sábado, 11 de fevereiro de 2012
Andorra la Vella
Nome oficial: Andorra la Vella
População: 24.574
Capital de: Andorra
Idiomas: catalão, espanhol, português, francês
O que é: Andorra la Vella é a capital do co-principado de Andorra, localizada no alto dos Pirineus entre a Espanha e a França. É a capital mais alta da Europa e um resort de esqui muito popular. A principal indústria é o turismo, apesar de que o país também possui sua renda por ser um paraíso fiscal. Possui um clima úmido continental, com verões frescos e invernos frios e com neve.
História: O local de Andorra la Vella (literalmente "Andorra a Velha") foi colonizado desde antes da era cristã - notavelmente pela tribo Andosina no final do Neolítico. O Estado é uma das Marca Hispanica criadas e protegidas por Carlos Magno no século oitavo como proteção dos colonizadores mouros na Península Ibérica. A colônia de Andorra la Vella foi a principal cidade de Andorra desde 1278 quando os príncipes da França e Episcopal concordaram em dividir a soberania do país. A cidade antiga de Andorra la Vella - o Barri Antic - inclui ruas e prédios que datam dessa época. A construção que mais chama a atenção é a Casa de la Vall - construída no início do século 16 - que é a sede do parlamento desde 1702. Andorra la Vella foi, durante esse período, a capital de um estado feudal muito isolado, que manteve sua independência através desse princípio de co-soberania.
Durante o século 20, a região de Andorra la Vella foi em grande parte esquecida; na verdade, o estado não fez parte do Tratado de Versalhes, simplesmente porque foi esquecido. Após turbulências políticas na década de 1930 e uma tentativa de golpe de Boris Skossyreff, uma democracia informal se desenvolveu. Em 1993, a primeira constituição do país formalizou esse democracia parlamentar com poderes executivo, legislativo e judiciário situados em Andorra la Vella.
Durante esse período, Andorra se tornou um paraíso fiscal, resultando na construção de modernos escritórios de bancos em Andorra la Vella. A cidade também construiu instalações para a prática de esqui, uma vez que Andorra la Vella iria ser cidade candidata a sediar as Olimpíadas de Inverno de 2010. Entretanto, Andorra la Vella não foi selecionada pelo COI como uma cidade candidata. Ela sediou, entretanto os Jogos dos Pequenos Estados da Europa em 1991 e 2005.
Como chegar: Até o século 20, Andorra tinha ligações muito limitadas com o mundo exterior, e o desenvolvimento do país foi muito afetado por seu isolamento físico. Até os dias de hoje, os maiores aeroportos próximos de Andorra la Vella ficam em Toulouse (França) e Barcelona (Espanha), ambos a três horas de distância da cidade. As duas principais estradas de Andorra la Vella são a CG-1 que vai até a fronteira com a Espanha e a CG-2, até a fronteira com a França. Existem empresas privadas de ônibus que vão diariamente a Toulouse e a Barcelona. Não existem linhas de trem, portos ou aeroportos em Andorra. Existem heliportos em alguns locais, com serviço de voos comerciais. O aeroporto mais próximo é o Perpignan-Rivesaltes, a 160 km, com ligações a vários destinos no Reino Unido e França.
Andando por lá: Você poderá andar à pé por quase toda Andorra la Vella. A cidade se divide em duas partes. Há uma parte mais nova ao norte da cidade que é bem comercial com muitas lojas. A outra metade é a cidade antiga, cruzando o rio ao sul e oeste. Lá também há bastante lojas e lugares para comer, além da parte histórica. Se você ficar em qualquer uma dessas zonas, você pode se locomover à pé facilmente, mas atravessar a cidade inteira pode ser cansativo, então vale a pena pegar o ônibus, que é barato. Certifique-se de ler os horários e itinerários no ponto de ônibus antes.
O que ver: A Igreja de Sant Esteve, do século 12, na parte antiga de Andorra la Vella, aberta ao público fora do horário de missa durante julho e agosto, com um tour gratuito; a Igreja de Sant Andreu, também do século 12, recomenda-se fazer reserva com antecedência; Casa de la Vall, a sede do Consell General (parlamento de Andorra), datada do século 16, possui serviço de guia; Ponte de la Margineda, da época medieval, mas ainda em perfeitas condições. Próxima a ela há uma escultura metálica feita pelo escultor valenciano Andreu Alfaro; as Rec del Solà e Rec de l'Obac são vias pavimentadas com corrimãos iluminados à noite, com 2,5 km de extensão; a praça principal da cidade é surpreendentemente tranquila e possui uma bonita vista do Vale de Andorra.
Compras: Os melhores preços são os de eletrônicos e joias. Coisas que custam muito caro em outros lugares tendem a ser os mais baratos aqui por causa dos baixos impostos. O bom de comprar eletrônicos em Andorra la Vella é que existem muitas lojas e os estoques são enormes, assim você consegue ver todas as marcas e modelos existentes. Algumas lojas maiores possuem em estoque roupas de marcas conhecidas e os preços são excelentes durante as liquidações. Um dos locais de comércio de maior destaque é a loja de departamentos Pyrenees, com vários restaurantes familiares, um andar inteiro de eletrônicos, andares de roupas de marcas famosas, e um supermercado notável por sua especialidade em comida e vinhos tintos de Andorra e da Espanha.
O que comer e beber: Existem alguns restaurantes com bom preço, entretanto muitos deles tendem a ser de comida italiana, pizza ou massas. Existem outros top de linha, mas os preços são igualmente "top". Convém chamar a atenção para o fato de que nada abre depois das 22:30, então é bom planejar o horário e onde você irá comer. Entretanto, o restaurante El Vesuvio na localidade próxima de La Massana serve culinária italiana e marroquina até a meia-noite. O preço das bebidas alcoólicas e drinks são muito em conta nos supermercados, especialmente no Hiper Andorra.
Onde ficar: Dois hotéis são recomendados em Andorra la Vella: o Husa Centric Hotel fica, como o próprio nome diz, bem no centro, na área comercial, faz parte da rede de hotéis espanhola Husa. Já o Hesperia Andorra la Vella, também no coração da capital, possui uma vista fantástica dos Pirineus. O preço da noite fica em torno de R$ 130.
Vídeo:
Um pouco do co-principado de Andorra e suas belas paisagens e charmosas pequenas cidades medievais.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Canmore
Nome oficial: Canmore
População: 12.288
Cidade de: Alberta, Canadá
Idioma: inglês
O que é: Canmore é uma cidade da província de Alberta, sudoeste do Canadá. Fica localizada a aproximadamente 80 km da cidade de Calgary, perto também do Parque Nacional de Banff. Canmore é uma das maiores cidades de Alberta. Preocupações relacionadas ao seu crescimento urbano muito próximo ao parque nacional têm levado a diversos esforços para limitar o desenvolvimento futuro. A cidade é cortada pela Rodovia Transcanadense (Trans-Canada Highway), também localizada na Ferrovia do Pacífico Canadense (Canadian Pacific Railway) e o Rio Bow percorre a cidade. Canmore possui uma localização ideal em meio às maiores rotas de locomoção do país, que acabou por influenciar bastante no turismo e na indústria mineira.
História: Canmore foi oficialmente nomeada em 1884 pelo diretor da Canadian Pacific Railway, Donald A. Smith (se tornaria o 1º Barão de Strathcona e Mount Royal). Em 1886, a rainha Vitória oficializou a abertura de uma mina de carvão no local, e a mina Número 1 foi inaugurada em 1887. Na década de 1890, um abrigo da polícia montada foi instalado na Rua Principal, mas foi desocupado em 1927. O prédio foi restaurado em 1989 e está sob os cuidados do Museu e Centro de Geociências de Canmore.
A indústria mineira cresceu muito no século 20. Em 1965, o vilarejo de Canmore, com uma população de 2 mil pessoas, foi transformado em cidade. Na década de 1970, o mercado do carvão diminuiu, e em 1979 a empresa Canmore Mines Ltda. encerrou as operações. Em prol da segurança e das políticas instigadas pela província de Alberta, todas as estruturas mineiras, com poucas exceções, foram demolidas no ano seguinte; somente a casa de luzes e algumas entradas de minas permanecem de pé até hoje.
O futuro econômico de Canmore parecia distante e pequeno até o anúncio, no início da década de 1980, que Calgary iria sediar os jogos olímpicos de inverno de 1988, e que Canmore seria a sede das competições nórdicas. Isso resultou em um aumento do turismo, e Canmore começou a se desenvolver no pólo turístico recreacional que é hoje. O Hotel Canmore que fica na Rua Principal existe há mais de 100 anos. O prédio foi muito pouco alterado durante esse tempo, tornando-o uma das principais características de Canmore. O hotel celebrou seu 120º aniversário em outubro de 2010.
Como chegar: De Calgay, pegue a Rodovia Transcanadense (Rota 1) em direção oeste. A partir do aeroporto de Calgary, existem três diferentes prestadores de traslado para Canmore. A Banff Airporter Inc. oferece 10 viagens por dia ou traslados privativos se necessário; a Brewster Airporter & Resort Connector oferece serviço de translado tanto do aeroporto de Calgary como do aeroporto de Edmonton; e a Mountain Connector oferece até 8 viagens por dia.
Andando por lá: O centro de Canmore é pequeno, e você pode ir à pé a praticamente todos os lugares. Táxis dentro dos limites da cidade irão custar em torno de R$ 9. Caminhar é o modo mais fácil de ter pequenas aventuras, como ir até o Rio Bow, através das florestas e subindo as montanhas. Todas as atividades em Canmore ficam entre 10 e 20 minutos de caminhada uma da outra. Pedalar pela cidade é um modo de transporte popular também. Existem várias lojas para alugar bicicletas se você estiver interessado em fazer mountain biking, um passeio rápido pelo centro ou andar por trilhas em diversos locais. Canmore é cheia de trilhas de ciclismo e caminhada, que te levam a áreas de floresta, ao longo de riachos e cachoeiras, e também, é claro, a vistas incríveis de lagos e montanhas.
O que ver: As Montanhas Rochosas canadenses proporcionam um dos cenários mais espetaculares do mundo. Com pouco tempo, é muita coisa para ser vista. Felizmente, existem várias empresas que eliminam a correria e te dão a oportunidade de descansar enquanto passeia e aproveita a vista. Os guias são amistosos e oferecem tours com explicações detalhadas de toda a região do entorno de Banff em veículos confortáveis.
Compras: Aproveite para fazer compras caminhando calmamente em meio aos habitantes da cidade e viajantes do mundo, enquanto descobre uma coleção cosmopolita de galerias, butiques e cafés. As lojas variam de móveis únicos, floristas, souvenirs, entre outras lojas independentes.
O que comer: Canmore oferece uma grande variedade de opções de alimentação, todas a uma curta distância à pé uma da outra. A Rua Principal (Rua 8) é o coração do centro da cidade, e é cheia de restaurantes, desde mais sofisticados até simples cafés de esquina, de pubs a bistrôs casuais. Ser uma cidade pequena possui suas vantagens. Vá pulando de restaurante em restaurante, coma petiscos em um, entrada no outro e termine a noite com uma sobremesa em um terceiro e diferente local!
Onde ficar: O mais barato é o Bow Valley Motel, com acomodações limpas e confortáveis; de categoria turística, Canmore possui uma filial da rede internacional Holiday Inn, com uma vista de tirar o fôlego das Montanhas Rochosas, de qualquer quarto; o Banff Boundary Lodge fica logo nos portões do Parque Nacional de Banff e oferece chalés de 1 ou 2 quartos, com lareiras à gás; o Rocky Mountain Ski Lodge fica bem próximo ao centro, então você poderá deixar seu carro guardado por todo o tempo que estiver na cidade - somente o Centro Nórdico fica longe do centro.
Vídeo:
O tempo passando rápido nos céus de Canmore.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Cruzeiro do Sul
Nome oficial: Cruzeiro do Sul
População: 78.444
Cidade do: Acre, Brasil
Idioma: português
O que é: Cruzeiro do Sul é uma cidade localizada no oeste do estado do Acre, norte do Brasil. É a segunda cidade mais populosa do Acre e uma das mais desenvolvidas do interior do estado. É a cidade de médio porte mais ocidental do Brasil.
História: O município, que tem seu nome inspirado na constelação do Cruzeiro do Sul, surgiu em 1904, quando o coronel do Exército Gregório Thaumaturgo de Azevedo instalou a sede provisória do município, em um local denominado Invencível, na foz do Rio Môa. Em 1903, o território do Acre, incorporado ao Brasil pelo Tratado de Petrópolis, fora dividido em três departamentos: Alto Juruá, Alto Purus e Alto Acre, todos independentes entre si e diretamente subordinados ao governo da União. Cada um dos departamentos era administrado por um intendente - cargo parecido com o de atual prefeito, porém eram nomeados pelo presidente da República, até 1920. Através de decreto então em 1904, o referido coronel transferiu a sede da prefeitura para o Seringal Centro Brasileiro, à margem esquerda do Rio Juruá, onde hoje se localiza Cruzeiro do Sul.
Como chegar: Cruzeiro do Sul possui o Aeroporto Internacional de Cruzeiro do Sul, a 15 km do centro, e é servida pela Rico Linhas Aéreas e pela Gol (ambas com voos para Rio Branco). É possível chegar também por táxi aéreo. De carro ou de ônibus a partir de Rio Branco, capital do Acre, são 674 km pela rodovia BR-364, dos quais 525 km são de chão batido e ficam intransitáveis durante a estação chuvosa. O porto fluvial de Cruzeiro do Sul fica a 4 km do centro e abastece a cidade principalmente com produtos vindos de Manaus.
O que ver: Mantida pela diocese do Alto Juruá, construída em 1956, a Catedral Nossa Senhora da Glória, com seu estilo octogonal, traz uma das peças de maior destaque, o painel de Nossa Senhora da Glória, que abrange todo o altar; o Seminário Diocesano, construído em 1981, em estilo moderno europeu-germânico, possui um acervo de pinturas, esculturas, telas e vitrôs; o Instituto Santa Terezinha, construção de arquitetura gótica medieval, possui esculturas em madeira, pedra, uma biblioteca e jardins; a cidade possui diversos igarapés propícios para o banho, como o Canela Fina e o Preto.
A cidade é conhecida como "Terra dos Náuas", uma tribo indígena local que ocupava a área antes da chegada dos brancos na região. Além disso, Cruzeiro do Sul é cercada de construções e monumentos que simbolizam o seu povo e sua cultura. A cidade é ligada ao município de Pucallpa (Peru), distante 250 km, por via aérea. Existe um intercâmbio ativo de turistas entre as duas cidades, influenciado pelo comércio local.
Onde ficar: A cidade possui sete hotéis no centro, entre eles o Napolitana, Plínio e Savone.
Segurança: A cidade possui uma delegacia da Polícia Federal, por se tratar de um ponto estratégico na rota do tráfico de drogas. Os trabalhos da Polícia Federal são intensos, e a infra-estrutura é completa, com policiais especializados em trabalhos na selva e outros em vias fluviais. A criminalidade é um problema em Cruzeiro do Sul, possuindo uma relativamente alta taxa de homicídios per capita.
Saúde: Existe um grande hospital geral em Cruzeiro do Sul, o Hospital Regional do Juruá, que absorve grande parte dos casos de todo o oeste acreano e sul do Amazonas. A cidade possui 220 leitos para internação em estabelecimentos de saúde, sendo 138 públicos e 82 privados.
Vídeo:
Vídeo amador mostrando alguns dos principais locais da cidade de Cruzeiro do Sul, Acre.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Ilha Baker
Nome oficial: Baker Island
População: 0
Pertence aos: Estados Unidos
Idioma: nenhum
O que é: A Ilha Baker é um atol desabitado próximo da linha do Equador, no Oceano Pacífico central, a 3.100 km a sudoeste de Honolulu, Havaí. A ilha fica praticamente no meio do caminho entre o Havaí e a Austrália, e é de posse dos Estados Unidos. Sua vizinha mais próxima é a Ilha Howland, 68 km ao norte. O clima é equatorial, com poucas chuvas, ventos constantes e sol muito forte. O terreno é bem baixo e arenoso: é uma ilha de corais cercada por estreitos recifes e uma depressão central, desprovida de água doce. O ponto mais alto da ilha mede 8 metros acima do nível do mar.
A ilha hoje forma o Refúgio de Animais Selvagens Nacional da Ilha Baker, que consiste de todos os 164 hectares da ilha e uma área de terra submersa de 123 km². O Refúgio é administrado pelo Serviço de Animais Selvagens e Pesca dos Estados Unidos como uma área insular sob comando do Departamento de Interior dos Estados Unidos e é um território não-incorporado e não-organizado dos Estados Unidos. Sua defesa é de responsabilidade dos Estados Unidos; apesar de desabitada, a ilha é visitada anualmente Pelo Serviço de Animais Selvagens e Pesca. Para propósitos estatísticos, a Ilha Baker está no grupo das Ilhas Menores Distantes dos Estados Unidos.
O que há no local: Um cemitério e destroços de colonizações mais antigas estão localizadas na metade da costa oeste, onde fica o local para se chegar de barco. Não existem portos, com ancoradouros disponíveis somente longe da costa. Os recifes que circundam a ilha podem ser uma ameaça marítima, por isso existe um farol perto do local onde se concentrava o antigo vilarejo. A pista de pouso da Ilha Baker, abandonada desde a Segunda Guerra Mundial, possui 1.665 metros de comprimento, mas está completamente coberta por vegetação e inutilizável. Os Estados Unidos reivindicam uma Zona Econômica Exclusiva de 200 milhas náuticas (370 km) e mar territorial de 12 milhas náuticas (22 km) ao redor da Ilha Baker. Durante uma tentativa de colonização entre 1935 e 1942, a ilha ficava no fuso horário do Havaí; hoje é indefinido.
História: A Ilha Baker foi descoberta em 1818 pelo capitão Elisha Folger no navio baleeiro Equator, da Ilha Nantucket, que chamou a ilha de Nova Nantucket. Em agosto de 1825 a ilha foi novamente vista pelo capitão Obed Starbuck do navio Loper, também um baleeiro de Nantucket. O nome atual é por causa de Michael Baker, que visitou a ilha em 1834. Outras referências dizem que ele visitou o local em 1832, e novamente em 14 de agosto de 1839, no baleeiro Gideon Howland, para enterrar um marinheiro americano.
Os Estados Unidos tomaram posse da ilha em 1857, reivindicando-a sob a tutela do Guano Islands Act de 1856. Os depósitos de guano da Ilha Baker foram explorados pela Companhia Americana de Guano de 1859 a 1878. Em 1935, uma foi realizada uma tentativa infrutífera de colonização. Os colonos americanos chegaram no navio USCGC Itasca, o mesmo navio que levou colonizadores americanos para a vizinha Ilha Howland, em 3 de abril de 1935. Eles construíram um farol, várias casas, e tentaram cultivar várias plantas.
A colônia foi chamada de Meyerton em homenagem ao capitão H. A. Meyer do Exército dos Estados Unidos, que ajudou a estabelecer os locais para os colonos em 1935. O local possuía uma população de quatro civis americanos, que foram todos evacuados da ilha em 1942 após ataques aéreos e navais japoneses. Durante a Segunda Guerra Mundial, a Ilha Baker foi ocupada pelos militares americanos.
Desde a guerra, a Ilha Baker permanece desabitada. Gatos selvagens foram erradicados da ilha em 1964. O ingresso do público em geral se dá por licença especial de uso do Serviço de Animais Selvagens e Pesca dos Estados Unidos, e é geralmente restrita a cientistas e educadores.
Ruínas e artefatos: Destroços da ocupação humana do passado estão espalhados pela ilha e pelas águas litorâneas, a maioria sendo do período da ocupação militar dos Estados Unidos de 1942 a 1946. A ruína mais notável é a pista de pouso de 46 metros de largura por mais ou menos 1.600 metros de comprimento, completamente coberta por vegetação e impraticável. Na parte nordeste, aparentemente a área de acampamento principal, estão os restos de vários prédios e equipamentos pesados. Cinco mastros de antena feitos de madeira, com 12 metros de altura, permanecem de pé no campo. Vários destroços de aviões e de grandes equipamentos, como tratores, estão espalhados por toda a ilha.
Onde ficar: Não existe qualquer acomodação ou local propício para acampamento na Ilha Baker.
Saúde: Não existe nenhuma fonte de água doce em toda a ilha.
Vídeo:
Praticamente o único vídeo disponível que mostra a Ilha Baker, de uma expedição especial à ilha.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Ilhas Falkland
Nome oficial: Falkland Islands
População: 3.140
Arquipélago do: Reino Unido
Idioma: inglês
O que é: As Ilhas Falkland são um arquipélago do Oceano Atlântico sul, localizadas a 460 km a leste da costa continental da América do Sul. O arquipélago consiste nas ilhas: East Falkland, West Falkland e outras 776 ilhas menores. Stanley, a capital e única cidade propriamente dita, fica em East Falkland. As ilhas são um território de além-mar britânico auto-governante, com o Reino Unido sendo responsável por sua defesa e relações exteriores.
História: Há controvérsias sobre o descobrimento original das Ilhas Falkland e sua subsequente colonização pelos europeus. Durante períodos diversos, ocorreram colonizações por parte de franceses, britânicos, espanhóis e argentinos. A Grã-Bretanha re-estabeleceu seu domínio em 1833, mas ainda assim a Argentina reivindica as ilhas. Em 1982, em resposta a uma invasão das ilhas pela Argentina, uma guerra ocorreu entre os dois países, resultando na retirada das forças argentinas. Apesar de sua esmagadora derrota, a Argentina ainda insiste em reivindicar o arquipélago; entretanto, o Reino Unido apoia a auto-determinação dos nativos de permanecerem sendo cidadãos britânicos.
Economia: A economia das Ilhas Falkland era baseada na agricultura (principalmente criação de ovelhas) mas nos dias de hoje a pesca é a maior parcela da atividade econômica. A renda obtida através do licenciamento de barcos de pesca de arrasto estrangeiros passa dos 40 milhões de dólares por ano, sendo que a principal pesca é a lula (75%). As atividades de agricultura apoiam principalmente o consumo doméstico com exceção da lã, que é exportada. Pesquisas mostraram depósitos de petróleo dentro da zona de exploração das ilhas de 200 milhas e perfurações exploratórias estão sendo feitas. A presença militar britânica impulsiona bastante a economia.
O turismo está sendo atualmente encorajado ativamente e crescendo rapidamente - as ilhas receberam em torno de 66 mil visitantes em 2009; grande parte do número de turistas veio através de cruzeiros marítimos. A maioria dos visitantes é do Reino Unido, mas esforços estão sendo feitos para encorajar o ecoturismo e turismo de aventura. A melhor época de visita é entre novembro e março, mas se você for pescar truta marinha, é melhor ir fora da alta estação turística.
A vida: A vida nas Ilhas Falkland pode ser dividida entre viver em Stanley e viver no campo. As duas principais ilhas do arquipélago são East e West Falkland, com inúmeras ilhas menores servido como destinos adicionais. "Cidade" é um termo relativo nas Ilhas Falkland. Enquanto a população de Stanley beira os dois mil habitantes, o número de habitantes das outras localidades varia de meia dúzia a no máximo vinte pessoas. Tenha em mente que um vilarejo de tamanho médio no Reino Unido possui em torno de 3 mil habitantes, e isso representa a população total de todo o arquipélago. Stanley é a capital e porto; Goose Green é uma pequena colônia com inúmeros restos da guerra de 1982 na ilha East Falkland; e Port Howard é uma fazenda de 200 mil acres em West Falkland.
Como chegar: Todos os visitantes que vão às Ilhas Falkland necessitam mostrar uma passagem de retorno, acomodação e dinheiro suficiente para custear sua estadia nas ilhas. Um cartão de crédito será considerado suficiente como prova de possui fundos. Vistos não são requeridos para cidadãos da Grã-Bretanha, América do Norte, Mercosul, Chile, da maioria dos países da comunidade britânica e da União Europeia. Uma taxa de saída no valor de R$ 60 é cobrada no momento da saída do território através do aeroporto Mount Pleasant.
A maioria dos voos internacionais pousa no aeroporto Mount Pleasant, que é também uma base militar. As únicas empresas aéreas internacionais que utilizam este aeroporto são a LAN, fazendo um voo semanal ligando Santiago com escalas em Punta Arenas (Chile) e Río Gallegos (Argentina) e a Força Aérea Britânica, que leva passageiros civis diretamente da Base Aérea Brize Norton, em Oxfordshire (Reino Unido). Os voos a partir do Reino Unido duram 18 horas, com uma escala na ilha Ascensão. A Força Aérea possui dois voos semanais, sujeitos às prioridades militares. Também há um aeroporto em Stanley, mas possui uma pista de pouso menor e é utilizado basicamente para voos internos no arquipélago.
O aeroporto Mount Pleasant fica a 56 km de Stanley. A agência Falkland Island Tours & Travel opera um serviço de traslado que serve a todos os voos e pode levar os turistas para a cidade por R$ 41 por pessoa (só ida). Existem também táxis que levam os passageiros de e para o aeroporto - mas é necessário agendar com antecedência.
Grandes navios de cruzeiro param no porto de Stanley durante o verão. Esses navios podem também parar nas ilhas menores ao redor. Os navios que param em Stanley ficam diretamente no porto, mas espere para embarcar em botes infláveis rígidos quando for desembarcar nas ilhas menores. Também é comum que os navios que estejam a caminho da Antártica que parem nas Ilhas Falkland no itinerário.
Andando por lá: A viagem entre as ilhas é normalmente feita de avião, pelo Serviço Aéreo do Governo das Ilhas Falkland (FIGAS). Os pequenos aviões possuem capacidade de levar oito passageiros mais o piloto. Atenção, contudo, que o número de passageiros permitido pode variar de acordo com o tamanho da pista onde o avião pousará. Com exceção de Mount Pleasant e Stanley, todas as pistas de pouso no interior da Ilhas Falkland são de chão batido ou campos gramados. Se prepare para alguns atrasos nos pousos ou decolagens, pois é comum ter que tirar o gado das pistas de pouso antes das manobras. Não há serviço regular de barco para trânsito entre as ilhas. É possível alugar um Land Rover em Stanley. As ruas na capital são pavimentadas, mas fora da cidade as condições variam de estradas de chão batido em boas condições até trilhas de lama.
Falando: Uma vez que as Ilhas Falkland são um território britânico, somente o inglês é a língua falada. Pessoas de fora da ilha dizem que a língua não-oficial do arquipélago é o espanhol, mas isso não é verdade.
Compras: A moeda oficial das Ilhas Falkland é a libra de Falkland, cujo valor é equivalente à libra esterlina. O câmbio pode ser feito no único banco das ilhas, localizado em Stanley. A libra esterlina britânica normalmente é aceita em qualquer local das ilhas e em Stanley cartões de crédito e dólares americanos também são frequentemente aceitos. Nas ilhas menores, não serão aceitos cartões de crédito, apesar de que moeda britânica ou americana pode ser aceita. É virtualmente impossível trocar dinheiro das Ilhas Falkland fora do arquipélago, então garanta que você troque tudo antes de sair de lá.
O que beber: Enquanto a maioria dos itens nas Ilhas Falkland é cara devido ao custo de importação, não existem impostos sobre o álcool, fazendo o preço das cervejas, por exemplo, ser bem razoável. Os pubs e locais de acomodação oferecem uma grande variedade de bebidas.
Onde ficar: As acomodações em Stanley incluem várias pousadas, bed and breakfasts e hotéis. As construções são normalmente mais antigas e a hospitalidade também parece ser de uma época que já passou há muito tempo. No interior, a acomodação pode variar em tudo, desde antigas casas de fazenda até alojamentos feitos especialmente para o turismo. Acampar pode ser permitido, com a permissão do proprietário da terra. Em Stanley é possível conseguir hospedagem sem fazer reserva, mas ainda assim recomenda-se que sejam feitas.
Segurança: O crime é quase desconhecido nas Ilhas Falkland. Em caso de qualquer problema, a polícia é bem prestativa. Entretanto, perigos remanescentes do conflito de 1982 ainda se encontram na ilha, no formato de minas terrestres. Nenhum civil foi ferido pelas minas desde o final da guerra e os campos minados restantes são bem demarcados e isolados. É considerado crime nas ilhas entrar em um campo minado ou retirar alguma placa de alerta. Alguns animais na ilha podem ser perigosos quando acuados. Elefantes-marinhos, leões-marinhos e focas são provavelmente os mais perigosos; mantenha uma distância segura ao observar esses animais.
Saúde: Não existe nenhum pré-requisito médico para se visitar as Ilhas Falkland. Existe um hospital grande em Stanley, mas fora da capital não existe nenhum recurso médico. Para casos graves, o custo de ser removido das ilhas é muito alto. Seu seguro de viagem deve cobrir os custos de uma possível evacuação médica de emergência.
Respeito: A população possui raízes britânicas e os costumes tendem a seguir aqueles do Reino Unido, apesar de que, de muitos modos, os nativos são muito mais conservadores do que os britânicos. Drogas não são toleradas e os turistas devem ter bem em mente que entre alguns moradores há uma grande desconfiança com relação a argentinos.
Contato com o mundo: O código internacional das Ilhas Falkland é +500. A companhia telefônica local, Cable & Wireless, vende cartões telefônicos que podem ser utilizados por todas as ilhas, mas chamadas internacionais custam R$ 2,45 por minuto. Internet de banda larga existe nos dias de hoje nas ilhas, apesar de que a velocidade é muito baixa, próxima da internet discada. Vários hotéis possuem locais com Wi-Fi. Mais recentemente uma rede GSM de telefonia móvel foi disponibilizada, mas só funciona em Stanley, Mount Pleasant e algumas poucas outras localidades na ilha East Falkland.
O serviço postal é confiável e cartas podem ser enviadas facilmente a partir de Stanley e da maioria dos vilarejos. A agência principal do correios fica no centro de Stanley em frente à loja FIC West.
Vídeo:
Vídeo muito bem editado por turistas britânicos em visita às Ilhas Falkland.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Ilha Heard e Ilhas McDonald
Nome oficial: Heard Island and McDonald Islands
População: 0
Arquipélago da: Austrália
Idioma: nenhum
O que é: O arquipélago das ilhas Heard e McDonald é um território externo da Austrália e um grupo vulcânico de ilhas antárticas desabitadas, se localizando a dois terços do caminho entre Madagascar e a Antártica. Descobertas em meados do século 19, as ilhas são território da Austrália desde 1947 e possuem os únicos dois vulcões ativos do território australiano, um dos quais, Mawson Peak, é mais alto do que qualquer montanha da Austrália continental. As ilhas ficam no Platô Kerguelen no Oceano Índico. São um dos locais mais remotos do planeta: ficam localizadas a aproximadamente 4.100 km a sudoeste de Perth (Austrália), 3.845 km a sudoeste de Cape Leeuwin (Austrália), 4.200 km a sudeste da África do Sul, 3.830 km a sudeste de Madagascar, 1.630 km ao norte da Antártica.
História: Nenhuma das ilhas recebeu qualquer visitante até a década de 1850. Acredita-se que Peter Kemp, um caçador de focas britânico, foi a primeira pessoa a avistar as ilhas. Em 27 de novembro de 1833, ele viu a Ilha Heard da ponte de comando do navio Magnet durante uma viagem entre Kerguelen para a Antártica. Um caçador de focas americano, Capitão John Heard, no navio Oriental, avistou a ilha em 25 de novembro de 1853, na rota entre Boston e Melbourne. Ele reportou a descoberta um mês depois e a ilha foi nomeada em sua homenagem. O Capitão William McDonald, a bordo do navio Samarang descobriu as vizinhas Ilhas McDonald seis semanas depois, em 4 de janeiro de 1854.
Ninguém desceu nas ilhas até março de 1855, quando caçadores de focas a bordo do Corinthian, liderados pelo capitão Erasmus Darwin Rogers, desceram no local conhecido como Oil Barrel Point. Durante o período de caça às focas entre 1855 e 1880, alguns americanos passaram um ano ou mais na ilha, vivendo em condições terríveis em cabanas escuras e malcheirosas, também em Oil Barrel Point. Em seu clímax, a comunidade consistia em 200 pessoas. Em 1880, a maior parte da população de focas havia sido dizimada e os caçadores deixaram a ilha. O primeiro pouso na Ilha McDonald foi feito por cientistas australianos em 12 de fevereiro de 1971, utilizando um helicóptero. As ilhas se tornaram território australiano após uma transferência feita pelo Reino Unido em 1947. O arquipélago se tornou Patrimônio Mundial da UNESCO em 1997.
Comércio: Não tendo população, não existe atividade econômica nativa. O único recurso natural da ilhas é o peixe; o governo australiano permite a pesca de forma limitada nas águas vizinhas. Apesar da falta de população, as ilhas possuem um código de país e o domínio de internet .hm.
Onde ficar: Várias cavernas e grutas provêm locais naturais para acampar, entretanto, devido às tempestades e ventos fortíssimos que periodicamente cobrem a ilha, aconselha-se que qualquer caverna tenha sua entrada fortificada e apoios do lado de dentro. É também difícil conseguir fazer fogo no clima úmido, então deve ser feito dentro do abrigo. As antigas cabanas dos caçadores de focas também são boas para se ficar, mas não deixe o governo australiano saber que você as utilizou, pois elas também fazem parte do Patrimônio da Humanidade. Deixe as cabanas como estavam antes da utilização. Desde a década de 1970, aconteceram em torno de 12 expedições privadas para as ilhas, e de muitas não se sabe devido à dificuldade de se conseguir permissão do governo australiano para tal.
Vídeo:
Vídeo oficial (ainda que curto e mudo!) do Departamento de Meio Ambiente do governo australiano sobre a Ilha Heard, mostrando o "cotidiano" dos únicos habitantes do arquipélago!
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