quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Ilha Baker
Nome oficial: Baker Island
População: 0
Pertence aos: Estados Unidos
Idioma: nenhum
O que é: A Ilha Baker é um atol desabitado próximo da linha do Equador, no Oceano Pacífico central, a 3.100 km a sudoeste de Honolulu, Havaí. A ilha fica praticamente no meio do caminho entre o Havaí e a Austrália, e é de posse dos Estados Unidos. Sua vizinha mais próxima é a Ilha Howland, 68 km ao norte. O clima é equatorial, com poucas chuvas, ventos constantes e sol muito forte. O terreno é bem baixo e arenoso: é uma ilha de corais cercada por estreitos recifes e uma depressão central, desprovida de água doce. O ponto mais alto da ilha mede 8 metros acima do nível do mar.
A ilha hoje forma o Refúgio de Animais Selvagens Nacional da Ilha Baker, que consiste de todos os 164 hectares da ilha e uma área de terra submersa de 123 km². O Refúgio é administrado pelo Serviço de Animais Selvagens e Pesca dos Estados Unidos como uma área insular sob comando do Departamento de Interior dos Estados Unidos e é um território não-incorporado e não-organizado dos Estados Unidos. Sua defesa é de responsabilidade dos Estados Unidos; apesar de desabitada, a ilha é visitada anualmente Pelo Serviço de Animais Selvagens e Pesca. Para propósitos estatísticos, a Ilha Baker está no grupo das Ilhas Menores Distantes dos Estados Unidos.
O que há no local: Um cemitério e destroços de colonizações mais antigas estão localizadas na metade da costa oeste, onde fica o local para se chegar de barco. Não existem portos, com ancoradouros disponíveis somente longe da costa. Os recifes que circundam a ilha podem ser uma ameaça marítima, por isso existe um farol perto do local onde se concentrava o antigo vilarejo. A pista de pouso da Ilha Baker, abandonada desde a Segunda Guerra Mundial, possui 1.665 metros de comprimento, mas está completamente coberta por vegetação e inutilizável. Os Estados Unidos reivindicam uma Zona Econômica Exclusiva de 200 milhas náuticas (370 km) e mar territorial de 12 milhas náuticas (22 km) ao redor da Ilha Baker. Durante uma tentativa de colonização entre 1935 e 1942, a ilha ficava no fuso horário do Havaí; hoje é indefinido.
História: A Ilha Baker foi descoberta em 1818 pelo capitão Elisha Folger no navio baleeiro Equator, da Ilha Nantucket, que chamou a ilha de Nova Nantucket. Em agosto de 1825 a ilha foi novamente vista pelo capitão Obed Starbuck do navio Loper, também um baleeiro de Nantucket. O nome atual é por causa de Michael Baker, que visitou a ilha em 1834. Outras referências dizem que ele visitou o local em 1832, e novamente em 14 de agosto de 1839, no baleeiro Gideon Howland, para enterrar um marinheiro americano.
Os Estados Unidos tomaram posse da ilha em 1857, reivindicando-a sob a tutela do Guano Islands Act de 1856. Os depósitos de guano da Ilha Baker foram explorados pela Companhia Americana de Guano de 1859 a 1878. Em 1935, uma foi realizada uma tentativa infrutífera de colonização. Os colonos americanos chegaram no navio USCGC Itasca, o mesmo navio que levou colonizadores americanos para a vizinha Ilha Howland, em 3 de abril de 1935. Eles construíram um farol, várias casas, e tentaram cultivar várias plantas.
A colônia foi chamada de Meyerton em homenagem ao capitão H. A. Meyer do Exército dos Estados Unidos, que ajudou a estabelecer os locais para os colonos em 1935. O local possuía uma população de quatro civis americanos, que foram todos evacuados da ilha em 1942 após ataques aéreos e navais japoneses. Durante a Segunda Guerra Mundial, a Ilha Baker foi ocupada pelos militares americanos.
Desde a guerra, a Ilha Baker permanece desabitada. Gatos selvagens foram erradicados da ilha em 1964. O ingresso do público em geral se dá por licença especial de uso do Serviço de Animais Selvagens e Pesca dos Estados Unidos, e é geralmente restrita a cientistas e educadores.
Ruínas e artefatos: Destroços da ocupação humana do passado estão espalhados pela ilha e pelas águas litorâneas, a maioria sendo do período da ocupação militar dos Estados Unidos de 1942 a 1946. A ruína mais notável é a pista de pouso de 46 metros de largura por mais ou menos 1.600 metros de comprimento, completamente coberta por vegetação e impraticável. Na parte nordeste, aparentemente a área de acampamento principal, estão os restos de vários prédios e equipamentos pesados. Cinco mastros de antena feitos de madeira, com 12 metros de altura, permanecem de pé no campo. Vários destroços de aviões e de grandes equipamentos, como tratores, estão espalhados por toda a ilha.
Onde ficar: Não existe qualquer acomodação ou local propício para acampamento na Ilha Baker.
Saúde: Não existe nenhuma fonte de água doce em toda a ilha.
Vídeo:
Praticamente o único vídeo disponível que mostra a Ilha Baker, de uma expedição especial à ilha.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Ilhas Falkland
Nome oficial: Falkland Islands
População: 3.140
Arquipélago do: Reino Unido
Idioma: inglês
O que é: As Ilhas Falkland são um arquipélago do Oceano Atlântico sul, localizadas a 460 km a leste da costa continental da América do Sul. O arquipélago consiste nas ilhas: East Falkland, West Falkland e outras 776 ilhas menores. Stanley, a capital e única cidade propriamente dita, fica em East Falkland. As ilhas são um território de além-mar britânico auto-governante, com o Reino Unido sendo responsável por sua defesa e relações exteriores.
História: Há controvérsias sobre o descobrimento original das Ilhas Falkland e sua subsequente colonização pelos europeus. Durante períodos diversos, ocorreram colonizações por parte de franceses, britânicos, espanhóis e argentinos. A Grã-Bretanha re-estabeleceu seu domínio em 1833, mas ainda assim a Argentina reivindica as ilhas. Em 1982, em resposta a uma invasão das ilhas pela Argentina, uma guerra ocorreu entre os dois países, resultando na retirada das forças argentinas. Apesar de sua esmagadora derrota, a Argentina ainda insiste em reivindicar o arquipélago; entretanto, o Reino Unido apoia a auto-determinação dos nativos de permanecerem sendo cidadãos britânicos.
Economia: A economia das Ilhas Falkland era baseada na agricultura (principalmente criação de ovelhas) mas nos dias de hoje a pesca é a maior parcela da atividade econômica. A renda obtida através do licenciamento de barcos de pesca de arrasto estrangeiros passa dos 40 milhões de dólares por ano, sendo que a principal pesca é a lula (75%). As atividades de agricultura apoiam principalmente o consumo doméstico com exceção da lã, que é exportada. Pesquisas mostraram depósitos de petróleo dentro da zona de exploração das ilhas de 200 milhas e perfurações exploratórias estão sendo feitas. A presença militar britânica impulsiona bastante a economia.
O turismo está sendo atualmente encorajado ativamente e crescendo rapidamente - as ilhas receberam em torno de 66 mil visitantes em 2009; grande parte do número de turistas veio através de cruzeiros marítimos. A maioria dos visitantes é do Reino Unido, mas esforços estão sendo feitos para encorajar o ecoturismo e turismo de aventura. A melhor época de visita é entre novembro e março, mas se você for pescar truta marinha, é melhor ir fora da alta estação turística.
A vida: A vida nas Ilhas Falkland pode ser dividida entre viver em Stanley e viver no campo. As duas principais ilhas do arquipélago são East e West Falkland, com inúmeras ilhas menores servido como destinos adicionais. "Cidade" é um termo relativo nas Ilhas Falkland. Enquanto a população de Stanley beira os dois mil habitantes, o número de habitantes das outras localidades varia de meia dúzia a no máximo vinte pessoas. Tenha em mente que um vilarejo de tamanho médio no Reino Unido possui em torno de 3 mil habitantes, e isso representa a população total de todo o arquipélago. Stanley é a capital e porto; Goose Green é uma pequena colônia com inúmeros restos da guerra de 1982 na ilha East Falkland; e Port Howard é uma fazenda de 200 mil acres em West Falkland.
Como chegar: Todos os visitantes que vão às Ilhas Falkland necessitam mostrar uma passagem de retorno, acomodação e dinheiro suficiente para custear sua estadia nas ilhas. Um cartão de crédito será considerado suficiente como prova de possui fundos. Vistos não são requeridos para cidadãos da Grã-Bretanha, América do Norte, Mercosul, Chile, da maioria dos países da comunidade britânica e da União Europeia. Uma taxa de saída no valor de R$ 60 é cobrada no momento da saída do território através do aeroporto Mount Pleasant.
A maioria dos voos internacionais pousa no aeroporto Mount Pleasant, que é também uma base militar. As únicas empresas aéreas internacionais que utilizam este aeroporto são a LAN, fazendo um voo semanal ligando Santiago com escalas em Punta Arenas (Chile) e Río Gallegos (Argentina) e a Força Aérea Britânica, que leva passageiros civis diretamente da Base Aérea Brize Norton, em Oxfordshire (Reino Unido). Os voos a partir do Reino Unido duram 18 horas, com uma escala na ilha Ascensão. A Força Aérea possui dois voos semanais, sujeitos às prioridades militares. Também há um aeroporto em Stanley, mas possui uma pista de pouso menor e é utilizado basicamente para voos internos no arquipélago.
O aeroporto Mount Pleasant fica a 56 km de Stanley. A agência Falkland Island Tours & Travel opera um serviço de traslado que serve a todos os voos e pode levar os turistas para a cidade por R$ 41 por pessoa (só ida). Existem também táxis que levam os passageiros de e para o aeroporto - mas é necessário agendar com antecedência.
Grandes navios de cruzeiro param no porto de Stanley durante o verão. Esses navios podem também parar nas ilhas menores ao redor. Os navios que param em Stanley ficam diretamente no porto, mas espere para embarcar em botes infláveis rígidos quando for desembarcar nas ilhas menores. Também é comum que os navios que estejam a caminho da Antártica que parem nas Ilhas Falkland no itinerário.
Andando por lá: A viagem entre as ilhas é normalmente feita de avião, pelo Serviço Aéreo do Governo das Ilhas Falkland (FIGAS). Os pequenos aviões possuem capacidade de levar oito passageiros mais o piloto. Atenção, contudo, que o número de passageiros permitido pode variar de acordo com o tamanho da pista onde o avião pousará. Com exceção de Mount Pleasant e Stanley, todas as pistas de pouso no interior da Ilhas Falkland são de chão batido ou campos gramados. Se prepare para alguns atrasos nos pousos ou decolagens, pois é comum ter que tirar o gado das pistas de pouso antes das manobras. Não há serviço regular de barco para trânsito entre as ilhas. É possível alugar um Land Rover em Stanley. As ruas na capital são pavimentadas, mas fora da cidade as condições variam de estradas de chão batido em boas condições até trilhas de lama.
Falando: Uma vez que as Ilhas Falkland são um território britânico, somente o inglês é a língua falada. Pessoas de fora da ilha dizem que a língua não-oficial do arquipélago é o espanhol, mas isso não é verdade.
Compras: A moeda oficial das Ilhas Falkland é a libra de Falkland, cujo valor é equivalente à libra esterlina. O câmbio pode ser feito no único banco das ilhas, localizado em Stanley. A libra esterlina britânica normalmente é aceita em qualquer local das ilhas e em Stanley cartões de crédito e dólares americanos também são frequentemente aceitos. Nas ilhas menores, não serão aceitos cartões de crédito, apesar de que moeda britânica ou americana pode ser aceita. É virtualmente impossível trocar dinheiro das Ilhas Falkland fora do arquipélago, então garanta que você troque tudo antes de sair de lá.
O que beber: Enquanto a maioria dos itens nas Ilhas Falkland é cara devido ao custo de importação, não existem impostos sobre o álcool, fazendo o preço das cervejas, por exemplo, ser bem razoável. Os pubs e locais de acomodação oferecem uma grande variedade de bebidas.
Onde ficar: As acomodações em Stanley incluem várias pousadas, bed and breakfasts e hotéis. As construções são normalmente mais antigas e a hospitalidade também parece ser de uma época que já passou há muito tempo. No interior, a acomodação pode variar em tudo, desde antigas casas de fazenda até alojamentos feitos especialmente para o turismo. Acampar pode ser permitido, com a permissão do proprietário da terra. Em Stanley é possível conseguir hospedagem sem fazer reserva, mas ainda assim recomenda-se que sejam feitas.
Segurança: O crime é quase desconhecido nas Ilhas Falkland. Em caso de qualquer problema, a polícia é bem prestativa. Entretanto, perigos remanescentes do conflito de 1982 ainda se encontram na ilha, no formato de minas terrestres. Nenhum civil foi ferido pelas minas desde o final da guerra e os campos minados restantes são bem demarcados e isolados. É considerado crime nas ilhas entrar em um campo minado ou retirar alguma placa de alerta. Alguns animais na ilha podem ser perigosos quando acuados. Elefantes-marinhos, leões-marinhos e focas são provavelmente os mais perigosos; mantenha uma distância segura ao observar esses animais.
Saúde: Não existe nenhum pré-requisito médico para se visitar as Ilhas Falkland. Existe um hospital grande em Stanley, mas fora da capital não existe nenhum recurso médico. Para casos graves, o custo de ser removido das ilhas é muito alto. Seu seguro de viagem deve cobrir os custos de uma possível evacuação médica de emergência.
Respeito: A população possui raízes britânicas e os costumes tendem a seguir aqueles do Reino Unido, apesar de que, de muitos modos, os nativos são muito mais conservadores do que os britânicos. Drogas não são toleradas e os turistas devem ter bem em mente que entre alguns moradores há uma grande desconfiança com relação a argentinos.
Contato com o mundo: O código internacional das Ilhas Falkland é +500. A companhia telefônica local, Cable & Wireless, vende cartões telefônicos que podem ser utilizados por todas as ilhas, mas chamadas internacionais custam R$ 2,45 por minuto. Internet de banda larga existe nos dias de hoje nas ilhas, apesar de que a velocidade é muito baixa, próxima da internet discada. Vários hotéis possuem locais com Wi-Fi. Mais recentemente uma rede GSM de telefonia móvel foi disponibilizada, mas só funciona em Stanley, Mount Pleasant e algumas poucas outras localidades na ilha East Falkland.
O serviço postal é confiável e cartas podem ser enviadas facilmente a partir de Stanley e da maioria dos vilarejos. A agência principal do correios fica no centro de Stanley em frente à loja FIC West.
Vídeo:
Vídeo muito bem editado por turistas britânicos em visita às Ilhas Falkland.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Ilha Heard e Ilhas McDonald
Nome oficial: Heard Island and McDonald Islands
População: 0
Arquipélago da: Austrália
Idioma: nenhum
O que é: O arquipélago das ilhas Heard e McDonald é um território externo da Austrália e um grupo vulcânico de ilhas antárticas desabitadas, se localizando a dois terços do caminho entre Madagascar e a Antártica. Descobertas em meados do século 19, as ilhas são território da Austrália desde 1947 e possuem os únicos dois vulcões ativos do território australiano, um dos quais, Mawson Peak, é mais alto do que qualquer montanha da Austrália continental. As ilhas ficam no Platô Kerguelen no Oceano Índico. São um dos locais mais remotos do planeta: ficam localizadas a aproximadamente 4.100 km a sudoeste de Perth (Austrália), 3.845 km a sudoeste de Cape Leeuwin (Austrália), 4.200 km a sudeste da África do Sul, 3.830 km a sudeste de Madagascar, 1.630 km ao norte da Antártica.
História: Nenhuma das ilhas recebeu qualquer visitante até a década de 1850. Acredita-se que Peter Kemp, um caçador de focas britânico, foi a primeira pessoa a avistar as ilhas. Em 27 de novembro de 1833, ele viu a Ilha Heard da ponte de comando do navio Magnet durante uma viagem entre Kerguelen para a Antártica. Um caçador de focas americano, Capitão John Heard, no navio Oriental, avistou a ilha em 25 de novembro de 1853, na rota entre Boston e Melbourne. Ele reportou a descoberta um mês depois e a ilha foi nomeada em sua homenagem. O Capitão William McDonald, a bordo do navio Samarang descobriu as vizinhas Ilhas McDonald seis semanas depois, em 4 de janeiro de 1854.
Ninguém desceu nas ilhas até março de 1855, quando caçadores de focas a bordo do Corinthian, liderados pelo capitão Erasmus Darwin Rogers, desceram no local conhecido como Oil Barrel Point. Durante o período de caça às focas entre 1855 e 1880, alguns americanos passaram um ano ou mais na ilha, vivendo em condições terríveis em cabanas escuras e malcheirosas, também em Oil Barrel Point. Em seu clímax, a comunidade consistia em 200 pessoas. Em 1880, a maior parte da população de focas havia sido dizimada e os caçadores deixaram a ilha. O primeiro pouso na Ilha McDonald foi feito por cientistas australianos em 12 de fevereiro de 1971, utilizando um helicóptero. As ilhas se tornaram território australiano após uma transferência feita pelo Reino Unido em 1947. O arquipélago se tornou Patrimônio Mundial da UNESCO em 1997.
Comércio: Não tendo população, não existe atividade econômica nativa. O único recurso natural da ilhas é o peixe; o governo australiano permite a pesca de forma limitada nas águas vizinhas. Apesar da falta de população, as ilhas possuem um código de país e o domínio de internet .hm.
Onde ficar: Várias cavernas e grutas provêm locais naturais para acampar, entretanto, devido às tempestades e ventos fortíssimos que periodicamente cobrem a ilha, aconselha-se que qualquer caverna tenha sua entrada fortificada e apoios do lado de dentro. É também difícil conseguir fazer fogo no clima úmido, então deve ser feito dentro do abrigo. As antigas cabanas dos caçadores de focas também são boas para se ficar, mas não deixe o governo australiano saber que você as utilizou, pois elas também fazem parte do Patrimônio da Humanidade. Deixe as cabanas como estavam antes da utilização. Desde a década de 1970, aconteceram em torno de 12 expedições privadas para as ilhas, e de muitas não se sabe devido à dificuldade de se conseguir permissão do governo australiano para tal.
Vídeo:
Vídeo oficial (ainda que curto e mudo!) do Departamento de Meio Ambiente do governo australiano sobre a Ilha Heard, mostrando o "cotidiano" dos únicos habitantes do arquipélago!
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Kill Devil Hills
Nome oficial: Kill Devil Hills
População: 6.800
Cidade da: Carolina do Norte, Estados Unidos
Idioma: inglês
O que é: Kill Devil Hills é uma cidade na costa do estado da Carolina do Norte, leste dos Estados Unidos. É parte da região chamada de Outer Banks, e é mais conhecida por sua conexão com os voos históricos dos irmãos Wright no primeiro avião construído, em 1903. Os voos são associados com Kitty Hawk, mas aconteceram em Kill Devil Hills. Um monumento nacional marca o local onde ocorreu o primeiro voo de um avião da História.
História: Kill Devil Hills recebeu seu status de município em 1953. É o maior município do condado Dare. A cidade é orgulhosa por ser o local onde aconteceu o primeiro voo de uma aeronave mais pesada que o ar. A Era da Aviação nasceu aqui, em 17 de dezembro de 1903 em um voo de 12 segundos. Wilbur e Oliver Wright obtiveram êxito em fazer quatro voos na base da grande colina que hoje faz parte do Memorial Nacional dos Irmãos Wright.
De onde vem o nome: Uma das perguntas mais frequentes que os turistas fazem é como se chegou a esse nome, Kill Devil Hills (algo como "Colinas de Matar o Diabo"). Várias versões da história circulam pela região dos Outer Banks. Uma lenda sugere que os piratas que habitavam essa região da costa americana são os culpados pelo nome. Aparentemente, numa noite fora do barco, vários bucaneiros estavam sentados em meio às dunas de areia de onde podiam ter uma vista do local e bebendo algo que era "forte o suficiente para matar o diabo". Outra versão diz que nos anos 1700, William Byrd da Virgínia, aparentemente não sendo um admirador dos estados das Carolinas, escreveu que "a maior parte do rum que eles possuem vem da Nova Inglaterra e é tão ruim e intragável que chamam de 'Kill Devil'".
O Memorial: A coluna do Memorial aos Irmãos Wright fica no alto da colina "Big Kill Devil Hill", de 27 metros de altura. Grande parte dos Outer Banks era dominada por uma cadeia de dunas de areia gigantes. A duna onde os irmãos Wright fizeram história foi uma de várias dunas que vagarosamente migram, até que o governo federal agiu, transformando a área em um parque nacional. Na época, grama foi plantada para estabilizar a duna na década de 1920, e o monumento de granito de 18 metros foi erigido no topo, apesar da original "Big Kill Devil Hill" ter se movimentado para o sul em resultado da ação natural dos ventos.
Como chegar: Kill Devil Hills fica a 144km do Aeroporto de Norfolk, servido por linhas aéreas. No próprio memorial na cidade fica uma pista de pouso pavimentada de 910 metros de comprimento, construída em 1963 para acomodar aviões de pequeno porte. A pista de pouso se chama First Flight (Primeiro Voo). O condado de Dare também possui um aeroporto regional com um pouco mais de recursos.
Onde comer e ficar: Existem vários lugares para comer, ter lazer e se hospedar em Kill Devil Hills, fáceis de serem achados no local - desde fast food a alta cozinha, frutos do mar frescos, culinária mexicana e italiana. Existem vários acessos a praias a partir da auto-estrada 12. Kill Devil Hills também oferece uma casa de banho / estação de salva-vidas com banheiros públicos localizada na interseção da Virginia Dare Trail (auto-estrada 12) e de Ocean Bay Drive.
Vídeo:
Tour pelo Memorial aos Irmãos Wright, em Kill Devil Hills.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Nauru
Nome oficial: Ripublikee Naoero
População: 9.322
País: independente, na Oceania
Idioma: inglês, nauruano
O que é: Nauru é uma pequena ilha no Oceano Pacífico sul, ao sul das Ilhas Marshall e a menor república independente do mundo. Apesar de outras ilhas-Estado poderem ser menores e/ou menos populosos, são todas territórios dependentes de outros Estados.
História: A mineração dos depósitos naturais de fosfato de Nauru, que ocupavam cerca de 90% da ilha, começou no início do século 20 sob um consórcio anglo-germânico. Durante a Primeira Guerra Mundial, a ilha foi ocupada por forças australianas e se tornou um território dependente. Nauru alcançou a independência em 1968. Nos anos 1980, as exportações de fosfato deu aos nauruanos uma das maiores rendas per capita dentre os países subdesenvolvidos. Em 2008, a maioria da arrecadação de Nauru vinha da exportação de fosfato para a Austrália, Coreia do Sul e Nova Zelândia, bem como também para outros países. A indústria é controlada pela Corporação de Fosfato de Nauru (NPC). Há uma previsão que as reservas de fosfato terminarão completamente em 2050. A venda de licenças de pesca também é outra fonte de renda. Países como Austrália e Taiwan provêm contribuições substanciais para o desenvolvimento. Apesar disso, a taxa de desemprego atualmente é de 90%.
Clima e terreno: O clima é tropical, com um pouco de chuva ocorrendo entre novembro e fevereiro. Existem algumas praias de areia mas a maior parte da região de águas rasas ao redor da ilha é composta por recifes de coral. A maior parte do interior da ilha faz parte da área de mineração, e está sob processo de recuperação. Há uma lagoa na ilha, a única fonte de água doce local.
Como chegar: Todos os visitantes estrangeiros necessitam de um passaporte válido, um visto de turista de 30 dias e comprovar reserva em hotel ou hospedagem local para poder entrar em Nauru. Seu visto deve ser obtido a partir da embaixada local de Nauru antes do embarque. Existem rumores circulando na internet que você pode ficar três dias na ilha sem precisar de visto, mas essa informação não é correta.
De avião, a companhia aérea de Nauru, Our Airline, voa uma vez por semana de Brisbane (Austrália) para o Aeroporto Internacional de Nauru, com uma parada no Aeroporto Internacional Honiara, nas Ilhas Salomão. Os voos saem de Brisbane aos domingos e retornam de Nauru às quartas-feiras.
Andando por lá: Não existe transporte público em Nauru. O país é tão pequeno que leva menos de uma hora para se dirigir ao redor dele. A pista do aeroporto passa por três dos vinte quilômetros de estrada. O único semáforo na ilha é o que é usado para parar o tráfego de modo a permitir as aeronaves cruzarem a estrada para chegar ao terminal. Essa é uma foto que a maioria dos turistas tira quando está em Nauru.
A direção é pelo lado esquerdo. A Rodovia do Anel da Ilha, com 19 km, circula Nauru por completo. Os motoristas devem ter muito cuidado com animais e pedestres enquanto na direção. Existe um ônibus comunitário que circula pela ilha a cada hora, mais ou menos, no decorrer do dia. Carros e bicicletas podem às vezes ser alugados no Capelle and Partners, o maior supermercado local.
Falando: A língua oficial é o nauruano, uma língua distinta do Pacífico. O inglês é muito falado e compreendido, utilizado para a maioria dos propósitos governamentais e comerciais.
O que ver: As praias tropicais ficam em Anibare Bay; veja o Porto de Anibare, um projeto do ano 2000, em grande parte financiado pelo governo japonês; a Casa do Parlamento e outros prédios do Governo em Yaren, a capital não-oficial de Nauru; a Lagoa Buada é uma lagoa tropical de água doce, um local muito pitoresco na parte média-sul da ilha. É cercada por uma floresta densa de palmeiras e outros tipos de vegetação. Entretanto, a água é suja e não recomendável para se nadar. Ainda assim, é uma boa oportunidade para uma foto, e você pode andar por toda a margem da lagoa, uma vez que a estradinha a circula.
O que fazer: Faça caminhadas pelo interior da ilha. Faça o circuito - a estrada circular percorre toda a ilha, então você poderá dirigir por um país inteiro! Sem paradas, a volta completa dura em torno de 25 minutos. De bicicleta, são de duas a três horas e, andando, em torno de 6 horas. Não há muito o que fazer, mas as paisagens são lindas e a loja de departamento Chapelle & Partner, no alto da ilha, distrito de Ewa, é um bom ponto de parada no meio do caminho. Explore relíquias da Segunda Guerra Mundial em Yaren. Existem restos de armamentos japoneses e bunkers deixados lá desde a época da guerra. Escale Command Ridge, o ponto mais alto de Nauru. Assista aos times locais jogarem futebol de acordo com as regras australianas. A partida nacional acontece todos os sábados no campo de esportes Linkbelt Oval. Você poderá pescar no mar ou fazer compras na Capelle & Partner, o maior comércio da ilha de Nauru. Ainda há a possibilidade de nadar no porto Anibare, o melhor local, uma vez que a maior parte das praias é muito rasa e pedregosa.
Compras: Nauru utiliza o dólar australiano como moeda corrente. O normal é fazer transações em dinheiro; cartões de crédito raramente são aceitos. Não existem bancos nem caixas eletrônicos em Nauru.
Se você for a restaurantes em Nauru, lhe será oferecido todo tipo de prato típico que os habitantes adoram. A culinária de Nauru é altamente influenciada pelas de outros países como Alemanha, Austrália, China e Grã-Bretanha. O restaurante mais popular de Nauru é o Reynaldo's, que oferece comida chinesa autêntica.
Onde beber: O Bar Reef no Hotel Menen é o único bar público em Nauru. Fica situado a uma distância de 30 minutos do Od-N-Aiwo, o único outro hotel na ilha. Serve cervejas australianas e destilados internacionais. O bar possui algumas mesas de sinuca, TV via satélite e música gravada. É bem movimentado aos finais de semana, uma vez que os nauruanos recebem seus salários às sextas-feiras, e bem calmo nas noites de dias de semana. Caras novas serão muito bem recebidas pelos nativos e eles gostarão de conversar. Não é permitido entrar calçando chinelo (mas sandálias fechadas sim) e os homens precisam usar um colar.
Onde ficar: Existem dois hotéis na ilha: o Od'n Aiwo Hotel, fica na beira da estrada circular, no lado oeste da ilha, sendo o mais barato dos dois, com diárias entre R$ 68 a R$ 137. O Hotel Menen fica no lado leste da ilha, ao sul da Baía Anibare. É o maior hotel de Nauru, com 119 quartos e locais para conferências para até duzentas pessoas. Possui dois restaurantes e o único bar da ilha. A tarifa mínima fica em torno dos R$ 140.
Segurança: Assim como outras ilhas do Pacífico, Nauru é envolta por recifes de coral em águas muito rasas com entradas para barcos pequenos e portos, e podem existir correntes muito fortes na água rasa, movendo os barcos nos portos, além de animais marinhos perigosos nos corais. Peça por ajuda antes de se aventurar na água.
O tráfico de drogas ou narcóticos de qualquer tipo será punido severamente. Também atos homossexuais são ainda tecnicamente ilegais em Nauru e podem levar a prisão. Demonstrações de afeto entre membros do mesmo sexo em público pode ofender grande parte da população de Nauru.
Saúde: O suprimento de água potável em Nauru é dependente da água da chuva coletada em tanques no teto das casas e por uma usina de dessalinização da água muito antiga. Os telefones de emergência são 118 ou 117, e a ilha possui um Hospital Geral.
Vídeo:
Pequeno filme feito por um turista em Nauru há anos atrás.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Punxsutawney
Nome oficial: Punxsutawney
População: 6.271
Cidade da: Pensilvânia, Estados Unidos
Idioma: inglês
O que é: Punxsutawney é uma pequena cidade do interior do estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos. É famosa em todo o país por ser a casa do animal mais importante da nação, Punxsutawney Phil, a marmota do Dia da Marmota, que determina se o tempo frio de inverno do país irá chegar logo ou demorar mais. Ao sair da toca todo dia 2 de fevereiro, se ele vê sua sombra e retorna para a segurança de sua toca à noite, então os Estados Unidos têm certeza que será uma primavera fria, longa e chuvosa! A cidade é o palco do filme Feitiço do Tempo (1993), com Bill Murray e Andie MacDowell, que gira todo em torno do Dia da Marmota, apesar de o mesmo não ter sido filmado em Punxsutawney.
História: Em 1907, os bairros de Punxsutawney e Claysville foram consolidados e incorporados como sendo a Grande Punxsutawney. Uma mina de carvão de alto nível foi construída na região. A cidade tem seu crescimento estagnado. Em 1900, 6.746 pessoas viviam lá. No censo de 2000, viviam 6.271 habitantes. A região foi originalmente habitada pelos índios Delaware e o nome "Punxsutawney" deriva do termo nativo norte-americano que pode ser traduzido como "terra dos mosquitos".
Como chegar: Punxsutawney fica literalmente no meio do nada - em torno de duas horas de State College, um pouco menos de duas horas de Pittsburgh e a uma hora e meia de Altoona. Fica bem na rodovia Interstate 80. A cidade possui um pequeno aeroporto, mas ele não possui linhas regulares para outras cidades.
O que ver: O Weather Discovery Center é um museu dedicado à educação dos visitantes sobre o tempo, o que causa certos fenômenos naturais, e também conta a história da previsão do tempo. Gobbler's Knob é onde ocorre o festival anual do Dia da Marmota, onde todos se reúnem para ver se Phil verá ou não sua sombra. Durante o restante do ano, você poderá ver a marmota Phil no Zoológico de Punxsutawney. Existe também a Sociedade Histórica e Genealógica de Punxsutawney, um museu com exibições, artefatos e informações sobre a região e sua história, desde a época em que os índios lá residiam até o dia no qual Phil chegou e estabeleceu na cidade sua residência.
O que comprar: Como é de se esperar, praticamente toda a renda que os turistas deixam em Punxsutawney vem da venda de souvenirs da famosa marmota, que podem ser encontrados pela cidade.
O que fazer: O único dia que Punxsutawney geralmente recebe turistas é no dia 2 de fevereiro. A população da cidade, durante as festividades do Dia da Marmota, cresce dos aproximados tradicionais 6 mil para em torno de 40 mil pessoas. As festas começam já no dia primeiro de fevereiro e vão por toda a madrugada. Quando os primeiros raios de sol nascem, Gobbler's Knob já está superlotada, com todos à espera de ver a marmota Phil.
Onde comer: O restaurante que é considerado o melhor da cidade fica fora do centro, o Mary's Place, na Route 36. Possui uma boa atmosfera que faz o turista meio que se sentir deslocado no tempo. Não vende bebidas alcoólicas. O Hotel Pantall possui um restaurante e também há uma pizzaria, a Fox's Pizza Den.
Onde ficar: O Hotel Punxsutawney, principal da cidade, pegou fogo recentemente e a cidade ficou meio desprovida de acomodações turísticas. O hotel remanescente - único propriamente dito - é o Pantall Hotel (tarifas em torno de R$ 144), mas é muito simples, podendo ser de aspecto duvidoso. Existe um bom Holiday Inn Express na estrada há 30 km de Punxsutawney. A pousada intimista Plantation Bed and Breakfast é uma opção muito melhor para se ficar dentro da própria cidade.
Vídeo:
O grande momento anual no qual a marmota Phil prevê o tempo.
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