscal. Possui um clima úmido continental, com verões frescos e invernos frios e com neve.
História: O local de Andorra la Vella (literalmente "Andorra a Velha") foi colonizado desde antes da era cristã - notavelmente pela tribo Andosina no final do Neolítico. O Estado é uma das Marca Hispanica criadas e protegidas por Carlos Magno no século oitavo como proteção dos colonizadores mouros na Península Ibérica. A colônia de Andorra la Vella foi a principal cidade de Andorra desde 1278 quando os príncipes da França e Episcopal concordaram em dividir a soberania do país. A cidade antiga de Andorra la Vella - o Barri Antic - inclui ruas e prédios que datam dessa época. A construção que mais chama a atenção é a Casa de la Vall - construída no início do século 16 - que é a sede do parlamento desde 1702. Andorra la Vella foi, durante esse período, a capital de um estado feudal muito isolado, que manteve sua independência através desse princípio de co-soberania.
Durante o século 20, a região de Andorra la Vella foi em grande parte esquecida; na verdade, o estado não fez parte do Tratado de Versalhes, simplesmente porque foi esquecido. Após turbulências políticas na década de 1930 e uma tentativa de golpe de Boris Skossyreff, uma democracia informal se desenvolveu. Em 1993, a primeira constituição do país formalizou esse democracia parlamentar com poderes executivo, legislativo e judiciário situados em Andorra la Vella.
Durante esse período, Andorra se tornou um paraíso fiscal, resultando na construção de modernos escritórios de bancos em Andorra la Vella. A cidade também construiu instalações para a prática de esqui, uma vez que Andorra la Vella iria ser cidade candidata a sediar as Olimpíadas de Inverno de 2010. Entretanto, Andorra la Vella não foi selecionada pelo COI como uma cidade candidata. Ela sediou, entretanto os Jogos dos Pequenos Estados da Europa em 1991 e 2005.
Como chegar: Até o século 20, Andorra tinha ligações muito limitadas com o mundo exterior, e o desenvolvimento do país foi muito afetado por seu isolamento físico. Até os dias de hoje, os maiores aeroportos próximos de Andorra la Vella ficam em Toulouse (França) e Barcelona (Espanha), ambos a três horas de distância da cidade. As duas principais estradas de Andorra la Vella são a CG-1 que vai até a fronteira com a Espanha e a CG-2, até a fronteira com a França. Existem empresas privadas de ônibus que vão diariamente a Toulouse e a Barcelona. Não existem linhas de trem, portos ou aeroportos em Andorra. Existem heliportos em alguns locais, com serviço de voos comerciais. O aeroporto mais próximo é o Perpignan-Rivesaltes, a 160 km, com ligações a vários destinos no Reino Unido e França.
Andando por lá: Você poderá andar à pé por quase toda Andorra la Vella. A cidade se divide em duas partes. Há uma parte mais nova ao norte da cidade que é bem comercial com muitas lojas. A outra metade é a cidade antiga, cruzando o rio ao sul e oeste. Lá também há bastante lojas e lugares para comer, além da parte histórica. Se você ficar em qualquer uma dessas zonas, você pode se locomover à pé facilmente, mas atravessar a cidade inteira pode ser cansativo, então vale a pena pegar o ônibus, que é barato. Certifique-se de ler os horários e itinerários no ponto de ônibus antes.
O que ver: A Igreja de Sant Esteve, do século 12, na parte antiga de Andorra la Vella, aberta ao público fora do horário de missa durante julho e agosto, com um tour gratuito; a Igreja de Sant Andreu, também do século 12, recomenda-se fazer reserva com antecedência; Casa de la Vall, a sede do Consell General (parlamento de Andorra), datada do século 16, possui serviço de guia; Ponte de la Margineda, da época medieval, mas ainda em perfeitas condições. Próxima a ela há uma escultura metálica feita pelo escultor valenciano Andreu Alfaro; as Rec del Solà e Rec de l'Obac são vias pavimentadas com corrimãos iluminados à noite, com 2,5 km de extensão; a praça principal da cidade é surpreendentemente tranquila e possui uma bonita vista do Vale de Andorra.
Compras: Os melhores preços são os de eletrônicos e joias. Coisas que custam muito caro em outros lugares tendem a ser os mais baratos aqui por causa dos baixos impostos. O bom de comprar eletrônicos em Andorra la Vella é que existem muitas lojas e os estoques são enormes, assim você consegue ver todas as marcas e modelos existentes. Algumas lojas maiores possuem em estoque roupas de marcas conhecidas e os preços são excelentes durante as liquidações. Um dos locais de comércio de maior destaque é a loja de departamentos Pyrenees, com vários restaurantes familiares, um andar inteiro de eletrônicos, andares de roupas de marcas famosas, e um supermercado notável por sua especialidade em comida e vinhos tintos de Andorra e da Espanha.
O que comer e beber: Existem alguns restaurantes com bom preço, entretanto muitos deles tendem a ser de comida italiana, pizza ou massas. Existem outros top de linha, mas os preços são igualmente "top". Convém chamar a atenção para o fato de que nada abre depois das 22:30, então é bom planejar o horário e onde você irá comer. Entretanto, o restaurante El Vesuvio na localidade próxima de La Massana serve culinária italiana e marroquina até a meia-noite. O preço das bebidas alcoólicas e drinks são muito em conta nos supermercados, especialmente no Hiper Andorra.
Onde ficar: Dois hotéis são recomendados em Andorra la Vella: o Husa Centric Hotel fica, como o próprio nome diz, bem no centro, na área comercial, faz parte da rede de hotéis espanhola Husa. Já o Hesperia Andorra la Vella, também no coração da capital, possui uma vista fantástica dos Pirineus. O preço da noite fica em torno de R$ 130.
Vídeo:
Um pouco do co-principado de Andorra e suas belas paisagens e charmosas pequenas cidades medievais.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Canmore
Nome oficial: Canmore
População: 12.288
Cidade de: Alberta, Canadá
Idioma: inglês
O que é: Canmore é uma cidade da província de Alberta, sudoeste do Canadá. Fica localizada a aproximadamente 80 km da cidade de Calgary, perto também do Parque Nacional de Banff. Canmore é uma das maiores cidades de Alberta. Preocupações relacionadas ao seu crescimento urbano muito próximo ao parque nacional têm levado a diversos esforços para limitar o desenvolvimento futuro. A cidade é cortada pela Rodovia Transcanadense (Trans-Canada Highway), também localizada na Ferrovia do Pacífico Canadense (Canadian Pacific Railway) e o Rio Bow percorre a cidade. Canmore possui uma localização ideal em meio às maiores rotas de locomoção do país, que acabou por influenciar bastante no turismo e na indústria mineira.
História: Canmore foi oficialmente nomeada em 1884 pelo diretor da Canadian Pacific Railway, Donald A. Smith (se tornaria o 1º Barão de Strathcona e Mount Royal). Em 1886, a rainha Vitória oficializou a abertura de uma mina de carvão no local, e a mina Número 1 foi inaugurada em 1887. Na década de 1890, um abrigo da polícia montada foi instalado na Rua Principal, mas foi desocupado em 1927. O prédio foi restaurado em 1989 e está sob os cuidados do Museu e Centro de Geociências de Canmore.
A indústria mineira cresceu muito no século 20. Em 1965, o vilarejo de Canmore, com uma população de 2 mil pessoas, foi transformado em cidade. Na década de 1970, o mercado do carvão diminuiu, e em 1979 a empresa Canmore Mines Ltda. encerrou as operações. Em prol da segurança e das políticas instigadas pela província de Alberta, todas as estruturas mineiras, com poucas exceções, foram demolidas no ano seguinte; somente a casa de luzes e algumas entradas de minas permanecem de pé até hoje.
O futuro econômico de Canmore parecia distante e pequeno até o anúncio, no início da década de 1980, que Calgary iria sediar os jogos olímpicos de inverno de 1988, e que Canmore seria a sede das competições nórdicas. Isso resultou em um aumento do turismo, e Canmore começou a se desenvolver no pólo turístico recreacional que é hoje. O Hotel Canmore que fica na Rua Principal existe há mais de 100 anos. O prédio foi muito pouco alterado durante esse tempo, tornando-o uma das principais características de Canmore. O hotel celebrou seu 120º aniversário em outubro de 2010.
Como chegar: De Calgay, pegue a Rodovia Transcanadense (Rota 1) em direção oeste. A partir do aeroporto de Calgary, existem três diferentes prestadores de traslado para Canmore. A Banff Airporter Inc. oferece 10 viagens por dia ou traslados privativos se necessário; a Brewster Airporter & Resort Connector oferece serviço de translado tanto do aeroporto de Calgary como do aeroporto de Edmonton; e a Mountain Connector oferece até 8 viagens por dia.
Andando por lá: O centro de Canmore é pequeno, e você pode ir à pé a praticamente todos os lugares. Táxis dentro dos limites da cidade irão custar em torno de R$ 9. Caminhar é o modo mais fácil de ter pequenas aventuras, como ir até o Rio Bow, através das florestas e subindo as montanhas. Todas as atividades em Canmore ficam entre 10 e 20 minutos de caminhada uma da outra. Pedalar pela cidade é um modo de transporte popular também. Existem várias lojas para alugar bicicletas se você estiver interessado em fazer mountain biking, um passeio rápido pelo centro ou andar por trilhas em diversos locais. Canmore é cheia de trilhas de ciclismo e caminhada, que te levam a áreas de floresta, ao longo de riachos e cachoeiras, e também, é claro, a vistas incríveis de lagos e montanhas.
O que ver: As Montanhas Rochosas canadenses proporcionam um dos cenários mais espetaculares do mundo. Com pouco tempo, é muita coisa para ser vista. Felizmente, existem várias empresas que eliminam a correria e te dão a oportunidade de descansar enquanto passeia e aproveita a vista. Os guias são amistosos e oferecem tours com explicações detalhadas de toda a região do entorno de Banff em veículos confortáveis.
Compras: Aproveite para fazer compras caminhando calmamente em meio aos habitantes da cidade e viajantes do mundo, enquanto descobre uma coleção cosmopolita de galerias, butiques e cafés. As lojas variam de móveis únicos, floristas, souvenirs, entre outras lojas independentes.
O que comer: Canmore oferece uma grande variedade de opções de alimentação, todas a uma curta distância à pé uma da outra. A Rua Principal (Rua 8) é o coração do centro da cidade, e é cheia de restaurantes, desde mais sofisticados até simples cafés de esquina, de pubs a bistrôs casuais. Ser uma cidade pequena possui suas vantagens. Vá pulando de restaurante em restaurante, coma petiscos em um, entrada no outro e termine a noite com uma sobremesa em um terceiro e diferente local!
Onde ficar: O mais barato é o Bow Valley Motel, com acomodações limpas e confortáveis; de categoria turística, Canmore possui uma filial da rede internacional Holiday Inn, com uma vista de tirar o fôlego das Montanhas Rochosas, de qualquer quarto; o Banff Boundary Lodge fica logo nos portões do Parque Nacional de Banff e oferece chalés de 1 ou 2 quartos, com lareiras à gás; o Rocky Mountain Ski Lodge fica bem próximo ao centro, então você poderá deixar seu carro guardado por todo o tempo que estiver na cidade - somente o Centro Nórdico fica longe do centro.
Vídeo:
O tempo passando rápido nos céus de Canmore.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Cruzeiro do Sul
Nome oficial: Cruzeiro do Sul
População: 78.444
Cidade do: Acre, Brasil
Idioma: português
O que é: Cruzeiro do Sul é uma cidade localizada no oeste do estado do Acre, norte do Brasil. É a segunda cidade mais populosa do Acre e uma das mais desenvolvidas do interior do estado. É a cidade de médio porte mais ocidental do Brasil.
História: O município, que tem seu nome inspirado na constelação do Cruzeiro do Sul, surgiu em 1904, quando o coronel do Exército Gregório Thaumaturgo de Azevedo instalou a sede provisória do município, em um local denominado Invencível, na foz do Rio Môa. Em 1903, o território do Acre, incorporado ao Brasil pelo Tratado de Petrópolis, fora dividido em três departamentos: Alto Juruá, Alto Purus e Alto Acre, todos independentes entre si e diretamente subordinados ao governo da União. Cada um dos departamentos era administrado por um intendente - cargo parecido com o de atual prefeito, porém eram nomeados pelo presidente da República, até 1920. Através de decreto então em 1904, o referido coronel transferiu a sede da prefeitura para o Seringal Centro Brasileiro, à margem esquerda do Rio Juruá, onde hoje se localiza Cruzeiro do Sul.
Como chegar: Cruzeiro do Sul possui o Aeroporto Internacional de Cruzeiro do Sul, a 15 km do centro, e é servida pela Rico Linhas Aéreas e pela Gol (ambas com voos para Rio Branco). É possível chegar também por táxi aéreo. De carro ou de ônibus a partir de Rio Branco, capital do Acre, são 674 km pela rodovia BR-364, dos quais 525 km são de chão batido e ficam intransitáveis durante a estação chuvosa. O porto fluvial de Cruzeiro do Sul fica a 4 km do centro e abastece a cidade principalmente com produtos vindos de Manaus.
O que ver: Mantida pela diocese do Alto Juruá, construída em 1956, a Catedral Nossa Senhora da Glória, com seu estilo octogonal, traz uma das peças de maior destaque, o painel de Nossa Senhora da Glória, que abrange todo o altar; o Seminário Diocesano, construído em 1981, em estilo moderno europeu-germânico, possui um acervo de pinturas, esculturas, telas e vitrôs; o Instituto Santa Terezinha, construção de arquitetura gótica medieval, possui esculturas em madeira, pedra, uma biblioteca e jardins; a cidade possui diversos igarapés propícios para o banho, como o Canela Fina e o Preto.
A cidade é conhecida como "Terra dos Náuas", uma tribo indígena local que ocupava a área antes da chegada dos brancos na região. Além disso, Cruzeiro do Sul é cercada de construções e monumentos que simbolizam o seu povo e sua cultura. A cidade é ligada ao município de Pucallpa (Peru), distante 250 km, por via aérea. Existe um intercâmbio ativo de turistas entre as duas cidades, influenciado pelo comércio local.
Onde ficar: A cidade possui sete hotéis no centro, entre eles o Napolitana, Plínio e Savone.
Segurança: A cidade possui uma delegacia da Polícia Federal, por se tratar de um ponto estratégico na rota do tráfico de drogas. Os trabalhos da Polícia Federal são intensos, e a infra-estrutura é completa, com policiais especializados em trabalhos na selva e outros em vias fluviais. A criminalidade é um problema em Cruzeiro do Sul, possuindo uma relativamente alta taxa de homicídios per capita.
Saúde: Existe um grande hospital geral em Cruzeiro do Sul, o Hospital Regional do Juruá, que absorve grande parte dos casos de todo o oeste acreano e sul do Amazonas. A cidade possui 220 leitos para internação em estabelecimentos de saúde, sendo 138 públicos e 82 privados.
Vídeo:
Vídeo amador mostrando alguns dos principais locais da cidade de Cruzeiro do Sul, Acre.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Ilha Baker
Nome oficial: Baker Island
População: 0
Pertence aos: Estados Unidos
Idioma: nenhum
O que é: A Ilha Baker é um atol desabitado próximo da linha do Equador, no Oceano Pacífico central, a 3.100 km a sudoeste de Honolulu, Havaí. A ilha fica praticamente no meio do caminho entre o Havaí e a Austrália, e é de posse dos Estados Unidos. Sua vizinha mais próxima é a Ilha Howland, 68 km ao norte. O clima é equatorial, com poucas chuvas, ventos constantes e sol muito forte. O terreno é bem baixo e arenoso: é uma ilha de corais cercada por estreitos recifes e uma depressão central, desprovida de água doce. O ponto mais alto da ilha mede 8 metros acima do nível do mar.
A ilha hoje forma o Refúgio de Animais Selvagens Nacional da Ilha Baker, que consiste de todos os 164 hectares da ilha e uma área de terra submersa de 123 km². O Refúgio é administrado pelo Serviço de Animais Selvagens e Pesca dos Estados Unidos como uma área insular sob comando do Departamento de Interior dos Estados Unidos e é um território não-incorporado e não-organizado dos Estados Unidos. Sua defesa é de responsabilidade dos Estados Unidos; apesar de desabitada, a ilha é visitada anualmente Pelo Serviço de Animais Selvagens e Pesca. Para propósitos estatísticos, a Ilha Baker está no grupo das Ilhas Menores Distantes dos Estados Unidos.
O que há no local: Um cemitério e destroços de colonizações mais antigas estão localizadas na metade da costa oeste, onde fica o local para se chegar de barco. Não existem portos, com ancoradouros disponíveis somente longe da costa. Os recifes que circundam a ilha podem ser uma ameaça marítima, por isso existe um farol perto do local onde se concentrava o antigo vilarejo. A pista de pouso da Ilha Baker, abandonada desde a Segunda Guerra Mundial, possui 1.665 metros de comprimento, mas está completamente coberta por vegetação e inutilizável. Os Estados Unidos reivindicam uma Zona Econômica Exclusiva de 200 milhas náuticas (370 km) e mar territorial de 12 milhas náuticas (22 km) ao redor da Ilha Baker. Durante uma tentativa de colonização entre 1935 e 1942, a ilha ficava no fuso horário do Havaí; hoje é indefinido.
História: A Ilha Baker foi descoberta em 1818 pelo capitão Elisha Folger no navio baleeiro Equator, da Ilha Nantucket, que chamou a ilha de Nova Nantucket. Em agosto de 1825 a ilha foi novamente vista pelo capitão Obed Starbuck do navio Loper, também um baleeiro de Nantucket. O nome atual é por causa de Michael Baker, que visitou a ilha em 1834. Outras referências dizem que ele visitou o local em 1832, e novamente em 14 de agosto de 1839, no baleeiro Gideon Howland, para enterrar um marinheiro americano.
Os Estados Unidos tomaram posse da ilha em 1857, reivindicando-a sob a tutela do Guano Islands Act de 1856. Os depósitos de guano da Ilha Baker foram explorados pela Companhia Americana de Guano de 1859 a 1878. Em 1935, uma foi realizada uma tentativa infrutífera de colonização. Os colonos americanos chegaram no navio USCGC Itasca, o mesmo navio que levou colonizadores americanos para a vizinha Ilha Howland, em 3 de abril de 1935. Eles construíram um farol, várias casas, e tentaram cultivar várias plantas.
A colônia foi chamada de Meyerton em homenagem ao capitão H. A. Meyer do Exército dos Estados Unidos, que ajudou a estabelecer os locais para os colonos em 1935. O local possuía uma população de quatro civis americanos, que foram todos evacuados da ilha em 1942 após ataques aéreos e navais japoneses. Durante a Segunda Guerra Mundial, a Ilha Baker foi ocupada pelos militares americanos.
Desde a guerra, a Ilha Baker permanece desabitada. Gatos selvagens foram erradicados da ilha em 1964. O ingresso do público em geral se dá por licença especial de uso do Serviço de Animais Selvagens e Pesca dos Estados Unidos, e é geralmente restrita a cientistas e educadores.
Ruínas e artefatos: Destroços da ocupação humana do passado estão espalhados pela ilha e pelas águas litorâneas, a maioria sendo do período da ocupação militar dos Estados Unidos de 1942 a 1946. A ruína mais notável é a pista de pouso de 46 metros de largura por mais ou menos 1.600 metros de comprimento, completamente coberta por vegetação e impraticável. Na parte nordeste, aparentemente a área de acampamento principal, estão os restos de vários prédios e equipamentos pesados. Cinco mastros de antena feitos de madeira, com 12 metros de altura, permanecem de pé no campo. Vários destroços de aviões e de grandes equipamentos, como tratores, estão espalhados por toda a ilha.
Onde ficar: Não existe qualquer acomodação ou local propício para acampamento na Ilha Baker.
Saúde: Não existe nenhuma fonte de água doce em toda a ilha.
Vídeo:
Praticamente o único vídeo disponível que mostra a Ilha Baker, de uma expedição especial à ilha.
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