Nome oficial: Heard Island and McDonald Islands População: 0 Arquipélago da: Austrália Idioma: nenhum
O que é: O arquipélago das ilhas Heard e McDonald é um território externo da Austrália e um grupo vulcânico de ilhas antárticas desabitadas, se localizando a dois terços do caminho entre Madagascar e a Antártica. Descobertas em meados do século 19, as ilhas são território da Austrália desde 1947 e possuem os únicos dois vulcões ativos do território australiano, um dos quais, Mawson Peak, é mais alto do que qualquer montanha da Austrália continental. As ilhas ficam no Platô Kerguelen no Oceano Índico. São um dos locais mais remotos do planeta: ficam localizadas a aproximadamente 4.100 km a sudoeste de Perth (Austrália), 3.845 km a sudoeste de Cape Leeuwin (Austrália), 4.200 km a sudeste da África do Sul, 3.830 km a sudeste de Madagascar, 1.630 km ao norte da Antártica.
História: Nenhuma das ilhas recebeu qualquer visitante até a década de 1850. Acredita-se que Peter Kemp, um caçador de focas britânico, foi a primeira pessoa a avistar as ilhas. Em 27 de novembro de 1833, ele viu a Ilha Heard da ponte de comando do navio Magnet durante uma viagem entre Kerguelen para a Antártica. Um caçador de focas americano, Capitão John Heard, no navio Oriental, avistou a ilha em 25 de novembro de 1853, na rota entre Boston e Melbourne. Ele reportou a descoberta um mês depois e a ilha foi nomeada em sua homenagem. O Capitão William McDonald, a bordo do navio Samarang descobriu as vizinhas Ilhas McDonald seis semanas depois, em 4 de janeiro de 1854.
Ninguém desceu nas ilhas até março de 1855, quando caçadores de focas a bordo do Corinthian, liderados pelo capitão Erasmus Darwin Rogers, desceram no local conhecido como Oil Barrel Point. Durante o período de caça às focas entre 1855 e 1880, alguns americanos passaram um ano ou mais na ilha, vivendo em condições terríveis em cabanas escuras e malcheirosas, também em Oil Barrel Point. Em seu clímax, a comunidade consistia em 200 pessoas. Em 1880, a maior parte da população de focas havia sido dizimada e os caçadores deixaram a ilha. O primeiro pouso na Ilha McDonald foi feito por cientistas australianos em 12 de fevereiro de 1971, utilizando um helicóptero. As ilhas se tornaram território australiano após uma transferência feita pelo Reino Unido em 1947. O arquipélago se tornou Patrimônio Mundial da UNESCO em 1997.
Como chegar: Visitar essas ilhas irá requer planejamento e preparo cuidadosos, uma vez que não existem habitantes permanentes. O acesso dependerá de se montar ou se juntar a uma expedição. Por causa do status das ilhas como patrimônio natural, será necessária uma permissão da Divisão Antártica Australiana; pousos só podem ser realizados nas Ilhas McDonald por "convincentes razões científicas". O problema é que as ilhas ficam a um longo caminho de qualquer lugar (em torno de duas semanas de barco da costa australiana) e você terá que passar por um dos mais revoltos mares do planeta para chegar lá - e voltar. Tais viagens custam muito caro e precisam de considerável apoio logístico e planejamento.
Comércio: Não tendo população, não existe atividade econômica nativa. O único recurso natural da ilhas é o peixe; o governo australiano permite a pesca de forma limitada nas águas vizinhas. Apesar da falta de população, as ilhas possuem um código de país e o domínio de internet .hm.
O que fazer: Pra começar, sequer existem pessoas na ilha. O maior nível de atividade acontece durante as expedições científicas do Centro de Ciências Antárticas da Austrália, que geralmente ocorrem a cada três anos e duram por cerca de dois meses no verão. Em outras épocas, os pássaros e focas têm o local para si, exceto pela visita muito ocasional de um grupo de turistas, expedição privada, ou patrulhas periódicas de pesca ou defesa.
Onde ficar: Várias cavernas e grutas provêm locais naturais para acampar, entretanto, devido às tempestades e ventos fortíssimos que periodicamente cobrem a ilha, aconselha-se que qualquer caverna tenha sua entrada fortificada e apoios do lado de dentro. É também difícil conseguir fazer fogo no clima úmido, então deve ser feito dentro do abrigo. As antigas cabanas dos caçadores de focas também são boas para se ficar, mas não deixe o governo australiano saber que você as utilizou, pois elas também fazem parte do Patrimônio da Humanidade. Deixe as cabanas como estavam antes da utilização. Desde a década de 1970, aconteceram em torno de 12 expedições privadas para as ilhas, e de muitas não se sabe devido à dificuldade de se conseguir permissão do governo australiano para tal.
Vídeo:
Vídeo oficial (ainda que curto e mudo!) do Departamento de Meio Ambiente do governo australiano sobre a Ilha Heard, mostrando o "cotidiano" dos únicos habitantes do arquipélago!
Nome oficial: Kill Devil Hills População: 6.800 Cidade da: Carolina do Norte, Estados Unidos Idioma: inglês
O que é: Kill Devil Hills é uma cidade na costa do estado da Carolina do Norte, leste dos Estados Unidos. É parte da região chamada de Outer Banks, e é mais conhecida por sua conexão com os voos históricos dos irmãos Wright no primeiro avião construído, em 1903. Os voos são associados com Kitty Hawk, mas aconteceram em Kill Devil Hills. Um monumento nacional marca o local onde ocorreu o primeiro voo de um avião da História.
História: Kill Devil Hills recebeu seu status de município em 1953. É o maior município do condado Dare. A cidade é orgulhosa por ser o local onde aconteceu o primeiro voo de uma aeronave mais pesada que o ar. A Era da Aviação nasceu aqui, em 17 de dezembro de 1903 em um voo de 12 segundos. Wilbur e Oliver Wright obtiveram êxito em fazer quatro voos na base da grande colina que hoje faz parte do Memorial Nacional dos Irmãos Wright.
De onde vem o nome: Uma das perguntas mais frequentes que os turistas fazem é como se chegou a esse nome, Kill Devil Hills (algo como "Colinas de Matar o Diabo"). Várias versões da história circulam pela região dos Outer Banks. Uma lenda sugere que os piratas que habitavam essa região da costa americana são os culpados pelo nome. Aparentemente, numa noite fora do barco, vários bucaneiros estavam sentados em meio às dunas de areia de onde podiam ter uma vista do local e bebendo algo que era "forte o suficiente para matar o diabo". Outra versão diz que nos anos 1700, William Byrd da Virgínia, aparentemente não sendo um admirador dos estados das Carolinas, escreveu que "a maior parte do rum que eles possuem vem da Nova Inglaterra e é tão ruim e intragável que chamam de 'Kill Devil'".
O Memorial: A coluna do Memorial aos Irmãos Wright fica no alto da colina "Big Kill Devil Hill", de 27 metros de altura. Grande parte dos Outer Banks era dominada por uma cadeia de dunas de areia gigantes. A duna onde os irmãos Wright fizeram história foi uma de várias dunas que vagarosamente migram, até que o governo federal agiu, transformando a área em um parque nacional. Na época, grama foi plantada para estabilizar a duna na década de 1920, e o monumento de granito de 18 metros foi erigido no topo, apesar da original "Big Kill Devil Hill" ter se movimentado para o sul em resultado da ação natural dos ventos.
Como chegar: Kill Devil Hills fica a 144km do Aeroporto de Norfolk, servido por linhas aéreas. No próprio memorial na cidade fica uma pista de pouso pavimentada de 910 metros de comprimento, construída em 1963 para acomodar aviões de pequeno porte. A pista de pouso se chama First Flight (Primeiro Voo). O condado de Dare também possui um aeroporto regional com um pouco mais de recursos.
Onde comer e ficar: Existem vários lugares para comer, ter lazer e se hospedar em Kill Devil Hills, fáceis de serem achados no local - desde fast food a alta cozinha, frutos do mar frescos, culinária mexicana e italiana. Existem vários acessos a praias a partir da auto-estrada 12. Kill Devil Hills também oferece uma casa de banho / estação de salva-vidas com banheiros públicos localizada na interseção da Virginia Dare Trail (auto-estrada 12) e de Ocean Bay Drive.
Vídeo: Tour pelo Memorial aos Irmãos Wright, em Kill Devil Hills.
Nome oficial: Ripublikee Naoero População: 9.322 País: independente, na Oceania Idioma: inglês, nauruano
O que é: Nauru é uma pequena ilha no Oceano Pacífico sul, ao sul das Ilhas Marshall e a menor república independente do mundo. Apesar de outras ilhas-Estado poderem ser menores e/ou menos populosos, são todas territórios dependentes de outros Estados.
História: A mineração dos depósitos naturais de fosfato de Nauru, que ocupavam cerca de 90% da ilha, começou no início do século 20 sob um consórcio anglo-germânico. Durante a Primeira Guerra Mundial, a ilha foi ocupada por forças australianas e se tornou um território dependente. Nauru alcançou a independência em 1968. Nos anos 1980, as exportações de fosfato deu aos nauruanos uma das maiores rendas per capita dentre os países subdesenvolvidos. Em 2008, a maioria da arrecadação de Nauru vinha da exportação de fosfato para a Austrália, Coreia do Sul e Nova Zelândia, bem como também para outros países. A indústria é controlada pela Corporação de Fosfato de Nauru (NPC). Há uma previsão que as reservas de fosfato terminarão completamente em 2050. A venda de licenças de pesca também é outra fonte de renda. Países como Austrália e Taiwan provêm contribuições substanciais para o desenvolvimento. Apesar disso, a taxa de desemprego atualmente é de 90%.
Clima e terreno: O clima é tropical, com um pouco de chuva ocorrendo entre novembro e fevereiro. Existem algumas praias de areia mas a maior parte da região de águas rasas ao redor da ilha é composta por recifes de coral. A maior parte do interior da ilha faz parte da área de mineração, e está sob processo de recuperação. Há uma lagoa na ilha, a única fonte de água doce local.
Como chegar: Todos os visitantes estrangeiros necessitam de um passaporte válido, um visto de turista de 30 dias e comprovar reserva em hotel ou hospedagem local para poder entrar em Nauru. Seu visto deve ser obtido a partir da embaixada local de Nauru antes do embarque. Existem rumores circulando na internet que você pode ficar três dias na ilha sem precisar de visto, mas essa informação não é correta.
De avião, a companhia aérea de Nauru, Our Airline, voa uma vez por semana de Brisbane (Austrália) para o Aeroporto Internacional de Nauru, com uma parada no Aeroporto Internacional Honiara, nas Ilhas Salomão. Os voos saem de Brisbane aos domingos e retornam de Nauru às quartas-feiras.
Andando por lá: Não existe transporte público em Nauru. O país é tão pequeno que leva menos de uma hora para se dirigir ao redor dele. A pista do aeroporto passa por três dos vinte quilômetros de estrada. O único semáforo na ilha é o que é usado para parar o tráfego de modo a permitir as aeronaves cruzarem a estrada para chegar ao terminal. Essa é uma foto que a maioria dos turistas tira quando está em Nauru.
A direção é pelo lado esquerdo. A Rodovia do Anel da Ilha, com 19 km, circula Nauru por completo. Os motoristas devem ter muito cuidado com animais e pedestres enquanto na direção. Existe um ônibus comunitário que circula pela ilha a cada hora, mais ou menos, no decorrer do dia. Carros e bicicletas podem às vezes ser alugados no Capelle and Partners, o maior supermercado local.
Falando: A língua oficial é o nauruano, uma língua distinta do Pacífico. O inglês é muito falado e compreendido, utilizado para a maioria dos propósitos governamentais e comerciais.
O que ver: As praias tropicais ficam em Anibare Bay; veja o Porto de Anibare, um projeto do ano 2000, em grande parte financiado pelo governo japonês; a Casa do Parlamento e outros prédios do Governo em Yaren, a capital não-oficial de Nauru; a Lagoa Buada é uma lagoa tropical de água doce, um local muito pitoresco na parte média-sul da ilha. É cercada por uma floresta densa de palmeiras e outros tipos de vegetação. Entretanto, a água é suja e não recomendável para se nadar. Ainda assim, é uma boa oportunidade para uma foto, e você pode andar por toda a margem da lagoa, uma vez que a estradinha a circula.
O que fazer: Faça caminhadas pelo interior da ilha. Faça o circuito - a estrada circular percorre toda a ilha, então você poderá dirigir por um país inteiro! Sem paradas, a volta completa dura em torno de 25 minutos. De bicicleta, são de duas a três horas e, andando, em torno de 6 horas. Não há muito o que fazer, mas as paisagens são lindas e a loja de departamento Chapelle & Partner, no alto da ilha, distrito de Ewa, é um bom ponto de parada no meio do caminho. Explore relíquias da Segunda Guerra Mundial em Yaren. Existem restos de armamentos japonesese bunkers deixados lá desde a época da guerra. Escale Command Ridge, o ponto mais alto de Nauru. Assista aos times locais jogarem futebol de acordo com as regras australianas. A partida nacional acontece todos os sábados no campo de esportes Linkbelt Oval. Você poderá pescar no mar ou fazer compras na Capelle & Partner, o maior comércio da ilha de Nauru. Ainda há a possibilidade de nadar no porto Anibare, o melhor local, uma vez que a maior parte das praias é muito rasa e pedregosa.
Compras: Nauru utiliza o dólar australiano como moeda corrente. O normal é fazer transações em dinheiro; cartões de crédito raramente são aceitos. Não existem bancos nem caixas eletrônicos em Nauru.
Onde comer: A comida é importada da Austrália e chega de navio, normalmente a cada seis ou oito semanas. Existem vários "locais de comer" pequenos, vendendo comida chinesa. Existe também um quiosque de fast food no supermercado Capelle. Jantar em Nauru é uma grande experiência. Durante sua estadia em Nauru, experimente todo tipo de pratos deliciosos e saudáveis. Uma vez Nauru sendo uma nação-ilha, os frutos do mar são muito populares nos restaurantes. A maioria dos restaurantes de Nauru oferece deliciosos pratos de frutos do mar. Peixe é facilmente encontrado em todo o país.
Se você for a restaurantes em Nauru, lhe será oferecido todo tipo de prato típico que os habitantes adoram. A culinária de Nauru é altamente influenciada pelas de outros países como Alemanha, Austrália, China e Grã-Bretanha. O restaurante mais popular de Nauru é o Reynaldo's, que oferece comida chinesa autêntica.
Onde beber: O Bar Reef no Hotel Menen é o único bar público em Nauru. Fica situado a uma distância de 30 minutos do Od-N-Aiwo, o único outro hotel na ilha. Serve cervejas australianas e destilados internacionais. O bar possui algumas mesas de sinuca, TV via satélite e música gravada. É bem movimentado aos finais de semana, uma vez que os nauruanos recebem seus salários às sextas-feiras, e bem calmo nas noites de dias de semana. Caras novas serão muito bem recebidas pelos nativos e eles gostarão de conversar. Não é permitido entrar calçando chinelo (mas sandálias fechadas sim) e os homens precisam usar um colar.
Onde ficar: Existem dois hotéis na ilha: o Od'n Aiwo Hotel, fica na beira da estrada circular, no lado oeste da ilha, sendo o mais barato dos dois, com diárias entre R$ 68 a R$ 137. O Hotel Menen fica no lado leste da ilha, ao sul da Baía Anibare. É o maior hotel de Nauru, com 119 quartos e locais para conferências para até duzentas pessoas. Possui dois restaurantes e o único bar da ilha. A tarifa mínima fica em torno dos R$ 140.
Segurança: Assim como outras ilhas do Pacífico, Nauru é envolta por recifes de coral em águas muito rasas com entradas para barcos pequenos e portos, e podem existir correntes muito fortes na água rasa, movendo os barcos nos portos, além de animais marinhos perigosos nos corais. Peça por ajuda antes de se aventurar na água.
O tráfico de drogas ou narcóticos de qualquer tipo será punido severamente. Também atos homossexuais são ainda tecnicamente ilegais em Nauru e podem levar a prisão. Demonstrações de afeto entre membros do mesmo sexo em público pode ofender grande parte da população de Nauru.
Saúde: O suprimento de água potável em Nauru é dependente da água da chuva coletada em tanques no teto das casas e por uma usina de dessalinização da água muito antiga. Os telefones de emergência são 118 ou 117, e a ilha possui um Hospital Geral.
Vídeo:
Pequeno filme feito por um turista em Nauru há anos atrás.
Nome oficial: Punxsutawney População: 6.271 Cidade da: Pensilvânia, Estados Unidos Idioma: inglês
O que é: Punxsutawney é uma pequena cidade do interior do estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos. É famosa em todo o país por ser a casa do animal mais importante da nação, Punxsutawney Phil, a marmota do Dia da Marmota, que determina se o tempo frio de inverno do país irá chegar logo ou demorar mais. Ao sair da toca todo dia 2 de fevereiro, se ele vê sua sombra e retorna para a segurança de sua toca à noite, então os Estados Unidos têm certeza que será uma primavera fria, longa e chuvosa! A cidade é o palco do filme Feitiço do Tempo (1993), com Bill Murray e Andie MacDowell, que gira todo em torno do Dia da Marmota, apesar de o mesmo não ter sido filmado em Punxsutawney.
História: Em 1907, os bairros de Punxsutawney e Claysville foram consolidados e incorporados como sendo a Grande Punxsutawney. Uma mina de carvão de alto nível foi construída na região. A cidade tem seu crescimento estagnado. Em 1900, 6.746 pessoas viviam lá. No censo de 2000, viviam 6.271 habitantes. A região foi originalmente habitada pelos índios Delaware e o nome "Punxsutawney" deriva do termo nativo norte-americano que pode ser traduzido como "terra dos mosquitos".
Como chegar: Punxsutawney fica literalmente no meio do nada - em torno de duas horas de State College, um pouco menos de duas horas de Pittsburgh e a uma hora e meia de Altoona. Fica bem na rodovia Interstate 80. A cidade possui um pequeno aeroporto, mas ele não possui linhas regulares para outras cidades.
O que ver: O Weather Discovery Center é um museu dedicado à educação dos visitantes sobre o tempo, o que causa certos fenômenos naturais, e também conta a história da previsão do tempo. Gobbler's Knob é onde ocorre o festival anual do Dia da Marmota, onde todos se reúnem para ver se Phil verá ou não sua sombra. Durante o restante do ano, você poderá ver a marmota Phil no Zoológico de Punxsutawney. Existe também a Sociedade Histórica e Genealógica de Punxsutawney, um museu com exibições, artefatos e informações sobre a região e sua história, desde a época em que os índios lá residiam até o dia no qual Phil chegou e estabeleceu na cidade sua residência.
O que comprar: Como é de se esperar, praticamente toda a renda que os turistas deixam em Punxsutawney vem da venda de souvenirs da famosa marmota, que podem ser encontrados pela cidade.
O que fazer: O único dia que Punxsutawney geralmente recebe turistas é no dia 2 de fevereiro. A população da cidade, durante as festividades do Dia da Marmota, cresce dos aproximados tradicionais 6 mil para em torno de 40 mil pessoas. As festas começam já no dia primeiro de fevereiro e vão por toda a madrugada. Quando os primeiros raios de sol nascem, Gobbler's Knob já está superlotada, com todos à espera de ver a marmota Phil.
Onde comer: O restaurante que é considerado o melhor da cidade fica fora do centro, o Mary's Place, na Route 36. Possui uma boa atmosfera que faz o turista meio que se sentir deslocado no tempo. Não vende bebidas alcoólicas. O Hotel Pantall possui um restaurante e também há uma pizzaria, a Fox's Pizza Den.
Onde ficar: O Hotel Punxsutawney, principal da cidade, pegou fogo recentemente e a cidade ficou meio desprovida de acomodações turísticas. O hotel remanescente - único propriamente dito - é o Pantall Hotel (tarifas em torno de R$ 144), mas é muito simples, podendo ser de aspecto duvidoso. Existe um bom Holiday Inn Express na estrada há 30 km de Punxsutawney. A pousada intimista Plantation Bed and Breakfast é uma opção muito melhor para se ficar dentro da própria cidade.
Vídeo:
O grande momento anual no qual a marmota Phil prevê o tempo.
Nome oficial: Snoqualmie População: 10.670 Cidade de: Washington, Estados Unidos Idioma: inglês
O que é: Snoqualmie é conhecida por dois motivos. O primeiro é a cachoeira de mesmo nome, que atrai visitantes de vários países do mundo, uma queda d'água de 268 pés de altura sobre um paredão de granito - mais alta que as Cataratas do Niágara. Porém, Snoqualmie se tornou famosa por ser a principal cidade onde foi filmada a série cult de televisão dos anos 1990, Twin Peaks, dirigida por David Lynch. Também na cidade foi filmado o longa-metragem Twin Peaks: Fire Walk with Me.
História: Os primeiros registros da exploração do Vale Snoqualmie foram escritos por Samuel Hancock, que se aventurou rio acima com a tribo indígena Snoqualmie em 1851, à procura de carvão. Perto da atual localização da Ponte Meadowbrook, os guias disseram a Hancock que aquela terra era conhecida como Hyas Kloshe Illahee, ou 'terra boa, produtiva'. Hancock então retornou com essa valiosa informação para o local hoje conhecido como Tacoma.
Durante a década de 1850, as tensões aumentaram entre os novos colonizadores e os nativos indígenas, com os colonizadores querendo tomar as terras para si. Em 1856, em resposta a essas tensões, foi construído o Fort Alden, na localidade que então depois se conheceria como Snoqualmie.
Como chegar: Snoqualmie fica muito bem localizada, a somente 40 km de Seattle, sendo servida pelo Aeroporto Internacional de Seattle-Tacoma, que possui voos internacionais para diversos países e domésticos para todas as principais cidades dos Estados Unidos. A partir de lá, pega-se a rodovia Interstate 90 até o centro de Snoqualmie. Saindo de Tacoma, a rodovia 18 chega até Snoqualmie diretamente.
O que ver: Provavelmente quem visita Snoqualmie de mais longe é fã da série Twin Peaks, então existe realmente muita coisa para ser vista, uma vez que praticamente todas as locações utilizadas nas filmagens da série e do subsequente filme estão lá. Algumas ficam nas duas cidades vizinhas (bem próximas) de Snoqualmie - North Bend e Fall City.
A atração principal é a bela Cachoeira Snoqualmie. O Museu Ferroviário do Noroeste fica no Snoqualmie Depot, sendo o maior museu ferroviário do estado de Washington, com artefatos, locomotivas e carros tanto de passageiros como de carga. O museu oferece passeios panorâmicos a bordo de um trem antigo entre Snoqualmie, North Bend e a cachoeira Snoqualmie, percorrendo um trajeto de quase 9 km.
Por mais de 70 anos, o festival anual Railroad Days é o maior evento do ano na cidade. A população sai às ruas para comemorar a história de Snoqualmie como uma cidade ferroviária e também de tradição madeireira (como existente também em Twin Peaks).
O que fazer: Snoqualmie oferece vários tipos de atividades ao ar livre, ficando no coração das montanhas. Existem trilhas, parques, rios e lagos em abundância. O espaço aberto oferece diversos tipos de recreação: o Parque Snoqualmie Point, a Fazenda de Preservação Meadowbrook, além de ser possível fazer escaladas na rocha, andar de mountain bike pelas montanhas que circundam a pequena cidade, pesca esportiva nos rios, andar de caiaque (classes II e III) e no inverno, a prática de esqui nórdico e snowboarding.
A linda paisagem de Snoqualmie também emoldura o Campo de Golfe Mount Si, conhecido por sua paisagem com um belo bosque ao pé da montanha de mesmo nome. Para um outro tipo de diversão, há o Cassino Snoqualmie, o mais próximo de Seattle e da costa oeste do estado de Washington, que oferece janta, música ao vivo e um salão de conferências.
Onde ficar: Muito provavelmente você irá querer se hospedar no Salish Lodge e Spa, o grande casarão famoso por aparecer em todos os episódios como o hotel de Twin Peaks. Possui uma vista exuberante da cachoeira Snoqualmie e ganhou vários prêmios de publicações especializadas em viagem. Foi fundado em 1919, e possui quartos elegantes com amenidades especiais, um spa de luxo e restaurantes que oferecem uma culinária diferenciada.
Onde comer: Snoqualmie possui vários restaurantes desde pequenas cafeterias até restaurantes de alta categoria. É um bom local para se experimentar a culinária típica do noroeste americano, ir ao pub irlandês e também visitar a cervejaria local - cada qual com serviços completos e pessoal amistoso. Existe uma variedade de restaurantes mexicanos, italianos e asiáticos. Existe ainda a possibilidade de se jantar em um dos prédios históricos.
Compras: Você poderá encontrar artigos únicos para levar para casa, como especialidades do noroeste, equipamentos de casa antigos e lojas variadas - arte local, lembranças históricas, balas feitas à mão, brinquedos únicos e livros especializados são alguns dos itens que você encontrará no comércio de Snoqualmie.
Andando por lá: Snoqualmie é servida por duas linhas de ônibus do condado King. Uma linha faz a volta completa de North Bend até Issaquah passando pelo centro de Snoqualmie durante o dia. A outra faz a ligação direta com o centro de Seattle durante os horários de pico. Serviços de traslado existem entre a parte alta e baixa do Vale Snoqualmie.
Segurança: A segurança pública é um valor da comunidade em Snoqualmie. A cidade possui polícia e corpo de bombeiros próprios. Opera seu próprio serviço de emergência, dessa forma podendo enviar socorro o mais rápido possível. A cidade também possui e opera a rádio AM 1650, um sistema de transmissão de rádio local usado durante emergências ou desastres.
Vídeo:
Vídeo institucional e histórico da cidade de Snoqualmie, Washington.
Nome oficial: Якутск, Дьокуускай População: 269.486 Cidade da: República Sakha, Rússia Idioma: russo, yakut
O que é: Yakutsk é a capital de Yakutia (uma república étnica autônoma do tamanho da Índia) e uma das mais antigas e mais frias cidades da Sibéria. Yakutsk ganhou fama internacional como sendo a cidade mais fria do mundo, mas visitá-la vale mais por suas belezas naturais de sua zona rural, museus de criogenia únicos, e somente pelo espírito de se aventurar em uma das terras mais remotas do mundo.
História: Yakutsk foi fundada por Pyotr Beketov em 1632. Um destacamento de cossacos sob seu comando fundou a cidade através do forte Lenskii, na margem direita do Rio Lena (o décimo maior rio do mundo), que acabou crescendo (e mudou seu nome) como Yakutsk em 1647. Sendo uma das mais importantes localidades russas na Sibéria oriental, Yakutsk se tornou o centro econômico e administrativo da região - uma base para explorações (e mais tarde, expedições científicas) no Extremo Oriente e no extremo norte.
Em 1822, Yakutsk foi oficialmente designada como cidade, e em 1851 se tornou a capital administrativa da República Autônoma de Yakutia. Hoje, Yakutsk é um grande centro administrativo, industrial, cultural e de pesquisas - se tornando uma das cidades mais dinâmicas e de maior desenvolvimento no extremo leste russo.
Clima: Yakutsk está localizada na latitude extrema de 62° N. Seu clima é definitivamente continental, levando a temperaturas máximas de mais de 32°C no verão, e mínimas no inverno que chegam a -64°C - uma amplitude térmica de quase 100°C! A temperatura média em janeiro é de -45°C; em julho, de 19°C. A época ideal para se visitar (a não ser que você esteja viajando para sentir o frio extremo) é de março a julho. Os meses ensolarados de inverno lhe permitirão aproveitar esportes de inverno, como esqui, patinação no gelo, andar de trenó puxado por cães, fazer esculturas no gelo etc., sob temperaturas que permitem a vida humana a céu aberto. As temperaturas médias de março, é claro, ainda são frias, ficando na média dos -22°C. Os meses de verão de junho e julho são ótimos para se ter oportunidades de ver a vida selvagem do norte em sua completa exuberância, para curtir as noites onde o sol nunca se põe, para se aventurar nos rios yakut e também fazer parte da experiência do feriado nacional yakut, o Ysyakh.
Como chegar: Existem dois aeroportos. O internacional, Tuimadaa, recebe voos regulares de Moscou, São Petersburgo, Novosibirsk, Krasnoyarsk, Irkutsk, Khabarovsk e de algumas outras principais cidades da Rússia. Também há um voo direto semanal vindo de Harbin (China), pela Yakutia Airlines. O aeroporto doméstico, Magan, recebe voos em sua maioria da própria Yakutia, bem como voos privados. Para chegar ao centro da cidade do aeroporto, você pode pegar um táxi (15 a 20 minutos), ou um dos ônibus (30 a 40 minutos). Magan é um pouco mais longe, e uma corrida de táxi até a cidade irá demorar em torno de 30 minutos; o ônibus Yakutsk - Magan demorará pouco mais de uma hora.
Até o momento, Yakutsk não possui conexão com a rede ferroviária da Rússia, e a estação mais próxima é Tommot (a 453 km de distância). Uma linha de trem está em construção e espera-se que fique pronta em 2013. A menos que você esteja procurando por experiência de viagem desafiadora, recomenda-se chegar em Yakutsk de avião.
Andando por lá: O ônibus é o meio de transporte público utilizado em Yakutsk. Uma rede muito bem desenvolvida de marshrutkas pode te levar praticamente a qualquer lugar na cidade. Algumas linhas suburbanas para as localidades habitadas mais próximas também saem da estação de ônibus principal. Todas as linhas custam R$ 0,90, e crianças com menos de seis anos andam de graça.
Existem muitas empresas de táxi em Yakutsk que você pode chamar por telefone. Os preços não são fixos, e dependem da distância da viagem (e também de quanto os motoristas acham que podem conseguir dos estrangeiros). O preço médio de uma corrida para atravessar a cidade é de aproximadamente R$ 5,70 a R$ 6,90. Você também pode contratar um táxi para o dia todo, custando R$ 20 a hora.
O que ver: Yakutsk fica bem fora da rota russa de turismo internacional. Consequentemente, espere que as exibições nos museus sejam explicadas somente em russo. Felizmente algumas exposições (como a cabeça de mamute preservada em criogenia) não precisam de muita explicação. O Museu do Mamute possui uma das mais diversas coleções mundiais sobre a Era do Gelo. O ponto central da coleção é uma cabeça de mamute preservada em criogenia. A cabeça do mamute frequentemente viaja para museus fora de Yakutsk, então confirme antes se ela estará em exposição. O Museu de Arqueologia e Etnografia da Universidade de Yakutsk possui exibições que mostram a história dos povos de Yakutsk, com objetos da vida cotidiana e da mitologia Sakha, Eveny, Evenki, Yukagiry e de outros grupos étnicos yakuts desde a antiguidade.
O Museu de Arte Nacional possui uma grande coleção de obras de arte, incluindo obras de yakuts, russos e artistas internacionais do século 16 até hoje. As mostras também incluem uma rica coleção de arte folclórica yakut tradicional. O Laboratório Subterrâneo do Instituto de Criogenia é o único museu no mundo de criogenia natural. O passeio no subterrâneo é acompanhado por aulas detalhadas (em russo, claro) sobre a essência desse fenômeno natural, e também mostra as espécies preservadas no freezer natural. Não se esqueça de levar roupas bem quentes no dia e marcar o tour com antecedência.
Existem também vários outros museus menores, mas que não possuem o apelo dos listados acima.
Em termos de arquitetura e monumentos, há o Memorial Abakayade, na interseção das ruas Kirova e Poyarkova. A estátua representa o primeiro casamento interétnico entre um colonizador russo e sua mulher yakut, e também o filho deles - o símbolo da união entre os dois povos. O Museu Histórico-Arquitetônico da Amizade do Lena, localizado na margem direita do Rio Lena, bem no local onde ficava o primeiro forte da fundação de Yakutsk. As principais atrações do museu ficam do lado de fora - reproduções da Igreja Spassky do Forte Zashiversky e do barco de Pyotr Beketov (o fundador do forte). Não menos impressionantes são os exemplos da arquitetura do povo yakut. A Cidade Antiga, reconstruída em estilo arquitetônico do século 19, fica localizada bem no centro de Yakutsk. As ruas são fechadas para o tráfego, pavimentadas com pedaços de madeira e lá se localizam cafeterias, mercados, tudo no local preferido de descanso da cidade. Aqui poderá ser vista a Igreja Preobrazhenskaya, reformada, o monumento aos fundadores, o memorial aos soldados mortos, um coluna de pedra dedicada aos 375 da união de Yakutia ao Império Russo e o Museu M. K. Ammosov (ele foi um ativista político yakut que teve um papel ativo em trazer o poder soviético para a Sibéria).
O que fazer: Existem diversos teatros, com peças tanto em yakut como em russo, um teatro de balé com performances escritas por yakuts e um bom centro cultural. De interesse das crianças, existe o Circo, o mais frio e mais ao norte do mundo. É uma mistura do circo tradicional russo (que, se você ainda não viu, é muito divertido) com a cultura nacional yakut do extremo norte. Também há o Zoológico Orto-Doidu, com 150 tipos de animais, começando com invertebrados e indo progressivamente até os animais gigantes, incluindo alguns extremamente raros, como o tigre Amur, ursos polares, e bodes siberianos da montanha. O centro da exibição é dos animais característicos do norte russo (até mesmo porque eles são os mais adequados a sobreviver na temperatura local).
O grande festival yakut é o Ysyakh. É a celebração nacional yakut da fertilidade, normalmente ocorre no solstício de verão (21 de junho). Em alguns anos a data pode ser alterada. Existe um desfile de todas as nacionalidades no bairro de Us Khatyn, que recebe dezenas de milhares de pessoas de toda a Federação Russa (e não se engane, existem dezenas de diferentes etnias no país). O evento principal, via de regra, do festival de dois dias, é a cerimônia da bênção da colheita pelo Xamã Branco. Não menos importante para os yakuts são os rituais sagrados do nascer do sol do dia seguinte. É uma época excelente para se visitar a cidade.
Compras: Se você vier do exterior durante o inverno, irá se dar conta com certeza que suas roupas são insuficientes. E pode-se dizer que os russos e yakuts sabem sobre se esquentar, então Yakutsk é um bom lugar para se comprar um bom casaco ou botas com forro de pele. As opções mais baratas, e elas possuem preços realmente bons, ficam sem dúvida nos mercados da cidade, Stolichny e Mann'yttay. Para evitar o estresse do assédio aos estrangeiros pelo dinheiro, você pode pagar um pouquinho mais em qualquer loja no pequeno centro comercial do centro da cidade ao longo da Lenin Prospekt.
Onde comer: Existem diversas opções com diferentes preços. Uma opção mais barata e boa é a Cafeteria Printing House, que fica no prédio da gráfica principal da Yakutia, onde o governo publica todos os principais jornais da república. O preço é para o povão, com grande porções uma sensação bem soviética, desde o cardápio até o ambiente.
Onde ficar: A Guesthouse Sanaa é um 'mini-hotel' perto do centro da cidade, com acomodações limitadas mas aconchegantes (R$ 46). O Hotel Lena também fica no centro da cidade, e possui um bar, barbearia e câmbio. O café da manhã e Wi-Fi são incluídos (R$ 115). O melhor hotel da cidade é o Northern Star, bem no centro comercial perto das atrações turísticas, com café, bar, restaurante, centro de negócios, boliche e uma agência de viagens. Café da manhã incluído (R$ 302).
Segurança: O centro da cidade, onde estão os hotéis, atividades culturais e principais atrativos, é bem seguro a qualquer hora do dia. As ruas centrais são bem iluminadas e frequentemente patrulhadas pela polícia (que é provavelmente mais problemática do que o crime em si no centro). Não beba em público à noite ou você terá problemas com a polícia. Existem assaltos ou furtos na rua, mas esses crimes são raramente violentos. Demonstre o mínimo de prudência e você não terá problemas. Evite alguns bairros mais pobres à noite. Segure bem os seus pertences, ou os mantenha em bolsos inacessíveis enquanto estiver no transporte público ou nos mercados lotados.
O maior perigo da cidade, entretanto, é o frio extremo do inverno siberiano. No inverno, o frio pode te matar rapidamente, e mesmo se você tomar cuidado, você poderá perder facilmente o nariz ou alguns dedos dos pés. Quando sair no tempo de -50°C, vista toda a roupa que você tiver (casacos de pele são os melhores), e planeje não passar mais do que dez minutos do lado de fora diretamente exposto ao ar. Se for andar, você poderá ficar exausto muito rapidamente - evite andar ao máximo e pegue táxis de porta a porta para qualquer lugar que você for.
Se você quiser se divertir um pouco, leve uma panela com água fervendo para fora e jogue imediatamente a água no ar. Ela irá congelar instantaneamente no ar e fazer um barulho muito alto, uma das coisas mais legais que há pra se fazer em lugares desse tipo!
Vídeo:
Reportagem do Jornal Nacional, da Rede Globo, sobre Yakutsk.