sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Nauru


Nome oficial: Ripublikee Naoero
População: 9.322
País: independente, na Oceania
Idioma: inglês, nauruano

O que é: Nauru é uma pequena ilha no Oceano Pacífico sul, ao sul das Ilhas Marshall e a menor república independente do mundo. Apesar de outras ilhas-Estado poderem ser menores e/ou menos populosos, são todas territórios dependentes de outros Estados.


História: A mineração dos depósitos naturais de fosfato de Nauru, que ocupavam cerca de 90% da ilha, começou no início do século 20 sob um consórcio anglo-germânico. Durante a Primeira Guerra Mundial, a ilha foi ocupada por forças australianas e se tornou um território dependente. Nauru alcançou a independência em 1968. Nos anos 1980, as exportações de fosfato deu aos nauruanos uma das maiores rendas per capita dentre os países subdesenvolvidos. Em 2008, a maioria da arrecadação de Nauru vinha da exportação de fosfato para a Austrália, Coreia do Sul e Nova Zelândia, bem como também para outros países. A indústria é controlada pela Corporação de Fosfato de Nauru (NPC). Há uma previsão que as reservas de fosfato terminarão completamente em 2050. A venda de licenças de pesca também é outra fonte de renda. Países como Austrália e Taiwan provêm contribuições substanciais para o desenvolvimento. Apesar disso, a taxa de desemprego atualmente é de 90%.


Clima e terreno: O clima é tropical, com um pouco de chuva ocorrendo entre novembro e fevereiro. Existem algumas praias de areia mas a maior parte da região de águas rasas ao redor da ilha é composta por recifes de coral. A maior parte do interior da ilha faz parte da área de mineração, e está sob processo de recuperação. Há uma lagoa na ilha, a única fonte de água doce local.

Como chegar: Todos os visitantes estrangeiros necessitam de um passaporte válido, um visto de turista de 30 dias e comprovar reserva em hotel ou hospedagem local para poder entrar em Nauru. Seu visto deve ser obtido a partir da embaixada local de Nauru antes do embarque. Existem rumores circulando na internet que você pode ficar três dias na ilha sem precisar de visto, mas essa informação não é correta.

De avião, a companhia aérea de Nauru, Our Airline, voa uma vez por semana de Brisbane (Austrália) para o Aeroporto Internacional de Nauru, com uma parada no Aeroporto Internacional Honiara, nas Ilhas Salomão. Os voos saem de Brisbane aos domingos e retornam de Nauru às quartas-feiras.


Andando por lá: Não existe transporte público em Nauru. O país é tão pequeno que leva menos de uma hora para se dirigir ao redor dele. A pista do aeroporto passa por três dos vinte quilômetros de estrada. O único semáforo na ilha é o que é usado para parar o tráfego de modo a permitir as aeronaves cruzarem a estrada para chegar ao terminal. Essa é uma foto que a maioria dos turistas tira quando está em Nauru.

A direção é pelo lado esquerdo. A Rodovia do Anel da Ilha, com 19 km, circula Nauru por completo. Os motoristas devem ter muito cuidado com animais e pedestres enquanto na direção. Existe um ônibus comunitário que circula pela ilha a cada hora, mais ou menos, no decorrer do dia. Carros e bicicletas podem às vezes ser alugados no Capelle and Partners, o maior supermercado local.

Falando: A língua oficial é o nauruano, uma língua distinta do Pacífico. O inglês é muito falado e compreendido, utilizado para a maioria dos propósitos governamentais e comerciais.


O que ver: As praias tropicais ficam em Anibare Bay; veja o Porto de Anibare, um projeto do ano 2000,  em grande parte financiado pelo governo japonês; a Casa do Parlamento e outros prédios do Governo em Yaren, a capital não-oficial de Nauru; a Lagoa Buada é uma lagoa tropical de água doce, um local muito pitoresco na parte média-sul da ilha. É cercada por uma floresta densa de palmeiras e outros tipos de vegetação. Entretanto, a água é suja e não recomendável para se nadar. Ainda assim, é uma boa oportunidade para uma foto, e você pode andar por toda a margem da lagoa, uma vez que a estradinha a circula.


O que fazer: Faça caminhadas pelo interior da ilha. Faça o circuito - a estrada circular percorre toda a ilha, então você poderá dirigir por um país inteiro! Sem paradas, a volta completa dura em torno de 25 minutos. De bicicleta, são de duas a três horas e, andando, em torno de 6 horas. Não há muito o que fazer, mas as paisagens são lindas e a loja de departamento Chapelle & Partner, no alto da ilha, distrito de Ewa, é um bom ponto de parada no meio do caminho. Explore relíquias da Segunda Guerra Mundial em Yaren. Existem restos de armamentos japoneses e bunkers deixados lá desde a época da guerra. Escale Command Ridge, o ponto mais alto de Nauru. Assista aos times locais jogarem futebol de acordo com as regras australianas. A partida nacional acontece todos os sábados no campo de esportes Linkbelt Oval. Você poderá pescar no mar ou fazer compras na Capelle & Partner, o maior comércio da ilha de Nauru. Ainda há a possibilidade de nadar no porto Anibare, o melhor local, uma vez que a maior parte das praias é muito rasa e pedregosa.


Compras: Nauru utiliza o dólar australiano como moeda corrente. O normal é fazer transações em dinheiro; cartões de crédito raramente são aceitos. Não existem bancos nem caixas eletrônicos em Nauru.

Onde comer: A comida é importada da Austrália e chega de navio, normalmente a cada seis ou oito semanas. Existem vários "locais de comer" pequenos, vendendo comida chinesa. Existe também um quiosque de fast food no supermercado Capelle. Jantar em Nauru é uma grande experiência. Durante sua estadia em Nauru, experimente todo tipo de pratos deliciosos e saudáveis. Uma vez Nauru sendo uma nação-ilha, os frutos do mar são muito populares nos restaurantes. A maioria dos restaurantes de Nauru oferece deliciosos pratos de frutos do mar. Peixe é facilmente encontrado em todo o país.

Se você for a restaurantes em Nauru, lhe será oferecido todo tipo de prato típico que os habitantes adoram. A culinária de Nauru é altamente influenciada pelas de outros países como Alemanha, Austrália, China e Grã-Bretanha. O restaurante mais popular de Nauru é o Reynaldo's, que oferece comida chinesa autêntica.


Onde beber: O Bar Reef no Hotel Menen é o único bar público em Nauru. Fica situado a uma distância de 30 minutos do Od-N-Aiwo, o único outro hotel na ilha. Serve cervejas australianas e destilados internacionais. O bar possui algumas mesas de sinuca, TV via satélite e música gravada. É bem movimentado aos finais de semana, uma vez que os nauruanos recebem seus salários às sextas-feiras, e bem calmo nas noites de dias de semana. Caras novas serão muito bem recebidas pelos nativos e eles gostarão de conversar. Não é permitido entrar calçando chinelo (mas sandálias fechadas sim) e os homens precisam usar um colar.


Onde ficar: Existem dois hotéis na ilha: o Od'n Aiwo Hotel, fica na beira da estrada circular, no lado oeste da ilha, sendo o mais barato dos dois, com diárias entre R$ 68 a R$ 137. O Hotel Menen fica no lado leste da ilha, ao sul da Baía Anibare. É o maior hotel de Nauru, com 119 quartos e locais para conferências para até duzentas pessoas. Possui dois restaurantes e o único bar da ilha. A tarifa mínima fica em torno dos R$ 140.


Segurança: Assim como outras ilhas do Pacífico, Nauru é envolta por recifes de coral em águas muito rasas com entradas para barcos pequenos e portos, e podem existir correntes muito fortes na água rasa, movendo os barcos nos portos, além de animais marinhos perigosos nos corais. Peça por ajuda antes de se aventurar na água.

O tráfico de drogas ou narcóticos de qualquer tipo será punido severamente. Também atos homossexuais são ainda tecnicamente ilegais em Nauru e podem levar a prisão. Demonstrações de afeto entre membros do mesmo sexo em público pode ofender grande parte da população de Nauru.


Saúde: O suprimento de água potável em Nauru é dependente da água da chuva coletada em tanques no teto das casas e por uma usina de dessalinização da água muito antiga. Os telefones de emergência são 118 ou 117, e a ilha possui um Hospital Geral.

Vídeo:
Pequeno filme feito por um turista em Nauru há anos atrás.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Punxsutawney


Nome oficial: Punxsutawney
População: 6.271
Cidade da: Pensilvânia, Estados Unidos
Idioma: inglês

O que é: Punxsutawney é uma pequena cidade do interior do estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos. É famosa em todo o país por ser a casa do animal mais importante da nação, Punxsutawney Phil, a marmota do Dia da Marmota, que determina se o tempo frio de inverno do país irá chegar logo ou demorar mais. Ao sair da toca todo dia 2 de fevereiro, se ele vê sua sombra e retorna para a segurança de sua toca à noite, então os Estados Unidos têm certeza que será uma primavera fria, longa e chuvosa! A cidade é o palco do filme Feitiço do Tempo (1993), com Bill Murray e Andie MacDowell, que gira todo em torno do Dia da Marmota, apesar de o mesmo não ter sido filmado em Punxsutawney.


História: Em 1907, os bairros de Punxsutawney e Claysville foram consolidados e incorporados como sendo a Grande Punxsutawney. Uma mina de carvão de alto nível foi construída na região. A cidade tem seu crescimento estagnado. Em 1900, 6.746 pessoas viviam lá. No censo de 2000, viviam 6.271 habitantes. A região foi originalmente habitada pelos índios Delaware e o nome "Punxsutawney" deriva do termo nativo norte-americano que pode ser traduzido como "terra dos mosquitos".


Como chegar: Punxsutawney fica literalmente no meio do nada - em torno de duas horas de State College, um pouco menos de duas horas de Pittsburgh e a uma hora e meia de Altoona. Fica bem na rodovia Interstate 80. A cidade possui um pequeno aeroporto, mas ele não possui linhas regulares para outras cidades.

O que ver: O Weather Discovery Center é um museu dedicado à educação dos visitantes sobre o tempo, o que causa certos fenômenos naturais, e também conta a história da previsão do tempo. Gobbler's Knob é onde ocorre o festival anual do Dia da Marmota, onde todos se reúnem para ver se Phil verá ou não sua sombra. Durante o restante do ano, você poderá ver a marmota Phil no Zoológico de Punxsutawney. Existe também a Sociedade Histórica e Genealógica de Punxsutawney, um museu com exibições, artefatos e informações sobre a região e sua história, desde a época em que os índios lá residiam até o dia no qual Phil chegou e estabeleceu na cidade sua residência.


O que comprar: Como é de se esperar, praticamente toda a renda que os turistas deixam em Punxsutawney vem da venda de souvenirs da famosa marmota, que podem ser encontrados pela cidade.

O que fazer: O único dia que Punxsutawney geralmente recebe turistas é no dia 2 de fevereiro. A população da cidade, durante as festividades do Dia da Marmota, cresce dos aproximados tradicionais 6 mil para em torno de 40 mil pessoas. As festas começam já no dia primeiro de fevereiro e vão por toda a madrugada. Quando os primeiros raios de sol nascem, Gobbler's Knob já está superlotada, com todos à espera de ver a marmota Phil.


Onde comer: O restaurante que é considerado o melhor da cidade fica fora do centro, o Mary's Place, na Route 36. Possui uma boa atmosfera que faz o turista meio que se sentir deslocado no tempo. Não vende bebidas alcoólicas. O Hotel Pantall possui um restaurante e também há uma pizzaria, a Fox's Pizza Den.


Onde ficar: O Hotel Punxsutawney, principal da cidade, pegou fogo recentemente e a cidade ficou meio desprovida de acomodações turísticas. O hotel remanescente - único propriamente dito - é o Pantall Hotel (tarifas em torno de R$ 144), mas é muito simples, podendo ser de aspecto duvidoso. Existe um bom Holiday Inn Express na estrada há 30 km de Punxsutawney. A pousada intimista Plantation Bed and Breakfast é uma opção muito melhor para se ficar dentro da própria cidade.

Vídeo:
O grande momento anual no qual a marmota Phil prevê o tempo.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Snoqualmie


Nome oficial: Snoqualmie
População: 10.670
Cidade de: Washington, Estados Unidos
Idioma: inglês

O que é: Snoqualmie é conhecida por dois motivos. O primeiro é a cachoeira de mesmo nome, que atrai visitantes de vários países do mundo, uma queda d'água de 268 pés de altura sobre um paredão de granito - mais alta que as Cataratas do Niágara. Porém, Snoqualmie se tornou famosa por ser a principal cidade onde foi filmada a série cult de televisão dos anos 1990, Twin Peaks, dirigida por David Lynch. Também na cidade foi filmado o longa-metragem Twin Peaks: Fire Walk with Me.


História: Os primeiros registros da exploração do Vale Snoqualmie foram escritos por Samuel Hancock, que se aventurou rio acima com a tribo indígena Snoqualmie em 1851, à procura de carvão. Perto da atual localização da Ponte Meadowbrook, os guias disseram a Hancock que aquela terra era conhecida como Hyas Kloshe Illahee, ou 'terra boa, produtiva'. Hancock então retornou com essa valiosa informação para o local hoje conhecido como Tacoma.

Durante a década de 1850, as tensões aumentaram entre os novos colonizadores e os nativos indígenas, com os colonizadores querendo tomar as terras para si. Em 1856, em resposta a essas tensões, foi construído o Fort Alden, na localidade que então depois se conheceria como Snoqualmie.




Como chegar: Snoqualmie fica muito bem localizada, a somente 40 km de Seattle, sendo servida pelo Aeroporto Internacional de Seattle-Tacoma, que possui voos internacionais para diversos países e domésticos para todas as principais cidades dos Estados Unidos. A partir de lá, pega-se a rodovia Interstate 90 até o centro de Snoqualmie. Saindo de Tacoma, a rodovia 18 chega até Snoqualmie diretamente.


O que ver: Provavelmente quem visita Snoqualmie de mais longe é fã da série Twin Peaks, então existe realmente muita coisa para ser vista, uma vez que praticamente todas as locações utilizadas nas filmagens da série e do subsequente filme estão lá. Algumas ficam nas duas cidades vizinhas (bem próximas) de Snoqualmie - North Bend e Fall City.

A atração principal é a bela Cachoeira Snoqualmie. O Museu Ferroviário do Noroeste fica no Snoqualmie Depot, sendo o maior museu ferroviário do estado de Washington, com artefatos, locomotivas e carros tanto de passageiros como de carga. O museu oferece passeios panorâmicos a bordo de um trem antigo entre Snoqualmie, North Bend e a cachoeira Snoqualmie, percorrendo um trajeto de quase 9 km.

Por mais de 70 anos, o festival anual Railroad Days é o maior evento do ano na cidade. A população sai às ruas para comemorar a história de Snoqualmie como uma cidade ferroviária e também de tradição madeireira (como existente também em Twin Peaks).


O que fazer: Snoqualmie oferece vários tipos de atividades ao ar livre, ficando no coração das montanhas. Existem trilhas, parques, rios e lagos em abundância. O espaço aberto oferece diversos tipos de recreação: o Parque Snoqualmie Point, a Fazenda de Preservação Meadowbrook, além de ser possível fazer escaladas na rocha, andar de mountain bike pelas montanhas que circundam a pequena cidade, pesca esportiva nos rios, andar de caiaque (classes II e III) e no inverno, a prática de esqui nórdico e snowboarding.

A linda paisagem de Snoqualmie também emoldura o Campo de Golfe Mount Si, conhecido por sua paisagem com um belo bosque ao pé da montanha de mesmo nome. Para um outro tipo de diversão, há o Cassino Snoqualmie, o mais próximo de Seattle e da costa oeste do estado de Washington, que oferece janta, música ao vivo e um salão de conferências.


Onde ficar: Muito provavelmente você irá querer se hospedar no Salish Lodge e Spa, o grande casarão famoso por aparecer em todos os episódios como o hotel de Twin Peaks. Possui uma vista exuberante da cachoeira Snoqualmie e ganhou vários prêmios de publicações especializadas em viagem. Foi fundado em 1919, e possui quartos elegantes com amenidades especiais, um spa de luxo e restaurantes que oferecem uma culinária diferenciada.


Onde comer: Snoqualmie possui vários restaurantes desde pequenas cafeterias até restaurantes de alta categoria. É um bom local para se experimentar a culinária típica do noroeste americano, ir ao pub irlandês e também visitar a cervejaria local - cada qual com serviços completos e pessoal amistoso. Existe uma variedade de restaurantes mexicanos, italianos e asiáticos. Existe ainda a possibilidade de se jantar em um dos prédios históricos.


Compras: Você poderá encontrar artigos únicos para levar para casa, como especialidades do noroeste, equipamentos de casa antigos e lojas variadas - arte local, lembranças históricas, balas feitas à mão, brinquedos únicos e livros especializados são alguns dos itens que você encontrará no comércio de Snoqualmie.


Andando por lá: Snoqualmie é servida por duas linhas de ônibus do condado King. Uma linha faz a volta completa de North Bend até Issaquah passando pelo centro de Snoqualmie durante o dia. A outra faz a ligação direta com o centro de Seattle durante os horários de pico. Serviços de traslado existem entre a parte alta e baixa do Vale Snoqualmie.


Segurança: A segurança pública é um valor da comunidade em Snoqualmie. A cidade possui polícia e corpo de bombeiros próprios. Opera seu próprio serviço de emergência, dessa forma podendo enviar socorro o mais rápido possível. A cidade também possui e opera a rádio AM 1650, um sistema de transmissão de rádio local usado durante emergências ou desastres.

Vídeo:
Vídeo institucional e histórico da cidade de Snoqualmie, Washington.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Yakutsk

R

Nome oficial: Якутск, Дьокуускай
População: 269.486
Cidade da: República Sakha, Rússia
Idioma: russo, yakut

O que é: Yakutsk é a capital de Yakutia (uma república étnica autônoma do tamanho da Índia) e uma das mais antigas e mais frias cidades da Sibéria. Yakutsk ganhou fama internacional como sendo a cidade mais fria do mundo, mas visitá-la vale mais por suas belezas naturais de sua zona rural, museus de criogenia únicos, e somente pelo espírito de se aventurar em uma das terras mais remotas do mundo.


História: Yakutsk foi fundada por Pyotr Beketov em 1632. Um destacamento de cossacos sob seu comando fundou a cidade através do forte Lenskii, na margem direita do Rio Lena (o décimo maior rio do mundo), que acabou crescendo (e mudou seu nome) como Yakutsk em 1647. Sendo uma das mais importantes localidades russas na Sibéria oriental, Yakutsk se tornou o centro econômico e administrativo da região - uma base para explorações (e mais tarde, expedições científicas) no Extremo Oriente e no extremo norte.

Em 1822, Yakutsk foi oficialmente designada como cidade, e em 1851 se tornou a capital administrativa da República Autônoma de Yakutia. Hoje, Yakutsk é um grande centro administrativo, industrial, cultural e de pesquisas - se tornando uma das cidades mais dinâmicas e de maior desenvolvimento no extremo leste russo.


Clima: Yakutsk está localizada na latitude extrema de 62° N. Seu clima é definitivamente continental, levando a temperaturas máximas de mais de 32°C no verão, e mínimas no inverno que chegam a -64°C - uma amplitude térmica de quase 100°C! A temperatura média em janeiro é de -45°C; em julho, de 19°C. A época ideal para se visitar (a não ser que você esteja viajando para sentir o frio extremo) é de março a julho. Os meses ensolarados de inverno lhe permitirão aproveitar esportes de inverno, como esqui, patinação no gelo, andar de trenó puxado por cães, fazer esculturas no gelo etc., sob temperaturas que permitem a vida humana a céu aberto. As temperaturas médias de março, é claro, ainda são frias, ficando na média dos -22°C. Os meses de verão de junho e julho são ótimos para se ter oportunidades de ver a vida selvagem do norte em sua completa exuberância, para curtir as noites onde o sol nunca se põe, para se aventurar nos rios yakut e também fazer parte da experiência do feriado nacional yakut, o Ysyakh.


Como chegar: Existem dois aeroportos. O internacional, Tuimadaa, recebe voos regulares de Moscou, São Petersburgo, Novosibirsk, Krasnoyarsk, Irkutsk, Khabarovsk e de algumas outras principais cidades da Rússia. Também há um voo direto semanal vindo de Harbin (China), pela Yakutia Airlines. O aeroporto doméstico, Magan, recebe voos em sua maioria da própria Yakutia, bem como voos privados. Para chegar ao centro da cidade do aeroporto, você pode pegar um táxi (15 a 20 minutos), ou um dos ônibus (30 a 40 minutos). Magan é um pouco mais longe, e uma corrida de táxi até a cidade irá demorar em torno de 30 minutos; o ônibus Yakutsk - Magan demorará pouco mais de uma hora.

Até o momento, Yakutsk não possui conexão com a rede ferroviária da Rússia, e a estação mais próxima é Tommot (a 453 km de distância). Uma linha de trem está em construção e espera-se que fique pronta em 2013. A menos que você esteja procurando por experiência de viagem desafiadora, recomenda-se chegar em Yakutsk de avião.


Andando por lá: O ônibus é o meio de transporte público utilizado em Yakutsk. Uma rede muito bem desenvolvida de marshrutkas pode te levar praticamente a qualquer lugar na cidade. Algumas linhas suburbanas para as localidades habitadas mais próximas também saem da estação de ônibus principal. Todas as linhas custam R$ 0,90, e crianças com menos de seis anos andam de graça.

Existem muitas empresas de táxi em Yakutsk que você pode chamar por telefone. Os preços não são fixos, e dependem da distância da viagem (e também de quanto os motoristas acham que podem conseguir dos estrangeiros). O preço médio de uma corrida para atravessar a cidade é de aproximadamente R$ 5,70 a R$ 6,90. Você também pode contratar um táxi para o dia todo, custando R$ 20 a hora.


O que ver: Yakutsk fica bem fora da rota russa de turismo internacional. Consequentemente, espere que as exibições nos museus sejam explicadas somente em russo. Felizmente algumas exposições (como a cabeça de mamute preservada em criogenia) não precisam de muita explicação. O Museu do Mamute possui uma das mais diversas coleções mundiais sobre a Era do Gelo. O ponto central da coleção é uma cabeça de mamute preservada em criogenia. A cabeça do mamute frequentemente viaja para museus fora de Yakutsk, então confirme antes se ela estará em exposição. O Museu de Arqueologia e Etnografia da Universidade de Yakutsk possui exibições que mostram a história dos povos de Yakutsk, com objetos da vida cotidiana e da mitologia Sakha, Eveny, Evenki, Yukagiry e de outros grupos étnicos yakuts desde a antiguidade.

O Museu de Arte Nacional possui uma grande coleção de obras de arte, incluindo obras de yakuts, russos e artistas internacionais do século 16 até hoje. As mostras também incluem uma rica coleção de arte folclórica yakut tradicional. O Laboratório Subterrâneo do Instituto de Criogenia é o único museu no mundo de criogenia natural. O passeio no subterrâneo é acompanhado por aulas detalhadas (em russo, claro) sobre a essência desse fenômeno natural, e também mostra as espécies preservadas no freezer natural. Não se esqueça de levar roupas bem quentes no dia e marcar o tour com antecedência.

Existem também vários outros museus menores, mas que não possuem o apelo dos listados acima.


Em termos de arquitetura e monumentos, há o Memorial Abakayade, na interseção das ruas Kirova e Poyarkova. A estátua representa o primeiro casamento interétnico entre um colonizador russo e sua mulher yakut, e também o filho deles - o símbolo da união entre os dois povos. O Museu Histórico-Arquitetônico da Amizade do Lena, localizado na margem direita do Rio Lena, bem no local onde ficava o primeiro forte da fundação de Yakutsk. As principais atrações do museu ficam do lado de fora - reproduções da Igreja Spassky do Forte Zashiversky e do barco de Pyotr Beketov (o fundador do forte). Não menos impressionantes são os exemplos da arquitetura do povo yakut. A Cidade Antiga, reconstruída em estilo arquitetônico do século 19, fica localizada bem no centro de Yakutsk. As ruas são fechadas para o tráfego, pavimentadas com pedaços de madeira e lá se localizam cafeterias, mercados, tudo no local preferido de descanso da cidade. Aqui poderá ser vista a Igreja Preobrazhenskaya, reformada, o monumento aos fundadores, o memorial aos soldados mortos, um coluna de pedra dedicada aos 375 da união de Yakutia ao Império Russo e o Museu M. K. Ammosov (ele foi um ativista político yakut que teve um papel ativo em trazer o poder soviético para a Sibéria).


O que fazer: Existem diversos teatros, com peças tanto em yakut como em russo, um teatro de balé com performances escritas por yakuts e um bom centro cultural. De interesse das crianças, existe o Circo, o mais frio e mais ao norte do mundo. É uma mistura do circo tradicional russo (que, se você ainda não viu, é muito divertido) com a cultura nacional yakut do extremo norte. Também há o Zoológico Orto-Doidu, com 150 tipos de animais, começando com invertebrados e indo progressivamente até os animais gigantes, incluindo alguns extremamente raros, como o tigre Amur, ursos polares, e bodes siberianos da montanha. O centro da exibição é dos animais característicos do norte russo (até mesmo porque eles são os mais adequados a sobreviver na temperatura local).

O grande festival yakut é o Ysyakh. É a celebração nacional yakut da fertilidade, normalmente ocorre no solstício de verão (21 de junho). Em alguns anos a data pode ser alterada. Existe um desfile de todas as nacionalidades no bairro de Us Khatyn, que recebe dezenas de milhares de pessoas de toda a Federação Russa (e não se engane, existem dezenas de diferentes etnias no país). O evento principal, via de regra, do festival de dois dias, é a cerimônia da bênção da colheita pelo Xamã Branco. Não menos importante para os yakuts são os rituais sagrados do nascer do sol do dia seguinte. É uma época excelente para se visitar a cidade.


Compras: Se você vier do exterior durante o inverno, irá se dar conta com certeza que suas roupas são insuficientes. E pode-se dizer que os russos e yakuts sabem sobre se esquentar, então Yakutsk é um bom lugar para se comprar um bom casaco ou botas com forro de pele. As opções mais baratas, e elas possuem preços realmente bons, ficam sem dúvida nos mercados da cidade, Stolichny e Mann'yttay. Para evitar o estresse do assédio aos estrangeiros pelo dinheiro, você pode pagar um pouquinho mais em qualquer loja no pequeno centro comercial do centro da cidade ao longo da Lenin Prospekt.

Onde comer: Existem diversas opções com diferentes preços. Uma opção mais barata e boa é a Cafeteria Printing House, que fica no prédio da gráfica principal da Yakutia, onde o governo publica todos os principais jornais da república. O preço é para o povão, com grande porções uma sensação bem soviética, desde o cardápio até o ambiente.


Onde ficar: A Guesthouse Sanaa é um 'mini-hotel' perto do centro da cidade, com acomodações limitadas mas aconchegantes (R$ 46). O Hotel Lena também fica no centro da cidade, e possui um bar, barbearia e câmbio. O café da manhã e Wi-Fi são incluídos (R$ 115). O melhor hotel da cidade é o Northern Star, bem no centro comercial perto das atrações turísticas, com café, bar, restaurante, centro de negócios, boliche  e uma agência de viagens. Café da manhã incluído (R$ 302).

Segurança: O centro da cidade, onde estão os hotéis, atividades culturais e principais atrativos, é bem seguro a qualquer hora do dia. As ruas centrais são bem iluminadas e frequentemente patrulhadas pela polícia (que é provavelmente mais problemática do que o crime em si no centro). Não beba em público à noite ou você terá problemas com a polícia. Existem assaltos ou furtos na rua, mas esses crimes são raramente violentos. Demonstre o mínimo de prudência e você não terá problemas. Evite alguns bairros mais pobres à noite. Segure bem os seus pertences, ou os mantenha em bolsos inacessíveis enquanto estiver no transporte público ou nos mercados lotados.


O maior perigo da cidade, entretanto, é o frio extremo do inverno siberiano. No inverno, o frio pode te matar rapidamente, e mesmo se você tomar cuidado, você poderá perder facilmente o nariz ou alguns dedos dos pés. Quando sair no tempo de -50°C, vista toda a roupa que você tiver (casacos de pele são os melhores), e planeje não passar mais do que dez minutos do lado de fora diretamente exposto ao ar. Se for andar, você poderá ficar exausto muito rapidamente - evite andar ao máximo e pegue táxis de porta a porta para qualquer lugar que você for.

Se você quiser se divertir um pouco, leve uma panela com água fervendo para fora e jogue imediatamente a água no ar. Ela irá congelar instantaneamente no ar e fazer um barulho muito alto, uma das coisas mais legais que há pra se fazer em lugares desse tipo!

Vídeo:
Reportagem do Jornal Nacional, da Rede Globo, sobre Yakutsk.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Narsarsuaq


Nome oficial: Narsarsuaq
População: 158
Cidade da: Groenlândia
Idioma: groenlandês, dinamarquês

O que é: Narsarsuaq não é muito bem um vilarejo, é mais um aeroporto com algumas adjacências, sendo a porta de entrada para o sul da Groenlândia. O nome significa 'grande planície'. Grande para os padrões groenlandeses, talvez. Na verdade, a maior parte da terra reta é tomada pela pista do aeroporto, juntamente com o qual Narsarsuaq forma um conjunto de prédios espalhados, ao pé da colina Signalhøjen. A arquitetura é funcional mas o local é extremamente agradável, com icebergs à vista no porto e um horizonte muito distante com picos pontiagudos além da imensa geleira. Com o gelo interior facilmente acessível através de uma caminhada e uma geleira para ser explorada (de barco ou helicóptero) e muitas opções de caminhada, Narsarsuaq é uma excelente e bem organizada porta de entrada para a Groenlândia.


História: Em abril de 1941, após a invasão da Dinamarca pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos concordaram em criar bases temporárias de suprimentos na Groenlândia. A então desabitada Narsarsuaq Delta se tornou então, do dia para a noite, Base Bluie West One, meses antes de os Estados Unidos entrarem oficialmente na guerra. Uma estação de parada para bombardeiros transatlânticos, em 1945 já havia se tornado a maior colônia da Groenlândia com uma população de 12 mil pessoas e com todas as conveniências de uma pequena cidade americana.

Ao contrário do combinado com a Dinamarca, a base não foi desativada após a guerra, e continuou operando até a época da Guerra Fria. A utilização do hospital de base durante a Guerra da Coreia permanece sendo foco de grandes controvérsias. Um plano de construir uma estrada sobre a calota de gelo até Kangerlussuaq foi, no final das contas, derrotado pela realidade.

O hospital e grande parte da base remanescente fechou em 1958. Apesar de uma empresa norueguesa ter quadruplicado os investimentos pelos direitos de recuperar o local, a área permaneceu repleta com detritos intrigantes por décadas. O campo de pouso se tornou de uso civil, e se tornou então o segundo aeroporto internacional da Groenlândia e uma base de reconhecimento para a Patrulha de Gelo da Groenlândia.


Orientação: O Blue Ice Café e o hostel vendem os três mapas de caminhadas da região, Narsarsuaq, Narsaq e Qaqortoq (cada um custa R$ 24), vários mapas de sagas, e um mapa mais genérico da Colônia do Leste (R$ 12) com notas sobre as mais importantes ruínas nórdicas. Lavanderia: as máquinas de lavar no hostel custam R$ 9,20 a cada uso, incluindo sabão em pó. Deixando a bagagem: os armários para essa finalidade no aeroporto custam R$ 1,50 a cada 24 horas (o máximo é de 72 horas). Os hóspedes podem deixar a bagagem no hostel sem custo. Dinheiro: levando-se em consideração que essa é uma das principais portas de entrada para a Groenlândia, é de se admirar (e muito inconveniente) que não há bancos, casa de câmbio ou um caixa eletrônico. Apresentando o cartão de crédito, é possível pegar dinheiro na Administração do Aeroporto, onde também fazem câmbio. As taxas no posto dos correios são melhores, em caso de troca de grandes quantias. Também é possível trocar dinheiro (e sacar direto do cartão) no Hotel Narsarsuaq.


Informações turísticas: O Blue Ice Café funciona como uma central de informações turísticas de muita ajuda, bem como vende passeios da Blue Ice. Existe uma boa biblioteca de livros sobre a Groenlândia para se dar uma olhada e nenhuma pressão para comprar. Vendem de tudo desde mapas úteis e equipamentos, também cartões-postais até gás para acampamento, mel local e carne seca de rena. Informações também podem ser obtidas na recepção do Hotel Narsarsuaq e no aeroporto, no local de chegadas, onde há um balcão de informações com um representante do Blue Ice Café.

Perigos e perturbações: Evite que as moscas camicazes de se jogarem em você - olhos e ouvidos são os locais preferidos - comprando uma redinha de colocar na cabeça no Blue Ice Café ou no Hotel Narsarsuaq.


O que ver: As atrações de verdade ficam fora do vilarejo em si. Entretanto, existem algumas coisas no entorno da vila que poderão lhe ocupar. O Museu Narsarsuaq pode ser acessado através do Blue Ice Café, é completo e vale a visita. A mostra te leva por uma variedade de artefatos históricos sobre os nórdicos, criação de ovelhas e também sobre a presença americana no sul da Groenlândia.

Do outro lado da rua em frente ao terminal do aeroporto fica a Rocha do Milênio Viking, um pedregulho em formato de ovo inscrito com runas e de aparência viking. Ele marca a visita da Rainha Margrethe da Dinamarca em 2000, pela comemoração do aniversário de mil anos da aventura de Leifur Eiríksson na América (leia mais neste link no blog Islândia Brasil). Todas as festividades desse aniversário ainda estão bem frescas na memória dos habitantes. Fixada em um penhasco atrás do pequeno parquinho, fica a Placa Naomi Uemura de bronze, que celebra a exploradora japonesa. Uemura, que escalou o Everest, foi de trenó puxado por cães sozinha até o Pólo Norte e cruzou o interior de gelo da Groenlândia do sul ao norte.


O Signalhøjen (Monte do Sinal) possui no alto uma torre de rádio e mastros de madeira esquecidos da época da guerra, é uma caminhada rápida para se ter uma vista linda para além do porto e do fiorde. A trilha principal sai da parte de trás da loja Pilersuisoq. Um outro caminho alternativo sai dos fundos do hostel.

O Vale do Hospital, em torno de 3km ao norte do Hotel Narsarsuaq, era o local do controverso hospital militar americano Bluie West One, mas as únicas estruturas restantes são uma lareira solitária com a chaminé e algumas poucas fundações de concreto.


O que fazer: Narsarsuaq é um ótimo local para se organizar uma caminhada de vários dias ou passeios de caiaque, mesmo que você comece o passeio de Igaliku, Qassiarsuk ou Narsaq. Pergunte no Blue Ice sobre passeios de inverno no snowmobile. No final de agosto existe a Corrida de Aventura da Groenlândia, bastante cara, onde os competidores correm, pedalam e andam de caiaque em uma volta passando por Narsaq e Qaqortoq.

Tours: o Blue Ice Café, o mini-império de Jacky Simoud, oferece quase todos os serviços que os visitantes podem precisar, incluindo passeios, traslados, o café de informações turísticas e o hostel. É o lugar mais organizado do sul da Groenlândia que lida com turistas independentes procurando por ideias de excursões de verão, e existe grande possibilidade de se conseguir pessoas o suficiente para garantir a quota mínima de passageiros de cada passeio. Se você fizer reserva por e-mail com bastante meses de antecedência, é possível garantir a data de saída exata do passeio de sua preferência. Para Qassiarsuk, os traslados custam R$ 37 e os passeios R$ 139, saindo quase todos os dias; os passeios para o fiorde de gelo Qooroq (R$ 139) e para Igaliku (R$ 278) saem em torno de duas vezes por semana em quase todas as semanas, mas as viagens brilhantes de helicóptero para a calota de gelo e para Mellemlandet (R$ 494) raramente atingem o número mínimo de passageiros para sair. A Arctic Adventure possui vários passeios guiados de dia inteiro, feitos principalmente para aqueles que já possuem reserva. Frequentemente funciona em conjunto com o Blue Ice.


Onde ficar: Existem dois lugares para ficar. Se ambos estiverem lotados, você pode ter que acampar, então reserve com antecedência. O Albergue da Juventude (hostel) é uma bonita edificação de um andar, a 600 metros do aeroporto, circundado por uma pequena montanha com cachoeiras. Os dormitórios e chuveiros são limpos e muito bem cuidados. A grande sala de estar e jantar possui uma biblioteca com livros interessantes e é um dos melhores lugares na Groenlândia para conhecer outros viajantes; tanto eles quanto os funcionários são uma ótima fonte sobre caminhadas e informações de viagem. Há uma cozinha bem equipada, e local para lavar a roupa é disponibilizado (R$ 9,20 por cada carga de roupa). O preço das acomodações presume que você trará seu próprio saco de dormir, mas você pode alugar um por R$ 15 a noite. Acampar no jardim custa R$ 30 por pessoa, incluindo as instalações do hostel, mas o chão é de rocha pura. Não importa a época, recomenda-se reservar com bastante antecedência. Quem não é hóspede pode usar o chuveiro ou a cozinha por R$ 9 cada.

Construído originalmente para aqueles em trânsito no aeroporto, o Hotel Narsarsuaq é funcional, mas parece mais uma casa de repouso. Os quartos do primeiro andar são suítes e confortáveis, recentemente reformados. Alguns quartos mais baratos compartilham o banheiro. Os preços incluem o café da manhã. Não vale a pena ficar nos dormitórios, somente de o hostel estiver lotado ou fechado.


Onde comer: O Hotel Narsarsuaq possui no segundo andar uma sala de jantar com velas e carpetes antigos. Sua pequena seleção de pratos internacionais inclui salmão com mariscos e molho de cebolinha holandesa. Nas noites de sexta-feira, experimente o prato especial de peixe groenlandês. Não importa qual seja a hora de fechamento, aconselha-se chegar antes das 19:30. A despretensiosa cafeteria no térreo possui comidas tipo 'merenda', mas o jantar é geralmente generoso (R$ 18).

Mesmo sendo predominantemente um local de informações, o Blue Ice Café serve sorvete e café (de máquina) que você pode consumir enquanto lê seus livros. Quando o tempo permite, existe um pátio ensolarado do lado de fora ao lado da cerca do aeroporto. Quando voos são esperados, um balcão no saguão de espera do aeroporto serve cachorro-quente (R$ 5,20 a R$ 6,20), sanduíches abertos (R$ 4,90) e maçãs (R$ 1,20). O supermercado Pilersuisoq é central e possui uma seleção típica de produtos, roupas e munição.


O que beber: O único bar da cidade é simples e não inspirado, com algumas poucas mesas de madeira e um alvo de dardos. De quintas a sábados antes das 22:00, a cerveja do happy hour custa R$ 8,30. O Clube (Klubben), não longe do supermercado, possui uma festa de confraternização local todo segundo sábado do mês no verão.


Como chegar: De avião, quando o tempo permite, a Air Greenland possui voos de Copenhagen (quatro horas e meia, R$ 870) pelo menos uma vez por semana, ou três vezes por semana no verão. Os voos entre Narsarsuaq e Kangerlussuaq (duas horas, R$ 1.051) acontecem algumas vezes o voo de Copenhagen não aconteça. De junho até início de setembro, a Air Iceland voa duas vezes por semana de Reykjavík (não de Keflavík) por cerca de R$ 700 - se comprado com antecedência, sai por metade do preço. A empresa islandesa utiliza uma aeronave da Atlantic Airlines, vinda das Ilhas Faroe com parada em Reykjavík.

Quase todos os voos domésticos acontecem às segundas, quartas e/ou sextas, incluindo voos para Nuuk (uma hora e meia, R$ 744) em uma aeronave Dash-7, e também ligações rápidas de helicóptero com Narsaq (quinze minutos, R$ 189) e Qaqortoq (vinte minutos, R$ 261). Lembre-se que a tabela de horários muda frequentemente de acordo com as políticas, tempo e demanda.


Andando por lá: Traslados gratuitos encontram os hóspedes com reserva do hotel e do hostel nos voos de chegada e também dos ferry boats. O Vale do Hospital fica a somente 40 minutos de caminhada, mas os hóspedes do hotel, se requisitarem, ganham um traslado; hóspedes do hostel pagam R$ 4,60. De qualquer modo, reserve com algumas horas de antecedência. O Blue Ice Café aluga bicicletas (R$ 9,80 a hora, R$ 23 por meio dia ou R$ 30 o dia inteiro), apesar de elas serem de uso mínimo, uma vez que as melhores rotas (além do Vale do Hospital) não são adequadas para ciclismo. O Blue Ice também aluga caiaques marinhos para uma ou duas pessoas (somente para quem já tem experiência) por em torno de R$ 140 o dia ou R$ 700 a semana.

Vídeo:
Demonstração dos principais locais de Qassiarsuk e Narsarsuaq.