segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Narsarsuaq


Nome oficial: Narsarsuaq
População: 158
Cidade da: Groenlândia
Idioma: groenlandês, dinamarquês

O que é: Narsarsuaq não é muito bem um vilarejo, é mais um aeroporto com algumas adjacências, sendo a porta de entrada para o sul da Groenlândia. O nome significa 'grande planície'. Grande para os padrões groenlandeses, talvez. Na verdade, a maior parte da terra reta é tomada pela pista do aeroporto, juntamente com o qual Narsarsuaq forma um conjunto de prédios espalhados, ao pé da colina Signalhøjen. A arquitetura é funcional mas o local é extremamente agradável, com icebergs à vista no porto e um horizonte muito distante com picos pontiagudos além da imensa geleira. Com o gelo interior facilmente acessível através de uma caminhada e uma geleira para ser explorada (de barco ou helicóptero) e muitas opções de caminhada, Narsarsuaq é uma excelente e bem organizada porta de entrada para a Groenlândia.


História: Em abril de 1941, após a invasão da Dinamarca pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos concordaram em criar bases temporárias de suprimentos na Groenlândia. A então desabitada Narsarsuaq Delta se tornou então, do dia para a noite, Base Bluie West One, meses antes de os Estados Unidos entrarem oficialmente na guerra. Uma estação de parada para bombardeiros transatlânticos, em 1945 já havia se tornado a maior colônia da Groenlândia com uma população de 12 mil pessoas e com todas as conveniências de uma pequena cidade americana.

Ao contrário do combinado com a Dinamarca, a base não foi desativada após a guerra, e continuou operando até a época da Guerra Fria. A utilização do hospital de base durante a Guerra da Coreia permanece sendo foco de grandes controvérsias. Um plano de construir uma estrada sobre a calota de gelo até Kangerlussuaq foi, no final das contas, derrotado pela realidade.

O hospital e grande parte da base remanescente fechou em 1958. Apesar de uma empresa norueguesa ter quadruplicado os investimentos pelos direitos de recuperar o local, a área permaneceu repleta com detritos intrigantes por décadas. O campo de pouso se tornou de uso civil, e se tornou então o segundo aeroporto internacional da Groenlândia e uma base de reconhecimento para a Patrulha de Gelo da Groenlândia.


Orientação: O Blue Ice Café e o hostel vendem os três mapas de caminhadas da região, Narsarsuaq, Narsaq e Qaqortoq (cada um custa R$ 24), vários mapas de sagas, e um mapa mais genérico da Colônia do Leste (R$ 12) com notas sobre as mais importantes ruínas nórdicas. Lavanderia: as máquinas de lavar no hostel custam R$ 9,20 a cada uso, incluindo sabão em pó. Deixando a bagagem: os armários para essa finalidade no aeroporto custam R$ 1,50 a cada 24 horas (o máximo é de 72 horas). Os hóspedes podem deixar a bagagem no hostel sem custo. Dinheiro: levando-se em consideração que essa é uma das principais portas de entrada para a Groenlândia, é de se admirar (e muito inconveniente) que não há bancos, casa de câmbio ou um caixa eletrônico. Apresentando o cartão de crédito, é possível pegar dinheiro na Administração do Aeroporto, onde também fazem câmbio. As taxas no posto dos correios são melhores, em caso de troca de grandes quantias. Também é possível trocar dinheiro (e sacar direto do cartão) no Hotel Narsarsuaq.


Informações turísticas: O Blue Ice Café funciona como uma central de informações turísticas de muita ajuda, bem como vende passeios da Blue Ice. Existe uma boa biblioteca de livros sobre a Groenlândia para se dar uma olhada e nenhuma pressão para comprar. Vendem de tudo desde mapas úteis e equipamentos, também cartões-postais até gás para acampamento, mel local e carne seca de rena. Informações também podem ser obtidas na recepção do Hotel Narsarsuaq e no aeroporto, no local de chegadas, onde há um balcão de informações com um representante do Blue Ice Café.

Perigos e perturbações: Evite que as moscas camicazes de se jogarem em você - olhos e ouvidos são os locais preferidos - comprando uma redinha de colocar na cabeça no Blue Ice Café ou no Hotel Narsarsuaq.


O que ver: As atrações de verdade ficam fora do vilarejo em si. Entretanto, existem algumas coisas no entorno da vila que poderão lhe ocupar. O Museu Narsarsuaq pode ser acessado através do Blue Ice Café, é completo e vale a visita. A mostra te leva por uma variedade de artefatos históricos sobre os nórdicos, criação de ovelhas e também sobre a presença americana no sul da Groenlândia.

Do outro lado da rua em frente ao terminal do aeroporto fica a Rocha do Milênio Viking, um pedregulho em formato de ovo inscrito com runas e de aparência viking. Ele marca a visita da Rainha Margrethe da Dinamarca em 2000, pela comemoração do aniversário de mil anos da aventura de Leifur Eiríksson na América (leia mais neste link no blog Islândia Brasil). Todas as festividades desse aniversário ainda estão bem frescas na memória dos habitantes. Fixada em um penhasco atrás do pequeno parquinho, fica a Placa Naomi Uemura de bronze, que celebra a exploradora japonesa. Uemura, que escalou o Everest, foi de trenó puxado por cães sozinha até o Pólo Norte e cruzou o interior de gelo da Groenlândia do sul ao norte.


O Signalhøjen (Monte do Sinal) possui no alto uma torre de rádio e mastros de madeira esquecidos da época da guerra, é uma caminhada rápida para se ter uma vista linda para além do porto e do fiorde. A trilha principal sai da parte de trás da loja Pilersuisoq. Um outro caminho alternativo sai dos fundos do hostel.

O Vale do Hospital, em torno de 3km ao norte do Hotel Narsarsuaq, era o local do controverso hospital militar americano Bluie West One, mas as únicas estruturas restantes são uma lareira solitária com a chaminé e algumas poucas fundações de concreto.


O que fazer: Narsarsuaq é um ótimo local para se organizar uma caminhada de vários dias ou passeios de caiaque, mesmo que você comece o passeio de Igaliku, Qassiarsuk ou Narsaq. Pergunte no Blue Ice sobre passeios de inverno no snowmobile. No final de agosto existe a Corrida de Aventura da Groenlândia, bastante cara, onde os competidores correm, pedalam e andam de caiaque em uma volta passando por Narsaq e Qaqortoq.

Tours: o Blue Ice Café, o mini-império de Jacky Simoud, oferece quase todos os serviços que os visitantes podem precisar, incluindo passeios, traslados, o café de informações turísticas e o hostel. É o lugar mais organizado do sul da Groenlândia que lida com turistas independentes procurando por ideias de excursões de verão, e existe grande possibilidade de se conseguir pessoas o suficiente para garantir a quota mínima de passageiros de cada passeio. Se você fizer reserva por e-mail com bastante meses de antecedência, é possível garantir a data de saída exata do passeio de sua preferência. Para Qassiarsuk, os traslados custam R$ 37 e os passeios R$ 139, saindo quase todos os dias; os passeios para o fiorde de gelo Qooroq (R$ 139) e para Igaliku (R$ 278) saem em torno de duas vezes por semana em quase todas as semanas, mas as viagens brilhantes de helicóptero para a calota de gelo e para Mellemlandet (R$ 494) raramente atingem o número mínimo de passageiros para sair. A Arctic Adventure possui vários passeios guiados de dia inteiro, feitos principalmente para aqueles que já possuem reserva. Frequentemente funciona em conjunto com o Blue Ice.


Onde ficar: Existem dois lugares para ficar. Se ambos estiverem lotados, você pode ter que acampar, então reserve com antecedência. O Albergue da Juventude (hostel) é uma bonita edificação de um andar, a 600 metros do aeroporto, circundado por uma pequena montanha com cachoeiras. Os dormitórios e chuveiros são limpos e muito bem cuidados. A grande sala de estar e jantar possui uma biblioteca com livros interessantes e é um dos melhores lugares na Groenlândia para conhecer outros viajantes; tanto eles quanto os funcionários são uma ótima fonte sobre caminhadas e informações de viagem. Há uma cozinha bem equipada, e local para lavar a roupa é disponibilizado (R$ 9,20 por cada carga de roupa). O preço das acomodações presume que você trará seu próprio saco de dormir, mas você pode alugar um por R$ 15 a noite. Acampar no jardim custa R$ 30 por pessoa, incluindo as instalações do hostel, mas o chão é de rocha pura. Não importa a época, recomenda-se reservar com bastante antecedência. Quem não é hóspede pode usar o chuveiro ou a cozinha por R$ 9 cada.

Construído originalmente para aqueles em trânsito no aeroporto, o Hotel Narsarsuaq é funcional, mas parece mais uma casa de repouso. Os quartos do primeiro andar são suítes e confortáveis, recentemente reformados. Alguns quartos mais baratos compartilham o banheiro. Os preços incluem o café da manhã. Não vale a pena ficar nos dormitórios, somente de o hostel estiver lotado ou fechado.


Onde comer: O Hotel Narsarsuaq possui no segundo andar uma sala de jantar com velas e carpetes antigos. Sua pequena seleção de pratos internacionais inclui salmão com mariscos e molho de cebolinha holandesa. Nas noites de sexta-feira, experimente o prato especial de peixe groenlandês. Não importa qual seja a hora de fechamento, aconselha-se chegar antes das 19:30. A despretensiosa cafeteria no térreo possui comidas tipo 'merenda', mas o jantar é geralmente generoso (R$ 18).

Mesmo sendo predominantemente um local de informações, o Blue Ice Café serve sorvete e café (de máquina) que você pode consumir enquanto lê seus livros. Quando o tempo permite, existe um pátio ensolarado do lado de fora ao lado da cerca do aeroporto. Quando voos são esperados, um balcão no saguão de espera do aeroporto serve cachorro-quente (R$ 5,20 a R$ 6,20), sanduíches abertos (R$ 4,90) e maçãs (R$ 1,20). O supermercado Pilersuisoq é central e possui uma seleção típica de produtos, roupas e munição.


O que beber: O único bar da cidade é simples e não inspirado, com algumas poucas mesas de madeira e um alvo de dardos. De quintas a sábados antes das 22:00, a cerveja do happy hour custa R$ 8,30. O Clube (Klubben), não longe do supermercado, possui uma festa de confraternização local todo segundo sábado do mês no verão.


Como chegar: De avião, quando o tempo permite, a Air Greenland possui voos de Copenhagen (quatro horas e meia, R$ 870) pelo menos uma vez por semana, ou três vezes por semana no verão. Os voos entre Narsarsuaq e Kangerlussuaq (duas horas, R$ 1.051) acontecem algumas vezes o voo de Copenhagen não aconteça. De junho até início de setembro, a Air Iceland voa duas vezes por semana de Reykjavík (não de Keflavík) por cerca de R$ 700 - se comprado com antecedência, sai por metade do preço. A empresa islandesa utiliza uma aeronave da Atlantic Airlines, vinda das Ilhas Faroe com parada em Reykjavík.

Quase todos os voos domésticos acontecem às segundas, quartas e/ou sextas, incluindo voos para Nuuk (uma hora e meia, R$ 744) em uma aeronave Dash-7, e também ligações rápidas de helicóptero com Narsaq (quinze minutos, R$ 189) e Qaqortoq (vinte minutos, R$ 261). Lembre-se que a tabela de horários muda frequentemente de acordo com as políticas, tempo e demanda.


Andando por lá: Traslados gratuitos encontram os hóspedes com reserva do hotel e do hostel nos voos de chegada e também dos ferry boats. O Vale do Hospital fica a somente 40 minutos de caminhada, mas os hóspedes do hotel, se requisitarem, ganham um traslado; hóspedes do hostel pagam R$ 4,60. De qualquer modo, reserve com algumas horas de antecedência. O Blue Ice Café aluga bicicletas (R$ 9,80 a hora, R$ 23 por meio dia ou R$ 30 o dia inteiro), apesar de elas serem de uso mínimo, uma vez que as melhores rotas (além do Vale do Hospital) não são adequadas para ciclismo. O Blue Ice também aluga caiaques marinhos para uma ou duas pessoas (somente para quem já tem experiência) por em torno de R$ 140 o dia ou R$ 700 a semana.

Vídeo:
Demonstração dos principais locais de Qassiarsuk e Narsarsuaq.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Monte Roraima



Nome oficial: Monte Roraima, Tepuy Roraima, Mount Roraima
População: 0
Montanha do: Brasil, Guiana e Venezuela
Idioma: português, inglês, espanhol

O que é: O Roraima é o maior tepuy (palavra em espanhol que designa um monte em formato de mesa), na tripla fronteira da Venezuela, Brasil e Guiana. Possui em torno de 2.800 metros de altura. Seu nome deriva de roroi-ma, o que na língua pemon quer dizer 'grande verde-azul'. O único modo que os visitantes têm de subir ao monte é a partir do lado da Gran Sabana, na Venezuela.


História: A primeira pessoa a escalar o monte foi Sir Edward im Thurn, em 1884. Essa montanha também inspirou Sir Arthur Conan Doyle para seu clássico romance O Mundo Perdido em 1912. Ele visionou homens das cavernas e animais pré-históricos correndo sobre o topo do monte. Apesar de extrema, a ideia é, de certa forma, válida: a montanha é tida como uma 'ilha do tempo' por cientistas, uma vez que espécies se desenvolveram lá em completo isolamento do mundo no decorrer dos milênios.

Paisagem: O topo do monte se consiste de quartzo (duro) e arenito (mais suaves se expostas ao tempo). Ele parece ser preto devido à matéria orgânica (musgos e fungos) que lá estão há milhões de anos. A erosão no topo criou lagos e piscinas de águas cristalinas e também de água da chuva. Existem alguns locais com areia cor-de-rosa, o que dá ao local uma sensação de fazer parte de outro planeta. Devido à sua localização remota, um terço das plantas evoluíram como endêmicas ao local. A maior parte delas se tornou carnívora.


Como é o clima: As laterais profundas do monte e a floresta tropical que o cerca, aliados à altitude no topo criam um meio ambiente climático único que é mais notório por suas mudanças bruscas. A umidade do ar que sobe da floresta tropical sob o mesmo calor tropical causa a formação de nuvens de chuva pesadas que se acumulam pelo topo do Roraima causando chuvas e pancadas frequentes. Devido à altitude, as noites no topo são bem frias. Você poderá ter que subir ou descer o caminho que leva ao topo sob forte chuva que geralmente causa uma torrente de água em alta velocidade descendo o monte e cachoeiras que caem do alto que irão lhe atingir como uma mangueira do corpo de bombeiros. Você talvez também precisará esperar para cruzar alguns rios até que o nível da água baixe. Mas os guias experientes do local irão ajudar os turistas.


Como chegar: Existem muitos poucos voos até a cidade próxima de Santa Elena de Uairén, na Venezuela. Rutaca é a única companhia aérea que serve a cidade com (pouca) regularidade a partir de Ciudad Bolívar e Puerto Ordaz. Você deve contactar a companhia aérea no aeroporto de Ciudad Bolívar para ter mais informações sobre os voos. Eles devem lhe direcionar com informações sobre como fazer a reserva.

Existem ônibus noturnos que vão para Santa Elena de Uairén a partir de Ciudad Bolívar, Puerto Ordaz, Maturin e Puerto la Cruz, na Venezuela. Também há ônibus a partir de Boa Vista, no Brasil. Também existem ônibus que vão direto a partir do Terminal de Oriente, em Caracas (uma viagem de 22 horas). As empresas de ônibus que fazem a rota são: Expresos Los Llanos, Expresso Occidente, e uma companhia estatal com ônibus na cor vermelha. Se você for tomar um ônibus, tenha em mente que eles são frios e os motoristas se recusam a aumentar a temperatura, que gira em torno dos 7°C. A rota a partir de Boa Vista é a melhor conexão para aqueles que vêm de qualquer lugar do Brasil.


Custo: Para subir, você precisará de uma permissão do Instituto de Parques Nacionais da Venezuela. Ao se incluir em um tour guiado, a empresa cuidará disso para você. É possível deslocar-se para cima e para baixo no monte e, o mais importante, é proibido deixar qualquer tipo de objeto no local. A partir do Brasil, recomenda-se a experiente empresa Roraima Adventures, com base em Boa Vista, que cuida de todas as necessidades do turista.


Andando por lá: O modo mais seguro é contratar os serviços de uma empresa especializada, como a Roraima Adventures, que oferece desde serviço de hospedagem e traslado do aeroporto ao hotel em Boa Vista, noite em Santa Elena de Uairén, transporte até o monte, carregadores para as coisas mais pesadas, alimentação e barracas no topo do monte (em caso de permanecer alguma noite lá, existem diversos pacotes diferentes). O custo é um pouco alto para os 'padrões brasileiros', incluindo o voo para Boa Vista, que costuma ser bem caro de qualquer região do Brasil - principalmente sudeste e sul.

Existem muitos europeus nos grupos das diferentes empresas que fazem a subida ao monte, alguns venezuelanos e brasileiros.


O que ver: O topo do Monte Roraima possui muitas atrações naturais. O Ponto Triplo é uma pequena pirâmide de concreto que marca o ponto no qual as fronteiras de Brasil, Venezuela e Guiana se encontram. O ponto fica a uma caminhada de três horas da entrada para o topo. O Vale dos Cristais fica localizado nas proximidades, um local de veias de quartzo expostas, assim bem como O Labirinto. O El Foso é um buraco de 10 metros de largura que leva a uma pequena caverna subterrânea, cavada no decorrer de milhares de anos na rocha negra do Roraima pela chuva constante. No ponto mais distante da entrada para o topo, fica o Lago Gladys.


O que fazer: A maioria dos tours para o Monte Roraima duram seis dias: dois dias e meio para subir, um dia e meio no topo e mais dois dias de descida. Há a possibilidade de aumentar o tempo no topo para duas noites, ou ainda mais, sendo um passeio de oito dias, com dois a mais no topo. Existe ainda a opção mais curta, com um dia e meio de subida, um dia e meio no topo e somente um dia de descida.


Onde ficar: É bem frio e úmido no alto do Monte Roraima. Existem em torno de dez cavernas habitáveis no platô, onde pode-se acampar. São excelentes locais, mas em alta temporada todas as cavernas ficam ocupadas e há até mesmo gente que acampe a céu aberto na pedra lisa, usando pedras para fixar a barraca ao chão. Você precisará se unir ao um grupo para escalar até o topo do Monte Roraima, mas selecione bem a empresa. Algumas empresas locais oferecem serviços mais baratos, porém de péssima qualidade, chegando ao extremo de faltar comida quando no topo. Tente conversar bem com a empresa antes de efetuar qualquer pagamento, de preferência por escrito e na Venezuela.

Segurança: Os padrões de higiene são sofríveis em tais condições adversas e os dois acampamentos antes da base não são modelos de padrão de limpeza. Tenha cuidado, uma vez que a diarreia do viajante pode persistir mesmo após parecer curada e é realmente debilitante.

Vídeo:
Reportagem do programa Fantástico, da Rede Globo, sobre o Monte Roraima.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Ilha de Páscoa


Nome oficial: Rapa Nui ou Isla de Pascua
População: 5.034
Pertence ao: Chile
Idiomas: espanhol, rapa nui


O que é: A Ilha de Páscoa é uma das ilhas mais isoladas do mundo. Os primeiros colonizadores chamavam a ilha de Te Pito O Te Henua (Umbigo do Mundo). Oficialmente é um território do Chile, apesar de estar bem distante da costa, no Oceano Pacífico, a meio caminho do Taiti. Conhecida como um dos locais sagrados do mundo, é famosa por suas estátuas enigmáticas de pedra, construída há séculos atrás, que refletem a história dramática da ascensão e queda da mais isolada cultura polinésia.



História do local: O nome em espanhol do local comemora a descoberta europeia da ilha por um veleiro de exploração holandês no domingo de Páscoa de 1772. Desde que Thor Heyerdahl e um pequeno grupo de aventureiros saíram navegando da América do Sul para as ilhas Tuamotu, bem ao norte da Ilha de Páscoa, há controvérsias sobre a origem dos nativos. Hoje, testes de DNA provaram conclusivamente que os polinésios chegaram do oeste e não do leste, e que o povo da Ilha de Páscoa é descendente de intrépidos viajantes que saíram de outra ilha há milhares de anos atrás. A lenda reza que as pessoas foram para a Ilha de Páscoa porque a ilha onde moravam estava sendo engolida pelo mar.

Os primeiros habitantes encontraram um local paradisíaco - provas arqueológicas mostram que a ilha era coberta por vários tipos de árvores, incluindo a maior espécie de palmeira do mundo, cuja casca e madeira proviam os nativos com roupas, cordas e canoas. Os pássaros também eram abundantes, e lhes proviam comida. Um clima ameno favorecia uma vida fácil e águas em abundância escondiam peixes e ostras. Os habitantes prosperaram devido a essas vantagens, e um reflexo disso é a religião que prosperou, que tinha como figura central o moai gigante, ou cabeças, que são a maior característica da ilha nos dias de hoje.


Esses moai, dos quais a ilha está lotada, supõe-se que sejam figuras representativas dos ancestrais, cuja presença era considerada uma bênção ou como guarda de segurança de um vilarejo. As ruínas da cratera Rano Raraku, que possuem centenas de moai, é um testamento do quão central essas figuras eram para os nativos, e como suas vidas giravam em torno dessas criações. Entretanto, à medida que a população cresceu, também aumentou a pressão sobre o meio ambiente da ilha. Gradualmente o desmatamento das árvores aumentou, e quando esse recurso natural terminou, os nativos se viram em dificuldades para conseguir fazer cordas, canoas e todas as necessidades para caçar e pescar, e por último, conseguir continuar com a cultura que produzia as grandes estátuas.

Aparentemente, começou a ocorrer a discórdia (com alguma violência) à medida que a confiança na antiga religião foi perdida, e isso se reflete em parte em figuras de moai que foram deliberadamente destruídas por mãos humanas. Ao final da glória da cultura da Ilha de Páscoa, o número de habitantes caiu drasticamente, e os moradores - com pouca comida e meios de subsistência - acabaram por chegar às vias do canibalismo. Incursões subsequentes do Peru e da Bolívia devastaram ainda mais a população, até que poucas centenas de nativos Rapa Nui restaram no último século.

Hoje, o Parque Nacional Rapa Nui está na lista do Patrimônio Mundial da UNESCO. Os moradores dependem muito do turismo e das ligações econômicas com o Chile e com voos diários para Santiago. Assim como acontece com outros povos nativos, os Rapa Nui tentam manter contato com seu passado ao mesmo tempo que tentam integrar sua cultura com as realidades política, econômica e social dos dias de hoje.


Como chegar: Devido à sua localização geográfica extrema, muita gente pensa que somente o mais aventureiro dos viajantes pode chegar à Ilha de Páscoa. Na verdade, a ilha é acessível através de serviço aéreo regular, e o turismo é a maior indústria da ilha. Ainda assim, a ilha se encontra 'fora do caminho' para a maioria das pessoas, com um voo de no mínimo 5 horas e meia até o continente mais próximo, e rotas muito limitadas para se chegar até lá. Os únicos voos regulares são pela LAN Airlines, uma vez por semana na rota entre o Taiti e a ilha e diariamente para Santiago, no Chile. Sem competição por tarifas em um voo objetivamente demorado e obscuro, as tarifas variam entre R$ 500 a R$ 2.000 ida e volta a partir de Santiago.

A única situação na qual a Ilha de Páscoa está 'convenientemente localizada' é em uma viagem de volta ao mundo, na qual ela provê um ponto de parada interessante no caminho entre a Polinésia e a América do Sul, e irá aumentar a percepção dos outros de que você 'foi a todos os lugares'. Se você quiser viajar do modo mais difícil, o navio Soren Larsen sai da Ilha de Páscoa para a Nova Zelândia uma vez por ano. A viagem dura 35 dias, e cruza o ponto da terra mais longe de qualquer outro.

A partir de 2011, a LAN começou a operar voos a partir de Lima, no Peru, alguns continuando para Santiago.


Andando por lá: A Ilha de Páscoa é extremamente pequena, então é possível se locomover bem facilmente. Existem carros para aluguel, geralmente jipes, disponíveis em algumas poucas agências de aluguel em Hanga Roa, assim bem como algumas bicicletas. De carro, é possível ver a maior parte dos atrativos da ilha em algumas horas. A maioria dos anfitriões irá alugar seu próprio jipe para você (a um preço bem competitivo) se você simplesmente pedir. Mas tenha cuidado, você não terá qualquer tipo de seguro no seu aluguel de automóvel. As bicicletas podem ser alugadas por diárias. Para aqueles com pouco tempo, viajar de carro pode ser bem vantajoso, e na maioria das vezes não é muito mais caro que as outras opções, além de oferecer mais independência para os visitantes mais curiosos ou aventureiros do que os passeios organizados.  Seguem os exemplos de preços:

Bicicleta (aluguel de 24 horas): R$ 35, ou 8 horas por R$ 28.
Scooter motorizada (por 8 horas): R$ 82.
Jipe pequeno ou carro (por 8 horas): R$ 71.
Carros maiores (por 8 horas): R$ 89 a R$ 143.

Em 2010, o custo do litro da gasolina era de R$ 1,79.


O que ver e fazer: As maiores atrações turísticas da Ilha de Páscoa são, é claro, os moai. Por favor tenha em mente que os moai são peças arqueológicas e devem ser tratadas com cuidado, uma vez que são muito mais frágeis do que aparentam ser. Frequentemente os moai são colocados em plataformas cerimoniais e enterros chamados de Ahu. Jamais ande no Ahu, uma vez que é um ato extremamente desrespeitoso. Mesmo se você ver outros andando no Ahu, não o faça.

Todos os outros locais, que podem ser visitados de graça, são encontrados em sua maior parte ao longo do litoral da ilha. Turistas de primeira viagem podem ficar impressionados com o número de sítios arqueológicos que existem ao redor da ilha, onde você pode estar virtualmente sozinho sendo a única pessoa visitando. Cada vilarejo tipicamente possuía um Ahu, senão vários moai, então em uma hora dirigindo na parte sul da ilha, cada quilômetro possui vários locais onde você poderá ver ruínas.

Dois locais excepcionais são as crateras vulcânicas Rano Kau e Rano Raraku. A pequena pedreira interior em Rano Raraku é onde as estátuas moai nasceram, na colina ao lado do vulcão onde centenas de trabalhadores provavelmente esculpiam sem parar. Esse vulcão de 100 metros de altura proveu as pedras para as grandes estátuas e é onde o turista pode ver os vários estágios de construção da estátua, assim bem como outras parcialmente acabadas. Uma subida para o lado esquerdo da cratera, sobre o topo e dentro da caldeira, vale a pena. Uma caminhada até o lado oposto da cratera, onde se encontra a maioria dos moai, irá lhe proporcionar uma das mais belas vistas da ilha.


Similarmente, Rano Kau é o resto de um cone vulcânico, que assim como Rano Raraku, é cheio por água da chuva e tem uma aparência extraterrestre de tirar o fôlego. A entrada para ambos os locais fica em torno de R$ 100. Lembre-se de guardar o ingresso.

A Ilha de Páscoa possui duas praias de areias brancas. Anakena, no lado norte da ilha, é um excelente local para a prática de bodysurfing. A segunda é uma joia escondida chamada Ovahe. Encontra-se no litoral sul da ilha perto de Ahu Vaihu (perto da estrada de Hanga Roa para Ahu Akahanga), esta linda e deserta praia é muito maior do que a de Anakena e é cercada por penhascos deslumbrantes. Nota de cautela: o caminho que leva até a praia é um pouco traiçoeiro e instável e é possível chegar mais facilmente à pé - dirigir off-road na maior parte da ilha é ilegal, de qualquer modo.

Mergulho e snorkeling são populares perto das rochas Motu Nui e Motu Iti (bem conhecidas pela cultura do "homem-pássaro") que se localizam a aproximadamente 1 km da ilha, ao sul. Existem três lojas nas quais é possível alugar o equipamento de mergulho e ainda ter um tour guiado para os rochedos, são elas: Atariki Rapa Nui, Orca e a Mike Rapu Diving.


Um local esquecido mas fascinante e que faz parte do aspecto 'extraterrestre' da Ilha de Páscoa é seu extenso sistema de cavernas. Existem algumas cavernas 'oficiais' que são bem interessantes, mas a aventura de verdade está em explorar as cavernas não-oficiais da ilha, a maioria se encontrando perto de Ana Kakenga. As entradas da maioria dessas cavernas é bem pequena (algumas mal dá para se entrar engatinhando) e escondida (em meio um campo de lava surreal que faz lembrar a superfície de Marte), a maioria delas leva a profundos e amplos sistemas de caverna.

Passeios: Algumas empresas de turismo oferecem passeios guiados pela Ilha de Páscoa, um modo excelente de explorar o melhor da ilha e sua cultura sem ter que se preocupar em desobedecer a qualquer regra local. Um respeitado guia turístico poderá lhe mostrar aspectos do local e cultura que de outra forma você nunca veria ou entenderia.


Compras: A maioria (se não todo) o comércio na ilha ocorre no porto de Hanga Roa. Existem algumas lojas direcionadas para os turistas, bem como um mercado aberto. Se você estiver em um tour organizado, espere  ver os mesmos vendedores de souvenirs em cada local vendendo os mesmos itens - geralmente uma diversidade de objetos inspirados nos moai. A moeda corrente é o peso chileno, mas ao contrário do continente, as transações podem ser feitas em dólares americanos.

Ao comprar souvenirs, é melhor utilizar dinheiro. Frequentemente os vendedores terão um valor mínimo de compra muito alto ou uma taxa de serviço para a utilização de cartão de crédito (em torno de 10% a 20%). E isso somente se o vendedor aceitar cartões de crédito; muitos pequenos comerciantes só aceitarão dinheiro.

Pelo menos quatro caixas eletrônicos estão disponíveis na ilha: um do Banco Estado em Tu'u Maheke em Hanga Roa, que só aceita as bandeiras Cirrus, Maestro e MasterCard, mas não aceita Visa. Outro dentro do Banco Santander, um pouco mais à frente, em Policarpo Toro, aceita Visa, Cirrus, Maestro e MasterCard. Há também um caixa eletrônico no salão de embarque do aeroporto, e também mais um no posto de gasolina perto do aeroporto. O banco local pode dar dinheiro ao ser apresentado um cartão Visa, mas o horário de funcionamento é limitado e as filas podem ser longas.


Onde comer: Existe em torno de 25 restaurantes para turistas na ilha. Alguns podem ser encontrados perto das docas em Hanga Roa, com alguns outros espalhados pelas áreas subjacentes. Os cardápios tendem a ser limitados, uma vez que toda comida na ilha precisa ser importada. A variedade de peixes, entretanto, é considerável - assim bem como em todo o Chile. Há também alguns 'supermercados' onde os visitantes podem comprar lanches, bebida etc.

Assim como os vendedores de souvenirs, na ilha muitos restaurantes não aceitam cartão de crédito ou terão um valor mínimo de cobrança. Também a gorjeta é apreciada, mas deve ser dada com moderação, normalmente alguns trocados ou menos que 10% é o suficiente. Como resultado do número cada vez maior de turistas, alguns dos restaurantes podem ser 'armadilhas para turista', então não hesite em perguntar para seu guia ou anfitrião sobre onde deve ir.

O que beber: O pisco, uma bebida alcoólica forte feita de uva fermentada, é a bebida não-oficial da ilha. Experimente tomar pisco azedo, que é o pisco misturado com suco de limão. Outro coquetel comum é a piscola - pisco e Coca-Cola. É possível beber pisco puro, uma vez que ele é mais fraco que a vodka, por exemplo, apesar de os chilenos não recomendarem.


Onde ficar: Existem três propriedades de padrão internacional na ilha: o Explora, o Hotel Altiplanico e o Hotel Hanga Roa. A maioria das outras acomodações na Ilha de Páscoa são guesthouses. Representantes das guesthouses irão geralmente até o aeroporto para receber os viajantes que possivelmente gostariam de ficar com eles. Os preços são bem razoáveis. Os proprietários dessas guesthouses ficarão felizes em lhe ajudar a encontrar lugares para comer, beber, chamar um táxi e na locomoção em geral. Um número de guesthouses se descrevem como sendo hotéis, e certamente passariam por tais em qualquer lugar do mundo. Estes hotéis frequentemente possuem restaurantes que oferecem ao menos o café da manhã e, às vezes, o jantar.

Vídeo:
Vídeo institucional turístico da Ilha de Páscoa.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Antônio Prado


Nome oficial: Antônio Prado
População: 12.837
Cidade do: Brasil (Rio Grande do Sul)
Idioma: português, italiano

O que é: Antônio Prado foi a última colônia italiana criada pelo então governo imperial brasileiro. Em 1886, os primeiros italianos se instalaram na região, dedicando-se à pequena agricultura. Atualmente, é considerada a cidade mais italiana do Brasil. Seu nome foi dado em homenagem ao conselheiro Antônio da Silva Prado, idealizador da imigração italiana no Brasil. A cidade se localiza na serra gaúcha, a uma altitude de 658 metros, a 184 km de Porto Alegre.


Como chegar: A pequena cidade é servida por dois aeroportos - o internacional de Porto Alegre, e o aeroporto regional de Caxias do Sul, que conta com voos oriundos de São Paulo. O pequeno aeroporto é o mais próximo, estando a 52 km de Antonio Prado. Entretanto, o transporte é normalmente feito por automóvel. A principal rodovia encontra-se em boas condições de tráfego entre as cidades de Porto Alegre e Caxias do Sul, sendo somente razoável após esse ponto. Existem ônibus em linhas regulares desde Porto Alegre ou também Caxias do Sul.


Andando por lá: A maioria dos atrativos de Antônio Prado concentra-se no centro da cidade, onde também fica a rodoviária. Não há necessidade de meios de transporte adicionais para visita aos locais históricos. Porém, somente com automóvel a parte rural do município é acessível.

Falando: Apesar de estar no Brasil, os pradenses fazem jus ao título de sua cidade: uma variação de dialeto italiano é amplamente utilizada na comunicação cotidiana dos habitantes. Dificilmente o turista comum encontrará alguém que se comunica exclusivamente no dialeto, então não há o que se preocupar. A língua não é uma barreira, é mais um atrativo.


O que ver: A cidade possui o mais completo conjunto arquitetônico da colonização italiana no Brasil, com 48 imóveis do centro urbano tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) desde a década de 1980. Outros imóveis na zona rural de Antônio Prado igualmente sobreviveram ao tempo, sendo marcos da colonização italiana no sul do Brasil. A maioria das casas fica nos arredores da Praça Garibaldi. Também na praça fica a Igreja Sagrado Coração de Jesus, igreja matriz de várias existentes no município, muito religioso. No Museu podem ser vistos mais de 500 objetos que contam a história dos imigrantes italianos, hábitos e costumes, sendo ainda possível vivenciar uma casa com os artefatos que os imigrantes utilizavam diariamente.

Fora do centro da cidade, é possível fazer o roteiro rural Caminhos da Imigração, na Linha 21 de Abril, que retrata o trabalho e os costumes dos antigos imigrantes, visitando um moinho d'água, o Centro de Artesanato Lavoro della Mane, a Ferraria Marsílio (onde se pode ver como funcionava uma antiga marcenaria e ferraria), um santuário e, ao final, uma visita à Cantina Graciosa, com venda de produtos típicos.

Bonito de se ver também é o Vale do Rio das Antas: uma das melhores vistas pode ser obtida da Ponte Passo do Zeferino, que liga Antônio Prado à cidade vizinha de Flores da Cunha. A Cascata da Usina é uma bela queda d'água, onde o visitante pode admirar as belezas naturais no entorno do município, possuindo três plataformas para visualização. O acesso é de chão batido, mas é possível chegar com um ônibus de turismo.


Compras: Basicamente é realizado o comércio de artesanato na zona central da cidade. O artesanato de Antônio Prado conta com vários artefatos, destacando-se o crochê, artigos feitos com palha de milho e artigos de lã. Pessoalmente, uma recomendação ao turista é a geleia de frutas caseira feita no município - excelente - vendida nas lojas em frente à Praça Garibaldi.

Onde comer: A cidade possui alguns poucos restaurantes no centro. O que mais se destaca é a anual Noite Italiana, que acontece no Centro Municipal de Eventos, oferecendo farta gastronomia italiana disposta em bufês. Acontece no mês de agosto e geralmente mais de 5 mil pessoas participam do evento. São oferecidos a noite inteira: polenta brustolada, copa, salame, queijo, galeto ao primo canto, galeto a menarosto, pepino, pão, figada, bolos, merengues e frutas. Tudo isso acompanhado por música italiana.


Contato com o mundo: Há conexão via internet móvel 3G na área central da cidade.

Onde ficar: Existem dois hotéis principais no centro da cidade, o Hotel Piemonte (que oferece passeios para a Região das Hortênsias, cânions dos Aparados da Serra e Região da Uva e Vinho) e o mais simples Hotel Pradense, ambos na avenida principal. No interior do município existem dois bons locais de hospedagem rural, melhor para uma experiência mais autêntica: a Pousada Zanotto e a Pousada Colonial De Rossi, em Linha Silva Tavares.


Segurança: Pode-se dizer que Antônio Prado é um dos locais mais seguros do Brasil, assim como as demais cidades pequenas da região da serra do Rio Grande do Sul. Não espere encontrar qualquer tipo de problema durante sua estadia.

Saúde: A cidade conta com o Hospital São José, para primeiro atendimento de emergência. Em casos clínicos de maior gravidade, será feita uma transferência para Caxias do Sul, que possui hospitais mais bem equipados. Em casos de alta complexidade, provavelmente uma evacuação de emergência para Porto Alegre será necessária, uma vez que somente lá existem hospitais com qualidade internacionalmente reconhecida.

Vídeo:
Vídeo institucional sobre Antônio Prado.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Liechtenstein



Nome oficial: Fürstentum Liechtenstein
População: 33.987
País da: Europa
Idioma: alemão, dialeto alemânico

O Principado de Liechtenstein é um pequeno país de língua alemã nos Alpes, fazendo fronteira com a Suíça e Áustria. É o último remanescente do Sacro Império Romano e é um Estado independente com fortes laços com a Suíça. Possui um padrão de vida muito alto e abriga paisagens lindíssimas. A capital do principado, Vaduz, é um grande centro comercial e bancário e também uma moderna cidade.


O que é: O Principado de Liechtenstein foi estabelecido no Sacro Império Romano em 1719 e se tornou um Estado soberano em 1806. Até o final da Primeira Guerra Mundial, era muito ligado à Áustria, mas a devastação econômica causada por aquele conflito forçou Liechtenstein a iniciar uma união aduaneira e monetária com a Suíça. Desde a Segunda Guerra Mundial (na qual Liechtenstein se manteve neutro), os baixos impostos causaram um gigantesco crescimento econômico.

A pouca fiscalização econômica acabou resultando em preocupações sobre o uso das instituições financeiras para lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Entretanto, os dias nos quais se levavam malas de dinheiro para dentro dos bancos acabaram. Os habitantes de Liechtenstein são muito orgulhosos por seu país nunca ter se envolvido fisicamente em uma batalha ou confronto militar com um "Estado inimigo" e veem sua bandeira como um símbolo da paz.


Como chegar: Liechtenstein é um membro do Tratado de Schengen. Não há fronteiras com os países signatários do tratado - a União Europeia (com exceção da Bulgária, Chipre, Irlanda, Romênia e Reino Unido), Islândia, Noruega e Suíça. Brasileiros estão isentos de visto para entrar no país para uma visita de até 90 dias. O país não é um membro da União Europeia, então turistas que entram no país através da Áustria (e vice-versa) estão sujeitos à fiscalização alfandegária não-sistemática, mesmo que não exista nenhum controle de imigração.

Liechtenstein não possui aeroportos, devido ao tamanho do país. Pode-se pegar um voo até o aeroporto de Zurique (115 km). Apesar do aeroporto ser o único de grande porte por perto, existem outros serviços mais limitados, com voos vindos de Viena para o aeroporto St. Gallen-Altenrhein (53km), pela companhia Austrian Arrows. Outro ponto de entrada popular é Friedrichshafen, na Alemanha, cujo aeroporto é servido por companhias aéreas low cost.

Existem também diversas opções de trem e ônibus vindos da Suíça ou da Áustria que passam por Liechtenstein.


Andando por lá: O transporte público em Liechtenstein é muito eficiente e é utilizado costumeiramente. A única operadora de ônibus no país é a LBA. As tarifas da LBA são muito baratas, um cartão de uso ilimitado por sete dias custa em torno de R$ 18. Outro modo barato de se viajar, caso o tempo permita, é de bicicleta. As estradas em Liechtenstein são de excelentes condições e muitas ainda oferecem pistas exclusivas para bicicletas (no corredor Balzers-Schaan). Andar de bicicleta por todo o país (entrando da Áustria indo até o sul, saindo pela Suíça) toma apenas algumas horas, mas vale cada minuto de apreciação da paisagem alpina.


Falando: A língua nacional é o alemão, mas o idioma de uso cotidiano é o dialeto germânico, o qual Liechtenstein compartilha com o leste da Suíça, Baden-Württemberg (ao sul de Stuttgart, Alemanha) e Vorarlberg, Áustria. Quase todos falam o alemão tradicional quando necessário, e o inglês também é muito utilizado. Francês e latim também amplamente ensinados no sistema escolar secundário.


O que ver: Liechtenstein possui vários atrativos de interesse para os visitantes. A cidade de Balzers possui uma bonita igreja e um castelo gótico espetacular; a capital e principal área de comércio do país, Vaduz, possui muitas lojas de souvenirs e restaurantes variados. A cidade também abriga uma modesta catedral e o antigo museu Liechtenstein Kunstmuseum. Há também um museu do esqui ao norte do centro da cidade; o Castelo Schloss Vaduz é imponente e histórico, o lar da família real, e observa a cidade de Vaduz. Pode-se chegar até ele através da estrada Vaduz-Triesenberg (rota de ônibus 21). O castelo não é aberto ao público, mas é possível observá-lo bem de perto.

É perfeitamente possível encontrar a família real no Kunstmuseum, entrando ou saindo do castelo Schloss Vaduz ou esquiando durante o inverno. Este é o benefício de um país tão pequeno. Eles podem ser vistos em seus carros, os quais usam seus anos de nascimento como placa.


O que fazer: Liechtenstein oferece boas opções de caminhada, ciclismo nas montanhas e também nas estradas. Esqui e snowboard também são oferecidos a preços razoáveis no pequeno resort do país, o Malbun, em comparação com os altos preços das vizinhas Suíça ou Áustria.

Acorde cedo de manhã e dirija para as montanhas no lado leste do rio. De lá você poderá ter uma vista incrível de Vaduz e da Suíça, onde poderá parar para admirar.


Compras: Liechtenstein usa o franco suíço como moeda corrente. Muitas lojas também aceitam o euro, mas a taxa de câmbio pode não ser muito vantajosa. Os custos em Liechtenstein são, em média, equivalentes aos da Suíça e, deste modo, um pouco mais caros do que nos demais países europeus.


Onde comer: Você encontrará alguns restaurantes nas maiores cidades de Liechtenstein. Há também um McDonald's (aberto em 1996, e serve vinho), que é muito popular e muito anunciado em placas na estrada por todo o país. As várias pequenas padarias são um excelente local para se aquecer ou comer docinhos. O restaurante recomendado é o Old Castle Inn (Aeulestrasse 22), no centro de Vaduz. É impossível não ser visto e oferece comida autêntica a preços razoáveis e com uma atmosfera agradável.


Contato com o mundo: O acesso à internet está disponível em uma estação da Telecom Liechtenstein logo ao sul do centro de Vaduz na estrada principal, mas só está aberta no horário comercial. A maioria dos hotéis e bares ou restaurantes terão acesso à internet. O último internet café desapareceu, porque todos possuem acesso à internet em casa, então o mercado local desapareceu e somente os visitantes necessitam da internet.

O que beber: Há um pouco de vinho que é produzido em Liechtenstein disponibilizado nos supermercados e lojas de turistas pelo país. Espere pagar algo em torno de R$ 47 em média por uma garrafa. O Príncipe possui seu próprio vinhedo em Vaduz, perto da estrada principal. Cerveja também é disponibilizada para compra, feita com malte de Liechtenstein, apesar de a maior parte da cerveja em si ser produzida na Suíça. Uma variedade de vinhos, cervejas e refrigerantes europeus são disponíveis. Existe uma destilaria de um senhor em Triesen que faz licores e destilados de frutas. É possível fazer um tour aos sábados.


Onde ficar: Existem alguns hotéis em Liechtenstein, mas costumam ser caros. Há um hostel localizado em Schaan, mas ele fecha no inverno. Você provavelmente encontrará acomodação mais barata na cidade vizinha de Feldkirch, na Áustria. O camping Mittagspitz é o único serviço do tipo no principado no ano inteiro. Oferece instalações excelentes, uma recepção amigável e um restaurante ótimo com bons preços. A Gasthaus Krone possui quartos baratos. É um hotel e restaurante familiar. Fica a 15 km de Vaduz, e possui serviço de ônibus regular (a cada hora) para todos os locais de Liechtenstein. O preço fica em torno de R$ 113 (quarto duplo).

Segurança: Liechtenstein é, facilmente, um dos países mais seguros do mundo, apesar de não estar imune a problemas. O tipo de crime mais comum em Liechtenstein é o de natureza não-violenta, apesar de o principado manter uma polícia bem-equipada com presença nas ruas. Motoristas bêbados e as condições das estradas no inverno poderão ser seus únicos problemas 'reais'. Os limites de velocidade são rigorosos, fiscalizados através de câmeras - as multas são muito caras.

A bela paisagem do país também pode ser muito perigosa. Casos de pessoas que caminham e se encontram em dificuldade são muito comuns, e precaução extra deve ser tomada quando se for deixar as trilhas bem demarcadas. Siga conselho dos nativos e leia a previsão do tempo local (os jornais do principado imprimem previsões diferentes para diferentes cidades em Liechtenstein, o que é benéfico pois a diferença de altitude frequentemente causa condições de tempo distintas).


Saúde: Existem excelentes instalações médicas em Liechtenstein, mas muito provavelmente você terá que ser transferido para um hospital na Suíça em caso de necessidade de cuidados médicos. Se você for cidadão austríaco ou da União Europeia, poderá receber atenção médica na vizinha Feldkirch, na Áustria.

Respeito: O Principado de Liechtenstein existe por séculos como um Estado independente e isso deve ser lembrado. Liechtenstein não é parte da Suíça ou da Áustria, e seus cidadãos não irão hesitar em fazer você se lembrar disso. Lembre-se que o país é católico tradicional. Aos domingos as ruas ficam completamente vazias, as únicas exceções sendo os turistas e o pessoal das lojas turísticas.

Os habitantes de Liechtenstein são muito orgulhosos de sua identidade nacional e tomam por ofensa serem chamados de 'alemães', 'austríacos' ou 'suíços'. Aqueles que se sintam inclinados a criticar o sistema monárquico de governo devem ser avisados: o príncipe é muito amado e muito popular, e ele é tido em alta estima quando se trata de discutir assuntos políticos.

Vídeo:
Vídeo institucional sobre o Principado de Liechtenstein.