terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Liechtenstein



Nome oficial: Fürstentum Liechtenstein
População: 33.987
País da: Europa
Idioma: alemão, dialeto alemânico

O Principado de Liechtenstein é um pequeno país de língua alemã nos Alpes, fazendo fronteira com a Suíça e Áustria. É o último remanescente do Sacro Império Romano e é um Estado independente com fortes laços com a Suíça. Possui um padrão de vida muito alto e abriga paisagens lindíssimas. A capital do principado, Vaduz, é um grande centro comercial e bancário e também uma moderna cidade.


O que é: O Principado de Liechtenstein foi estabelecido no Sacro Império Romano em 1719 e se tornou um Estado soberano em 1806. Até o final da Primeira Guerra Mundial, era muito ligado à Áustria, mas a devastação econômica causada por aquele conflito forçou Liechtenstein a iniciar uma união aduaneira e monetária com a Suíça. Desde a Segunda Guerra Mundial (na qual Liechtenstein se manteve neutro), os baixos impostos causaram um gigantesco crescimento econômico.

A pouca fiscalização econômica acabou resultando em preocupações sobre o uso das instituições financeiras para lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Entretanto, os dias nos quais se levavam malas de dinheiro para dentro dos bancos acabaram. Os habitantes de Liechtenstein são muito orgulhosos por seu país nunca ter se envolvido fisicamente em uma batalha ou confronto militar com um "Estado inimigo" e veem sua bandeira como um símbolo da paz.


Como chegar: Liechtenstein é um membro do Tratado de Schengen. Não há fronteiras com os países signatários do tratado - a União Europeia (com exceção da Bulgária, Chipre, Irlanda, Romênia e Reino Unido), Islândia, Noruega e Suíça. Brasileiros estão isentos de visto para entrar no país para uma visita de até 90 dias. O país não é um membro da União Europeia, então turistas que entram no país através da Áustria (e vice-versa) estão sujeitos à fiscalização alfandegária não-sistemática, mesmo que não exista nenhum controle de imigração.

Liechtenstein não possui aeroportos, devido ao tamanho do país. Pode-se pegar um voo até o aeroporto de Zurique (115 km). Apesar do aeroporto ser o único de grande porte por perto, existem outros serviços mais limitados, com voos vindos de Viena para o aeroporto St. Gallen-Altenrhein (53km), pela companhia Austrian Arrows. Outro ponto de entrada popular é Friedrichshafen, na Alemanha, cujo aeroporto é servido por companhias aéreas low cost.

Existem também diversas opções de trem e ônibus vindos da Suíça ou da Áustria que passam por Liechtenstein.


Andando por lá: O transporte público em Liechtenstein é muito eficiente e é utilizado costumeiramente. A única operadora de ônibus no país é a LBA. As tarifas da LBA são muito baratas, um cartão de uso ilimitado por sete dias custa em torno de R$ 18. Outro modo barato de se viajar, caso o tempo permita, é de bicicleta. As estradas em Liechtenstein são de excelentes condições e muitas ainda oferecem pistas exclusivas para bicicletas (no corredor Balzers-Schaan). Andar de bicicleta por todo o país (entrando da Áustria indo até o sul, saindo pela Suíça) toma apenas algumas horas, mas vale cada minuto de apreciação da paisagem alpina.


Falando: A língua nacional é o alemão, mas o idioma de uso cotidiano é o dialeto germânico, o qual Liechtenstein compartilha com o leste da Suíça, Baden-Württemberg (ao sul de Stuttgart, Alemanha) e Vorarlberg, Áustria. Quase todos falam o alemão tradicional quando necessário, e o inglês também é muito utilizado. Francês e latim também amplamente ensinados no sistema escolar secundário.


O que ver: Liechtenstein possui vários atrativos de interesse para os visitantes. A cidade de Balzers possui uma bonita igreja e um castelo gótico espetacular; a capital e principal área de comércio do país, Vaduz, possui muitas lojas de souvenirs e restaurantes variados. A cidade também abriga uma modesta catedral e o antigo museu Liechtenstein Kunstmuseum. Há também um museu do esqui ao norte do centro da cidade; o Castelo Schloss Vaduz é imponente e histórico, o lar da família real, e observa a cidade de Vaduz. Pode-se chegar até ele através da estrada Vaduz-Triesenberg (rota de ônibus 21). O castelo não é aberto ao público, mas é possível observá-lo bem de perto.

É perfeitamente possível encontrar a família real no Kunstmuseum, entrando ou saindo do castelo Schloss Vaduz ou esquiando durante o inverno. Este é o benefício de um país tão pequeno. Eles podem ser vistos em seus carros, os quais usam seus anos de nascimento como placa.


O que fazer: Liechtenstein oferece boas opções de caminhada, ciclismo nas montanhas e também nas estradas. Esqui e snowboard também são oferecidos a preços razoáveis no pequeno resort do país, o Malbun, em comparação com os altos preços das vizinhas Suíça ou Áustria.

Acorde cedo de manhã e dirija para as montanhas no lado leste do rio. De lá você poderá ter uma vista incrível de Vaduz e da Suíça, onde poderá parar para admirar.


Compras: Liechtenstein usa o franco suíço como moeda corrente. Muitas lojas também aceitam o euro, mas a taxa de câmbio pode não ser muito vantajosa. Os custos em Liechtenstein são, em média, equivalentes aos da Suíça e, deste modo, um pouco mais caros do que nos demais países europeus.


Onde comer: Você encontrará alguns restaurantes nas maiores cidades de Liechtenstein. Há também um McDonald's (aberto em 1996, e serve vinho), que é muito popular e muito anunciado em placas na estrada por todo o país. As várias pequenas padarias são um excelente local para se aquecer ou comer docinhos. O restaurante recomendado é o Old Castle Inn (Aeulestrasse 22), no centro de Vaduz. É impossível não ser visto e oferece comida autêntica a preços razoáveis e com uma atmosfera agradável.


Contato com o mundo: O acesso à internet está disponível em uma estação da Telecom Liechtenstein logo ao sul do centro de Vaduz na estrada principal, mas só está aberta no horário comercial. A maioria dos hotéis e bares ou restaurantes terão acesso à internet. O último internet café desapareceu, porque todos possuem acesso à internet em casa, então o mercado local desapareceu e somente os visitantes necessitam da internet.

O que beber: Há um pouco de vinho que é produzido em Liechtenstein disponibilizado nos supermercados e lojas de turistas pelo país. Espere pagar algo em torno de R$ 47 em média por uma garrafa. O Príncipe possui seu próprio vinhedo em Vaduz, perto da estrada principal. Cerveja também é disponibilizada para compra, feita com malte de Liechtenstein, apesar de a maior parte da cerveja em si ser produzida na Suíça. Uma variedade de vinhos, cervejas e refrigerantes europeus são disponíveis. Existe uma destilaria de um senhor em Triesen que faz licores e destilados de frutas. É possível fazer um tour aos sábados.


Onde ficar: Existem alguns hotéis em Liechtenstein, mas costumam ser caros. Há um hostel localizado em Schaan, mas ele fecha no inverno. Você provavelmente encontrará acomodação mais barata na cidade vizinha de Feldkirch, na Áustria. O camping Mittagspitz é o único serviço do tipo no principado no ano inteiro. Oferece instalações excelentes, uma recepção amigável e um restaurante ótimo com bons preços. A Gasthaus Krone possui quartos baratos. É um hotel e restaurante familiar. Fica a 15 km de Vaduz, e possui serviço de ônibus regular (a cada hora) para todos os locais de Liechtenstein. O preço fica em torno de R$ 113 (quarto duplo).

Segurança: Liechtenstein é, facilmente, um dos países mais seguros do mundo, apesar de não estar imune a problemas. O tipo de crime mais comum em Liechtenstein é o de natureza não-violenta, apesar de o principado manter uma polícia bem-equipada com presença nas ruas. Motoristas bêbados e as condições das estradas no inverno poderão ser seus únicos problemas 'reais'. Os limites de velocidade são rigorosos, fiscalizados através de câmeras - as multas são muito caras.

A bela paisagem do país também pode ser muito perigosa. Casos de pessoas que caminham e se encontram em dificuldade são muito comuns, e precaução extra deve ser tomada quando se for deixar as trilhas bem demarcadas. Siga conselho dos nativos e leia a previsão do tempo local (os jornais do principado imprimem previsões diferentes para diferentes cidades em Liechtenstein, o que é benéfico pois a diferença de altitude frequentemente causa condições de tempo distintas).


Saúde: Existem excelentes instalações médicas em Liechtenstein, mas muito provavelmente você terá que ser transferido para um hospital na Suíça em caso de necessidade de cuidados médicos. Se você for cidadão austríaco ou da União Europeia, poderá receber atenção médica na vizinha Feldkirch, na Áustria.

Respeito: O Principado de Liechtenstein existe por séculos como um Estado independente e isso deve ser lembrado. Liechtenstein não é parte da Suíça ou da Áustria, e seus cidadãos não irão hesitar em fazer você se lembrar disso. Lembre-se que o país é católico tradicional. Aos domingos as ruas ficam completamente vazias, as únicas exceções sendo os turistas e o pessoal das lojas turísticas.

Os habitantes de Liechtenstein são muito orgulhosos de sua identidade nacional e tomam por ofensa serem chamados de 'alemães', 'austríacos' ou 'suíços'. Aqueles que se sintam inclinados a criticar o sistema monárquico de governo devem ser avisados: o príncipe é muito amado e muito popular, e ele é tido em alta estima quando se trata de discutir assuntos políticos.

Vídeo:
Vídeo institucional sobre o Principado de Liechtenstein.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Santa Helena



Nome oficial: Saint Helena
População: 4.255
Pertence ao: Reino Unido
Idioma: inglês

A ilha de Santa Helena fica no meio do Oceano Atlântico, sendo uma das ilhas mais isoladas do mundo, mais ou menos na metade do caminho entre a costa da Namíbia e Angola (África) e a do Brasil (América). Era uma ilha desabitada quando foi descoberta pelos portugueses em 1502. Foi tomada pelos ingleses no século 17 (para ser usada como ponto de parada para navios que navegavam em direção ao Oriente). A ilha ficou famosa por ter sido o local do exílio de Napoleão Bonaparte, de 1815 até sua morte em 1821, mas sua importância como porto decaiu após a inauguração do Canal de Suez em 1869. Santa Helena possui três dependências menores: a ilha de Ascensão é o local de uma base aérea auxiliar dos Estados Unidos; Tristão da Cunha é outra ilha com uma pequena comunidade dependente da pesca para sobrevivência; e a Ilha Gough, que possui uma estação meteorológica.

O morador mais famoso de Santa Helena, é claro, foi Napoleão, exilado lá pelos britânicos. Ele morreu lá, e você pode visitar o bonito túmulo em um gramado com flores, mas seus restos mortais foram desenterrados e estão agora em Les Invalides em Paris. Pode-se visitar as duas residências do imperador na ilha. Ele ficou em The Briars por dois meses, e viveu o resto de sua vida em uma casa respeitável em Longwood. Ambas podem ser visitadas sob agendamento.

A maior casa na ilha, entretanto, é a do governador. Parece que saiu diretamente da Inglaterra do século 18. Existem maravilhosas tartarugas terrestres no terreno, incluindo uma que pensa-se ser o mais velho vertebrado do mundo.


Informações turísticas: o escritório de informações turísticas fica em um prédio exótico com uma bonita janela em arco no alto de Main Street (Rua Principal) onde ela se divide em Napoleon Street e Market Street. O pessoal lá ajuda bastante no que se refere a agendar passeios e dar todo tipo de informação sobre o que ver e fazer na ilha.


Como chegar: Não existe nenhum aeroporto na ilha, apesar de planos para a construção de um terem sido anunciados em junho de 2010. Do Reino Unido, entretanto, é possível pegar o voo fretado da base aérea Brize Norton, em Oxfordshire, para a ilha Ascensão e de lá tomar o navio RMS St. Helena para uma jornada de dois a três dias até Jamestown, em Santa Helena. O navio faz viagens regulares da Cidade do Cabo (África do Sul) até a ilha, algumas vezes parando em Walvis Bay, na Namíbia. Também faz viagens frequentes para Ascensão. O navio é uma experiência fantástica. Cheio de nativos viajando para casa e turistas, é uma ótima oportunidade para conhecer muita gente interessante e falar mais sobre Santa Helena antes da chegada. Os funcionários planejam atividades de entretenimento que parecem uma versão caseira do que se poderia ter em um grande navio de cruzeiro. Pode-se até mesmo jogar críquete no convés.


Andando por lá: Santa Helena possui um serviço de ônibus muito limitado. Foi inaugurado somente em 2003, e as rotas e horários são feitos para satisfazer essencialmente as necessidades dos habitantes. Os ônibus são raros, normalmente passando uma ou duas vezes somente nos dias de semana. Os visitantes podem, entretanto, com algum planejamento, utilizar o serviço de ônibus para chegar à algumas das atrações da ilha e locais com oportunidades de caminhada. Convém verificar cuidadosamente o horário do ônibus de retorno ou você poderá ter que enfrentar uma longa caminhada de volta para Jamestown. Os pontos de ônibus são bem marcados, mas uma boa sacudida do braço também fará o motorista parar. Táxis também estão disponíveis em Jamestown (atrás do escritório de informações turísticas).

Alugar um automóvel é provavelmente o modo mais prático de viajar (custa em torno de R$ 27 a R$ 32 por dia), mas reserve com antecedência. Não existem muitos, e quando o navio chega com vinte turistas ou mais, a indústria do turismo pode não dar conta, e não espere que seu carro alugado seja um veículo novo (o mais comum é um Ford Escort). Peça ao seu hotel que lhe consiga um carro alugado para você. A direção é pela esquerda, como no Reino Unido. Deste modo, a sinalização de tráfego é similar à desse país.

Andar é ótimo, mas somente nas terras altas no centro da ilha. Os penhascos ao longo do litoral fazem a tarefa de caminhar ao longo da costa impossível na maior parte dos locais, e o acesso ao mar se dá normalmente pela descida desses vales muito íngremes que cortam a paisagem vulcânica. Apesar de a ilha ser pequena, não se engane, as distâncias podem ser longas para quem está caminhando. Leve água e filtro solar, mas os nativos no caminho encherão sua garrafinha de água com prazer caso ela acabe.


Falando: A língua oficial de Santa Helena é o inglês. Entretanto, ela é falado com um sotaque muito forte e eles utilizam palavras comuns do inglês de modo estranho. O dialeto local é conhecido como "Saint". Exemplos incluem: "What your name is?" ("O que é seu nome?") e "Us need one new tyre" ("Nos precisamos um novo pneu").

Apesar de a cultura da ilha ser uma mistura de povos de todo o mundo, a imigração parou há bastante tempo, e os malaios, indianos, africanos e outros imigrantes na ilha não mantiveram seus idiomas e culturas originais. O 'casamento entre raças' é o padrão na ilha por tanto tempo que não existem diferenças raciais mais a serem feitas, e muito menos diferenças linguísticas.


Onde comprar: Existem várias lojas em Jamestown vendendo presentes e souvenirs, incluindo artesanato local, e também há coisas interessantes para serem compradas na casa de Longwood e nos hotéis. O museu da ilha possui um pequeno balcão de presentes interessante. O tungi, um licor feito de cacto, é feito na ilha e pode ser comprado no bar à beira-mar ou diretamente na destilaria embaixo dele (também há disponível um tour na destilaria). As compras são pagas em libras de Santa Helena. A libra de lá funciona em paridade com a libra esterlina e a moeda britânica pode ser utilizada na ilha. Algumas lojas também aceitam dólares americanos e euros.

Existe um banco na ilha que abre nos dias de semana e sábados de manhã, mas não há caixa eletrônico, então se planeje bem. O banco pode utilizar seu cartão de crédito ou débito para lhe dar dinheiro. O dinheiro pode ser trocado no navio, a caminho da ilha, mas a moeda de Santa Helena raramente está disponível em bancos fora de Santa Helena, Ascensão ou Tristão da Cunha, então não se preocupe em fazer o câmbio com antecedência.


O que há para ver: 
- O Museu de Santa Helena é um ótimo lugar para começar sua visita, apesar de que, assim como as outras atrações, o horário é bem limitado. O museu fica localizado em um armazém do século 19 ao pé da Jacob's Ladder (Escada de Jacó) em Jamestown. Ele possui uma variedade de mostras sobre a história e também história natural da ilha. Foi inaugurado em 2002, então as instalações são atualizadas e bonitas;

- O Mausoléu no cais de Jamestown inclui o nome de todos os santos que morreram nas duas guerras mundiais, incluindo aqueles que faleceram no ataque de um U-Boat alemão em James Harbor em 1941;

- A Jacob's Ladder (Escada de Jacó) é uma grande escadaria que sobe de Jamestown para Halfmoon Hollow no alto da montanha. Diz-se ter 699 degraus. A escada foi construída em 1829 como um plano inclinado para trazer mantimentos das fazendas do centro da ilha e os dejetos para fora da cidade. Fazer a subida é um grande feito, e poucos são os turistas que conseguem subir de uma vez só. Em adição ao seu comprimento, os degraus também são um pouco altos, fazendo a subida ainda mais difícil. A escada possui dois corrimãos, mas nenhum ponto de descanso, e aqueles que têm medo de altura definitivamente não devem olhar para baixo. Se você ver uma criança pelo local, peça a ela para lhe mostrar como escorregar pelo corrimão até o final; dizem que elas conseguiram achar uma maneira de fazer essa coisa incrível sem morrerem no final das contas. À noite a escada é iluminada.

- O Castelo foi construído pelos britânicos em 1659 logo após a tomada da ilha. Serve como sede do governo, e mesmo que você não esteja em um tour, é possível dar uma olhada nas salas do Conselho. Os Arquivos e a Administração da ilha também estão localizadas no Castelo. Bem perto fica o Fórum, que é um belo prédio que vale a pena ser visto. Abriga tanto os magistrados quanto as cortes supremas.


- Fortificações foram construídas somente após a vinda de Napoleão no século 19. Aparentemente não havia nenhuma entrada (!), mas um belo portão em forma de arco foi construído, emoldurando o porto em uma direção e Jamestown na outra. Entrando em Jamestown é possível ver o brasão da Companhia das Índias Orientas Inglesas.

- A Igreja de Saint James é uma igreja escura dentro das fortificações de Jamestown e em frente ao Castelo. É a mais antiga igreja anglicana do hemisfério sul, construída em 1774.

- Casa de Longwood: fica no vilarejo de mesmo nome, foi a casa na qual Napoleão passou a grande maioria de seu tempo em Santa Helena e também onde ele morreu. Possui diversas alas e possui o tipo de mobiliário de quando ele morava lá, apesar de quase todos os originais terem sido levados para outros locais. A casa funciona como um museu e é mantida pelo governo francês. Fica em um terreno cheio de flores, e vale a pena guardar um tempinho para ver os jardins.


Onde comer: O melhor modo é cozinhar para você mesmo. Os visitantes que alugam um quarto ou uma casa irão ver que é fácil conseguir o que precisam e também divertido. Existem alguns poucos vegetais à venda nos dois mercadinhos de Jamestown. A organização também não parece ser o ponto forte dos habitantes da ilha. Geralmente o leite acaba ainda no navio, antes de sequer chegar à ilha. Não há o que temer, entretanto, pois existe grande variedade de comida nas duas pequenas lojas e um bom açougue. O peixe também é um ponto engraçado: apesar de estar no meio do Atlântico, o único tipo de peixe à venda é o atum.


Onde ficar: Uma ótima opção é ficar por conta própria. No site de turismo da ilha está disponível para download uma lista de pessoas que possuem quartos ou pequenas casas para locação. É um excelente modo de conhecer os nativos dos quais você aluga a casa e vivenciar um pouco de como é a vida na ilha. Existem, entretanto, três outras hospedagens 'tradicionais': o Consultate Hotel, o maior local de hospedagem da ilha. Possui um restaurante e um bar, e todos os quartos são suítes. A varanda da entrada é um ótimo lugar para se sentar e ver a vida passar em Jamestown; o Wellington House Hotel fica em um belo prédio georgiano localizado na rua principal de Jamestown. Os quartos são confortáveis e opções de alimentação podem ser inclusas. Os banheiros não são dentro dos quartos; também há o Farm Lodge, no interior da ilha. Fica nas terras altas em uma casa de fazenda do século 17 com várias antiguidades e comida maravilhosa. A vista é espetacular. Se você não estiver de carro, é um bom lugar para uma noite ou duas, mas pode ser um pouco isolado. Há um refrigerador de bebidas na sala de jantar o qual os donos dizem ter pertencido a Napoleão.


Como é o trabalho: Os turistas não devem ir para Santa Helena para trabalhar - é ilegal o trabalho remunerado em Santa Helena a menos que você tenha permissão de trabalho ou é empregado pelo governo do Reino Unido ou de Santa Helena. Os salários são baixos, em torno de um quinto do que é pago por um trabalho equivalente no Reino Unido. Um grande número de nativos trabalham fora da ilha no navio RMS Saint Helena, nas Ilhas Falkland ou em Ascensão. Fazem isso para ter uma renda um pouco maior.


Segurança: A ilha provavelmente é um dos lugares mais seguros do planeta. O crime é praticamente não-existente, apesar de haver uma cadeia com alguns detentos. Você pode se sentir confortável andando à noite em qualquer lugar da ilha. Não existem insetos ou animais de maior preocupação (com exceção dos escorpiões). O único item de segurança a ser levado em consideração é para aqueles que desejam fazer escalada.


Saúde: Enquanto não há nenhuma ameaça em particular à saúde na ilha (não há necessidade de nenhuma vacina em especial), você não vai querer ficar seriamente doente. Há um hospital com pessoal treinado disponível, entretanto, não há instalações para lidar com casos graves. Qualquer problema médico complicado é resolvido fora da ilha, e isso quer dizer que a distância é de no mínimo três dias, caso o navio esteja atracado em Santa Helena indo para Ascensão para que se pegue o avião. O mais provável é que se tenha que esperar por várias semanas pelo navio de volta para a Cidade do Cabo. É obrigatório que os visitantes tenham seguro médico que cubra o custo total de sua possível evacuação para seu país.


Contato com o mundo: Não existe rede de celular em Santa Helena. As telecomunicações são bem caras - não espere poder utilizar a internet por longos períodos de tempo. Existem locais com Wi-Fi no Hotel Consulate por R$ 16 a hora. Selos podem ser comprados do outro lado da rua em frente ao Hotel Consulate em Jamestown. O posto dos correios é famoso em todo o mundo entre filatelistas e traz uma quantia significativa de dinheiro para a ilha através da venda de selos de Santa Helena, Ascensão e Tristão da Cunha.


Vídeo:
Vídeo oficial do Turismo de Santa Helena.


domingo, 22 de janeiro de 2012

Ascensão



Nome oficial: Ascension Island
População: 940
Pertence ao: Reino Unido
Língua oficial: inglês

O que é: Ascensão é uma ilha que fica no meio do Oceano Atlântico sul. A ilha foi descoberta e nomeada pelos portugueses em 1501. Os ingleses tomaram o local em 1815 de modo a prevenir um possível resgate a Napoleão Bonaparte pelos franceses (ele estava preso pelos ingleses na ilha mais próxima, Santa Helena). Ascensão se tornou uma estação da Marinha britânica para o combate ao tráfico de escravos, permanecendo sob domínio das Forças Armadas até 1922, quando se tornou uma dependência de Santa Helena. Durante a Segunda Guerra Mundial, o Reino Unido permitiu que os Estados Unidos construíssem a Base Aérea Wideawake em Ascensão em apoio aos voos transatlânticos para a África e também para operações anti-submarinos no Atlântico Sul. Em 1982, Ascensão foi um local crucial para as forças britânicas durante a Guerra das Falklands, e ainda hoje é ponto vital para reabastecimento na ponte aérea do Reino Unido para o Atlântico Sul.


Como chegar: Turistas precisam de aprovação de entrada do gabinete administrativo, que deve ser pedida com antecedência. Também precisam ter seguro-saúde que cubra uma possível evacuação médica de emergência. É possível comprar uma passagem no voo charter militar a partir da base da Força Aérea Britânica Brize Norton, perto de Oxford, no Reino Unido. O preço médio da passagem de ida e volta sai por  R$ 2.500, reservados com pelo menos 28 dias de antecedência. Existem descontos para grupos e estudantes. De navio, o último navio postal britânico, o RMS Santa Helena, sai de Tenerife (Ilhas Canárias, Espanha) para Ascensão e continua para Santa Helena até Cidade do Cabo, na África do Sul (depois fazendo o trajeto de retorno, algumas vezes parando em Walvis Bay, Namíbia).


Andando por lá: Não existe transporte público em Ascensão, nem mesmo táxis. O Hotel Obsidian oferece aluguel de automóveis por R$ 54 o dia.

O que há para ver: Na cidade, Georgetown, existem dois fortes: Fort Hayes e Fort Thornton; parte da diocese da Cidade do Cabo, juntamente com Santa Helena, a Igreja Anglicana Sr. Mary foi construída no século 19 para ser a Igreja Naval. Nas paredes do interior da igreja pode-se ver muito da história local; turistas geralmente fazem caminhadas pelo Parque Nacional Green Mountain, onde há uma torre do relógio e um lago, Dew Pond. No alto da montanha, há uma caixa de correio.


O que fazer: A principal atração para visitantes é a pesca esportiva. Também há algumas praias e é possível nadar no oceano em algumas enseadas, como Comfortless Cove e English Bay. Long Beach, apesar de muito convidativa aos olhos, tem um repuxo muito perigoso e não é adequada para banho. Entretanto, é um deleite para os entusiastas da vida selvagem, uma vez que é lá onde as tartarugas-marinhas fazem seus ninhos. Existem algumas trilhas adequadas para caminhadas em direção às exuberante terras altas, assim bem como tubos de lava na encosta das montanhas para explorar. Em Ascensão é possível praticar o passatempo inglês do letterboxing - fazer uma caminhada até um local que possui uma 'caixa de correio' com um livro de registro e um carimbo.

Em Ascensão fica o que já foi chamado como 'o pior campo de golfe do mundo'. Localizado entre os vilarejos de Two Boats e Georgetown, o campo tem 18 buracos e as partes verdes na verdade são marrons, uma referência à areia e ao óleo utilizado para fazê-las. O restante do campo é feito de cinzas vulcânicas e rochas, o que acaba ocasionando jogos 'interessantes'.

As águas que cercam Ascensão são excelentes para o mergulho. Nos dias de hoje, entretanto, somente existem entusiastas de mergulho locais, sem Operação de Mergulho reconhecida. Alguns dos nativos frequentemente aceitam levar turistas que sejam experientes em mergulho com eles.


Onde comprar: O mercadinho e quase todos os outros pontos comerciais da ilha funcionam em horários muito estranhos: o posto de gasolina funciona às terças-feiras das 14h às 15h, por exemplo. Tenha cuidado de anotar todos os horários no primeiro dia. O Hotel Obsidian possui uma lojinha de souvenirs interessante com alguns bons livros e camisetas em estilo de férias.


Onde comer: Pelo fato de que tudo é importado, o custo da alimentação é muito alto na ilha. Se você tiver uma chance de sair para pescar com os nativos, provavelmente você voltará com um saco cheio de atum. Algumas vezes a comunidade faz peixe frito e o evento é aberto a todos. Existem muito poucos lugares para comer, com horários igualmente estranhos: The Restaurant, no Hotel Obsidian, em Georgetown. O café da manhã é servido das 7h30min às 9h, jantar das 19h às 20h30min. Para a janta, normalmente é necessário agendar. Há o Snack Bar, no Club Volcano na base americana, que serve fast food ao estilo americano. E o Tasty Tucker, também em Georgetown, na frente do prédio do governo de Ascensão. É um pequeno café de lanches rápidos, que só funciona das 9h da manhã até 13h. Existem quatro bares: um no Hotel Obsidian, outro em Georgetown, o Volcano Club na base americana e mais um no vilarejo Two Boats.


Onde ficar: Os turistas são acomodados através do Grupo Obsidian de Acomodação e Serviços Turísticos, que mantém um hotel (o Obsidian), dois hostels e dois chalés (para permanência mínima de sete noites). A diária varia em torno de R$ 123 para quarto single e R$ 216 para quarto duplo VIP. As diárias dos hostels e dos chalés ficam em torno de R$ 68 a R$ 136.


Contato com o mundo: Não existe rede de celular na ilha. Existe um hotspot de rede Wi-Fi no Hotel Obsidian (na recepção e no pátio) ao custo de R$ 27 o dia. O posto dos correios em Georgetown oferece uma ampla gama de itens filatélicos para venda, das três ilhas: Ascensão, Santa Helena e Tristão da Cunha. O envio aéreo de cartas é possível graças à base aérea.

Vídeo:
Viagem para Ascensão.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

El Calafate


Nome oficial: El Calafate
População: 6.410
Cidade da: Argentina
Língua oficial: espanhol

El Calafate é com certeza a joia da Patagônia argentina. Enquanto muitos passam pela cidade e ficam pouco tempo - visitam somente a geleira Perito Moreno e vão embora - a cidade possui muitos outros atrativos, uma gama enorme de passeios a serem feitos e, pasmem, a pequenina cidade no meio do deserto é um atrativo em si: casas bonitinhas, muitas lojas de souvenir... tudo pensado para o turista.

Como chegar: Assim como todas as principais cidades da Argentina, o que não importa é o tamanho, e sim a importância. El Calafate possui um aeroporto novo, com pista ampla e belíssima vista para o Lago Argentino, de um azul igualmente belo (formado a partir de derretimento de geleiras). Para o turista que provavelmente vem de Buenos Aires, existem diversos voos diários. Para quem vem de Ushuaia, durante a temporada de verão (outubro a abril) existem vários voos diários. Durante o inverno, somente um. A chegada por terra é longínqua. El Calafate fica quase que literalmente no meio do nada.


Andando por lá: O centro da cidade é muito pequeno e tudo está à mão. Há um centro de informações turísticas perto da entrada da cidade pela ponte. Para fazer os passeios, pode-se contratar passeios de dia inteiro com uma das inúmeras empresas ao longo da avenida principal, algumas lojas até alugam roupas próprias para caminhadas no frio e gelo. Se não quiser depender de um passeio pré-programado, alguns passeios são fáceis de serem feitos com um carro alugado (e um bom GPS!).

O que há para ver: Saindo da cidade, a principal atração é o Parque Nacional Los Glaciares, que abriga a geleira mais famosa do continente, Perito Moreno, sobre a qual podem ser feitas caminhadas, de médio percurso e longo percurso (bem cansativas, por sinal). Em contraponto com geleiras, há passeios pelas montanhas que circundam a cidade, onde a paisagem é desértica. Há cavalgadas, caminhadas, visitas a fazendas típicas da Patagônia, enfim... uma infinidade de opções.


Onde ficar: El Calafate, apesar de seu diminuto tamanho, oferece muitas opões de hospedagem, portanto não há o que temer. Desde hostels bem centrais até hotelaria cinco estrelas. O único cuidado a se ter é no caso de se ir no inverno, pois a maioria dos hotéis do local fecha devido ao fraco movimento. É bom checar antes se seu hotel preferido estará aberto. Para ficar em uma hospedaria tradicionalmente da Patagônia, há o Patagônia Rebelde, a poucas quadras da avenida principal de El Calafate. Cuidado também para verificar se seu hotel não fica perto do lixão que existe bem próximo à cidade. O vento contínuo que arrebata a pequena cidade espalha o lixo por muitos metros (e na frente de muitos hotéis).

Fato curioso: O local onde ficava o antigo aeroporto de El Calafate hoje é uma rua com casas e alguns hotéis. Hoje os carros utilizam a pista do aeroporto como uma imensa e larga avenida, fato único que dá uma sensação estranha, mas engraçada: uma cidade tão pequena com uma avenida tão enorme. Fica bem próximo ao centro e o crescimento de El Calafate por razões de aumento no turismo fez com que a cidade quase que literalmente 'engolisse' o aeroporto, criando essa situação.

Vídeo:
Vídeo institucional de El Calafate.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Pyongyang


Nome oficial: Pyongyang
População: 3.255.388
Capital da: Coreia do Norte
Língua oficial: coreano

Talvez a cidade mais fechada e mais proibida do mundo. Certamente uma das mais difíceis de se visitar. Não por problemas de locomoção, uma vez que (surpreendentemente) existe um aeroporto internacional com voos regulares para alguns destinos. Mas pela burocracia. A capital mundial do comunismo, praticamente uma ilha isolada do restante do planeta, é tão obscura que se torna item obrigatório para aquele que quer chegar ao extremo.

Pyongyang é a capital da República Democrática da Coreia, mais conhecia, obviamente, como a Coreia do Norte. A cidade fica às margens do Rio Taedong.

Como chegar: boa pergunta. Se conseguir passar por todas as restrições para conseguir um visto para entrar na Coreia do Norte (alguém duvidava que qualquer ser humano precisa de visto?), você pode chegar lá de avião. Quase todos os poucos turistas chegam de avião ou trem. Para o visto, basicamente, você não pode ser: 1) americano; e 2) jornalista de qualquer espécie. O Aeroporto Internacional Sunan é servido por voos regulares para Pequim e Shenyang, na China. Há também (supostamente) um voo semanal para Vladivostok, na Rússia, mas na realidade ele só decola quando existem passageiros o suficiente para lotar um antigo Tupolev Tu-134.

O aeroporto de Pyongyang não possui qualquer sistema de aproximação para pouso de aeronaves por instrumentos, então se o tempo está ruim, os voos são cancelados e até mesmo os aviões que se encontram já em voo retornam para seu ponto de origem. Isso acontece normalmente com os voos da Air China. Coincidência ou não, os voos da companhia aérea nacional norte-coreana, Air Koryo, parecem não ter problema para pousar. Então, se você quer ter certeza de que irá pousar, voe com a Air Koryo. Comprar as passagens em Pyongyang faz com que elas saiam pela metade do preço na Air China, e ainda 30kg de bagagem são permitidos gratuitamente.

Indo de trem, estrangeiros chegam no terminal principal de Pyongyang mas não devem se juntar com os coreanos, pois estrangeiros sairão por uma porta lateral da estação, nunca pela principal, após passar pela imigração, que nunca é muito movimentada (por que será?).


Andando por lá: os turistas na Coreia do Norte serão sempre acompanhados por um guia norte-coreano, ou mais de um guia, que irão dizer quais são os lugares que poderão ser visitados. Os estrangeiros sempre recebem na chegada um roteiro que será seguido durante sua estadia, o único modo de se visitar Pyongyang. O Governo dirá quais lugares estão autorizados a serem vistos. Fotografias ou filmagens só serão permitidas quando os guias disserem. O sistema de metrô é liberado para estrangeiros, e uma viagem custa o equivalente a somente R$ 0,05. O único inconveniente da utilização do metrô é que todas as estações ficam do lado oposto do rio onde residem todas as pessoas na capital. Estrangeiros podem pegar táxis, mas os norte-coreanos ficam geralmente muito nervosos com o fato de aceitar estrangeiros entrando em seus táxis. A única exceção são os que ficam no Hotel Koryo. Normalmente o motorista verificará com o hotel se ele poderá te levar no táxi.

O que há para ver: obviamente, enormes estátuas do líder-deus dos norte-coreanos, Kim Il-Sung, pai do atual ditador Kim Jong-Il. A maior estátua foi erigida pelo próprio Líder, e é provavelmente o primeiro lugar ao qual os guias o levarão. O normal é que todos os visitantes comprem flores para colocar aos pés da estátua. As flores custam entre R$ 6 a R$ 22. Outro lugar para se ver é o metrô. É o mais profundo do mundo, a 110 metros de profundidade. Por todo o lado existem enormes painéis socialistas, com cada estação feita para demonstrar um ideal diferente do regime. Há a Torre Juche, com 170 metros de altura, dedicada à filosofia Juche de Kim Il-Sung. Quase todos os museus na cidade demonstram a superioridade norte-coreana sobre os americanos, como navios capturados (USS Pueblo) e como o Museu da Guerra da Coreia, que possui uma coleção de todo tipo de artefato capturado dos Estados Unidos. Há um enorme Arco do Triunfo, maior do que o famoso de Paris e, finalmente, o enorme prédio de 105 andares no meio da cidade, o Hotel Ryugyong.


Como se portar: as excursões guiadas são o único modo de fazer qualquer coisa em Pyongyang. É muito raro que a um estrangeiro possa ser dado o direito de andar sozinho. Acima de tudo, tenha muito cuidado com fotografias. É tranquilo tirar fotos de palácios e monumentos, mas os coreanos odeiam que tirem fotografias deles, a menos que você tenha permissão primeiro. Se você chegar a um mercado de rua (como uma feira livre), muito provavelmente todos fugirão correndo (incluindo os vendedores), uma vez que sua existência é uma admissão tácita do fracasso de sua forma de socialismo. Mas não é sempre assim. A maioria dos coreanos sempre fica muito nervosa, então sorrir é sempre uma boa ideia. Você nunca deve tirar fotos dessas situações óbvias. Muito provavelmente você será preso e deportado. Uma inocente foto de um mercado para os ocidentais é uma situação muito séria para eles, politicamente falando. Não somente a foto mostrará as limitações do socialismo, mas uma eventual foto da 'abundância' de um mercado irá, para eles, levar com que cessem as ajudas internacionais de alimentos que o país recebe.

Existem muitos lugares para praticar tiro ao alvo, normalmente com cápsulas de ar. Os coreanos adoram ver os estrangeiros fazendo isso, uma vez que (sem o estrangeiro saber) eles estão mirando e atirando em fotos de americanos. De um modo mais cruel, você poderá atirar em galinhas vivas por mais ou menos R$ 5. Se você matar a galinha, poderá ficar com ela. Os estrangeiros podem utilizar a principal piscina pública nos sábados de manhã, assim bem como a pista de patinação no gelo no inverno. Tenha cuidado, pois se você tiver um acidente, os norte-coreanos não irão lhe socorrer, provavelmente por causa do medo de estar lidando com um estrangeiro. Houve casos de estrangeiros quebrarem a perna enquanto estavam patinando, e esperaram por horas no gelo até que outros estrangeiros no local tentaram os ajudar (isso se eles estiverem por perto)!


Passeios: talvez o principal passeio de dia inteiro seja Mangyongdae, o suposto local onde nasceu Kim Il-Sung, a 12km de Pyongyang. Algumas cabanas nas quais supõe-se que tenha nascido o Líder são a atração principal, e elas parecem bem novas para terem 100 anos de idade. Este subúrbio também contém um museu revolucionário, um parque e uma escola revolucionária para as crianças da elite. O zoológico de Pyongyang também é curioso, onde convivem tigres, cachorros e galinhas. As duas raças de cachorro coreanas (o mais claro é o norte-coreano e o mais escuro, o sul-coreano) são separadas por uma cerca de aço, e passam a maior parte do tempo latindo uns para os outros. As galinhas vivem em um ambiente de luxo - na realidade, suas jaulas são maiores do que as dos tigres, o que parece ser um pouco injusto.

Vídeo:
Passeio de carro pelas ruas de Pyongyang.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Voss



Nome oficial: Voss
População: 13.868
Cidade da: Noruega
Língua oficial: norueguês

Voss é uma pequena cidade no coração da região dos fiordes da Noruega, a capital de aventura do país. A cidade também é conhecida por ser um destino de inverno, com dois centros de esqui. Em Voss você estará cercado por rios, montanhas, fiordes e lagos.

Caso esteja planejando uma viagem para os fiordes da Noruega, pode considerar Voss como sua base inicial. A partir de Voss pode-se chegar aos mais conhecidos fiordes, o Sognefjord e o Hardangerfjord, em menos de uma hora. A cidade possui uma longa história, tendo até hoje uma igreja de pedra do século 12 de pé no centro. Por mais de 200 anos, Voss vem recebendo turistas de diversos países. Os turistas chegam para apreciar as indescritíveis paisagens - ver montanhas até não poder mais, geleiras e fiordes próximos à cidade, lagos e rios de águas brancas.


Como chegar: é fácil chegar a Voss a partir das maiores cidades da Noruega - Oslo e Bergen. Indo de trem, são 5 horas e meia de Oslo ou somente uma hora de Bergen. De avião, pode-se voar até Bergen, que possui chegadas de voos diretos de vários pontos da Europa, como Amsterdã, Frankfurt, Copenhagen, Londres, Estocolmo ou Reykjavík. Mas o recomendável é realmente pegar o trem a partir de Oslo. A ferrovia Oslo-Bergen é considerada uma das mais bonitas do mundo, onde pode-se observar paisagens verdes no verão e geleiras nas paradas que o trem faz, como nos vilarejos de Ustaoset e Finse, que ficam no alto das montanhas norueguesas, entre a capital e os fiordes.

O que há para ver: as atrações são as mais diversas, especialmente pela mudança de paisagem que ocorre entre inverno e verão. A Stalheimskleiva é uma das estradas mais íngremes da Europa, construída entre 1842 e 1846. A estrada é completamente feita em ziguezague, com 13 curvas de dar arrepios. Do alto dela pode-se ver o vale onde começa o Nærøyfjorden, chegando-se ao vilarejo de Gudvangen, ponto de partida dos navios que cruzam os fiordes até outras pequenas cidades ou até Bergen. Também no caminho pode-se ver enormes cachoeiras. Por falar em cachoeiras, em Voss há a Tvindefossen, com 152 metros de altura. Para chegar até ela existe uma trilha que leva até o topo. No inverno, existem resorts especializados na prática de esqui, alguns com tours guiados pelas colinas no entorno da cidade. No verão, pode-se fazer rafting nas corredeiras, com o acompanhamento do Centro de Rafting de Voss.


Onde ficar: a cidade pode ser pequena, mas existem inúmeras opções de hotelaria. O Hotel Fleicher, por exemplo, ao lado da estação ferroviária, no passado foi visitado pela nobreza e pela realeza da Noruega. Hoje o hotel combina modernidade para o turista incorporadas à construção antiga de forma bem natural. Para o verão, o bom é ficar no pequeno centro de Voss mesmo. No inverno, escolha um dos resorts especializados em atividades de inverno para poder aproveitar os passeios.

Dica: não deixar de visitar o lago Vangsvatnet, que fica bem no centro da cidade, a algumas quadras da rua principal e da igreja. É uma paisagem belíssima que vale muitas fotografias. Porém, mesmo no verão, o tempo em Voss pode virar de repente. É sempre bom levar um bom casaco contra chuva e vento. Mas nada que faça estragar a experiência única que é visitar esta pequena joia dos fiordes.

Vídeo:
Um pouco do passeio Norway in a nutshell, o mais sucinto e completo da região dos fiordes e Voss.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Tokelau



Nome oficial: Tokelau
População: 1.416
Pertence a: Nova Zelândia
Língua oficial: tokelauano e inglês

Tokelau é o conjunto de três atóis, ou seja: uma faixa de terra com água do lado de fora e também do lado de dentro. O principal dos três, onde se localiza o maior vilarejo, se chama Nukunonu. Os outros dois são Fakaofo e Atafu. A faixa de areia que os compõe varia entre 90 metros até 6km de comprimento, mas a largura de Tokelau não passa dos 200 metros. O ponto mais alto de Tokelau não ultrapassa os cinco metros de altura, o que faz com que o país seja vulnerável aos efeitos do aumento do nível do mar.

Tokelau é quase uma entidade à parte no sul do Oceano Pacífico. A vida é pacata no país. Não existem grandes lojas, hotéis, restaurantes ou bares, somente inúmeros côcos, areia, sol e um povo alegre e amigável. É com certeza um dos lugares mais intocados da Polinésia.


Clima: a média de temperatura é de 28°C, com pouca variação. A precipitação de chuva é irregular mas muito forte. Tokelau fica bem ao norte da zona de furacões, mas algumas vezes o país é varrido por furacões entre novembro e março.

Governo: Tokelau é uma dependência da Nova Zelândia e o administrador das ilhas é indicado pelo Ministro das Relações Exteriores e Comércio da Nova Zelândia e reside em Wellington. Especificamente para tratar de assuntos relativos ao país, a Nova Zelândia mantém um escritório em Apia, Samoa - o Tokelau-Apia Liaison Office. O administrador é representado em cada ilha por um faipule (chefe), que é eleito localmente a cada três anos. Todos os três atóis possuem um pulenku (prefeito), também eleito para um mandato de três anos, que dirige as atividades dos nuku (vilarejos). Cada ilha possui um taupulenga (conselho), consistido de anciãos da ilha ou chefes de família.

Fato curioso: apesar de a Nova Zelândia ter dado a oportunidade para os tokelauanos serem independentes, eles rejeitam a independência do país a cada plebiscito realizado.


Economia: Tokelau recebe mais de 8 milhões de dólares neozelandeses por ano como apoio. Este apoio é quatro vezes maior do que o total de riqueza produzida pelo país, e as exportações de Tokelau são nulas, consistindo tão somente de artesanato. Entretanto, Tokelau ganha alguns milhares de dólares todos os anos através da venda de selos postais e moedas para colecionadores. Na prática, os 200 postos de trabalho provisionados pelo governo da Nova Zelândia são a única fonte de renda regular em Tokelau. Todas essas dificuldades fazem, a cada ano que se passa, mais nativos do país a emigrarem para ilhas vizinhas ou até mesmo para a Nova Zelândia.

Costumes: Se as pessoas lhe convidarem para ir lhes prestar uma visita para tomar um café ou comer algo, recuse educadamente, dizendo que você acabou de comer. Estes convites são geralmente só uma forma de cumprimento, quando na verdade quem lhe convidou não tem em casa nem o que acabou de te oferecer. Caso um estrangeiro fique na casa de um local, deve acompanhar os donos da casa à igreja no domingo. Os flertes são comuns. Se você se sentir atraído, somente mencione o fato para os amigos dele/dela, e a fofoca irá chegar até os ouvidos certos. As mulheres são loucas por bingo e ficam acordadas até a madrugada jogando.


Como chegar: o serviço regular de hidroavião foi suspenso em 1983 e, desde então, o único jeito de se chegar a Tokelau é no simples barco MV Tokelau, que sai de Apia, na Samoa, para os três atóis duas vezes por mês. Demora em torno de dois dias para se chegar à primeira ilha e de sete a nove dias para fazer a viagem de ida e volta completa. O navio geralmente fica sem provisão de comida no retorno. Não é uma viagem para os fracos: no MV Tokelau a maioria dos passageiros viaja no convés e cada centímetro disponível é ocupado com tokelauanos e seus pertences. Reze para viajar a favor do vento, porque contra o vento o barco sacode muito e o cheiro de diesel contamina o ar. Quando o barco chega, há muita festa em Tokelau. Fora isso, existe somente uma empresa no mundo que faz uma saída turística em um veleiro, uma vez por ano, para 9 pessoas por vez, por em torno de 2 mil dólares a viagem de ida e volta.

Onde ficar: a um minuto de caminhada da única loja de Nukunonu estão os únicos dois hotéis de Tokelau, o Luana Liki Hotel e o Falefa Resort, com preços muito acessíveis e com todas as refeições incluídas na diária.

Contato com o mundo: em 1997, Tokelau se tornou o último país do mundo a ser conectado com o resto do planeta por telefone via satélite. Em cada atol, há um local público onde a internet pode ser utilizada.

Vídeo:
Passeio de barco no atol Nukunonu, Tokelau.

Svalbard



Nome oficial: Svalbard
População: 2.572
Pertence a: Noruega
Língua oficial: norueguês


Svalbard é um arquipélago bem desconhecido, no Oceano Ártico, a meio caminho entre a Noruega e o Pólo Norte. De fato, o conjunto de ilhas pertence à Noruega. Desconsiderando algumas bases militares existentes dentro da área do Círculo Polar Ártico, Svalbard é local onde existem os locais habitados pelo homem mais ao norte do planeta. Fica mais ao norte do que qualquer parte do Alaska, por exemplo. Se você acha que locais como a Islândia ficam quase no pólo, ainda não conhece Svalbard. A maior ilha é Spitsbergen, onde fica a capital, Longyearbyen. A capital de Svalbard é a cidade com mais de mil habitantes mais ao norte da Terra. 




Como quase todos os lugares ao norte do planeta, Svalbard foi descoberta pelos vikings no século 12. A primeira viagem de um europeu que encontra-se escrita é a dos dinamarqueses, em 1596, que desceram em Spitsbergen pela primeira vez. O litoral do arquipélago serviu por muitos anos como base para pesca de baleias, e a soberania da Noruega na região foi reconhecida somente em 1905. Apesar disso, os russos continuam a povoar partes das ilhas. 




Fato curioso: um tratado ainda em vigor diz que qualquer vestígio de presença humana anterior a 1946 deve permanecer intocado, incluindo objetos soltos. Por essa razão, a área no entorno de Longyearbyen está repleta de 'lixo' - artefatos interessantes, incluindo equipamentos de mineração não mais em uso, pedaços de cordas, pás etc.




Clima: os verões em Svalbard são frios (a média de temperatura em julho é de 6,1°C) e os invernos, extremamente frios, como haveria de se pensar (média em janeiro: -15,8°C), com o agravante de ser um local com muito vento, o que faz a sensação térmica ser de ainda mais frio.




Quando viajar: normalmente os turistas vão na curta temporada de verão (junho a agosto), quando o sol está no céu 24 horas por dia e não é tão insuportavelmente frio do lado de fora. Entretanto, o 'inverno leve', de março a maio, também é procurado, pois ainda há sol e neve ao mesmo tempo, sendo um local popular para esportes de inverno. O maior chamativo de Svalbard com certeza é esse: o sol nunca se põe no verão, o sol nunca nasce em determinada época no inverno. Os dias se confundem totalmente. É impressionante: de 20 de abril a 23 de agosto, o sol nunca se põe. De 26 de outubro a 15 de fevereiro ocorre o que se chama de noite polar, ou seja, o sol fica abaixo do horizonte 24 horas por dia.




Como chegar: o maior aeroporto das ilhas fica em Longyearbyen, e a SAS (Scandinavian Airline Systems) possui voos regulares a partir de Oslo e Tromsø. São 4 horas e meia de voo de Oslo, a um custo médio de US$ 150 a US$ 350 dólares cada voo e, de Tromsø, somente uma hora e meia, a um custo médio entre US$ 100 a US$ 300 cada voo.




O que há para ver: a maioria dos visitantes a Svalbard vão para fazer parte da experiência única que é estar na natureza do Ártico. As ilhas possuem geleiras intocadas e montanhas surpreendentes, mas também ursos polares, um veado de pernas curtas peculiar, raposas polares, baleias, focas e morsas. Svalbard também é conhecido pela sua enorme variedade de pássaros. 




Durante o curto verão, a neve que derrete nas partes mais baixas das ilhas dá espaço a vastos campos de vegetação tundra, algumas vezes pontuada por delicadas flores. É bom notar que, apesar de ser tecnicamente possível preparar sua própria excursão enquanto estiver em Svalbard, a falta de infraestrutura, a necessidade de carregar (e saber como utilizar) um rifle fora dos vilarejos, bem como a hostilidade do ambiente mesmo durante o verão faz ser necessário planejar atividades pré-programadas com guias profissionais. As atividades podem ser agendadas pela internet ou em Longyearbyen.




Longyearbyen possui alguns museus e a igreja mais ao norte do mundo. Algumas outras atrações são os vilarejos da época soviética de Barentsburg, que ainda estão em funcionamento, e Pyramiden, abandonado nos anos 1990. Curiosamente, em Svalbard também se encontram as duas estátuas de Lenin mais ao norte do planeta. Ambas podem ser visitadas através de um cruzeiro ou de snowmobile, saindo de Longyearbyen.




Custo de viagem: pode-se classificar Svalbard como um lugar terrivelmente caro. Já a Noruega é conhecida por ter um alto custo de vida. Se lá já é caro, em Svalbard é ainda pior. A hospedagem em hotéis familiares baratos (guesthouses) fica em torno de R$ 140 a noite e se você for comer em algum restaurante, não sai por menos de R$ 30 a alimentação mais simples. Comparativamente a isso, os passeios turísticos (como trekking ou andar de caiaque) não custam tão caro assim: a partir de R$ 140 para os simples. Já os passeios que exigem equipamentos, mais complexos, podem chegar a mais de R$ 280.



Um modo de cortar despesas é acampar e, literalmente, se virar trazendo todos os suprimentos necessários de onde você veio (geralmente da Noruega continental). Entretanto, há um mercado completo em Longyearbyen. Comidas congeladas ou secas custam em média o mesmo que na Noruega, até mesmo mais baratos. Já alimentos perecíveis, uma vez que chegam ao arquipélago através de voos fretados, são mais caros. As especialidades locais em termos de alimentação são a foca e o veado selvagem, servidos nos restaurantes de Longyearbyen.


Uma excelente notícia é que Svalbard é considerado uma área duty-free. Desse modo, bebidas alcoólicas, roupas de esporte etc. são muito mais baratos do que no continente.




Onde ficar: apesar de tudo o que falei, existem boas opções de hospedagem, mas somente em Longyearbyen. Existem campings, guesthouses e também hotéis de luxo. Barentsburg e Ny-Ålesund também possuem um hotel em cada vilarejo.


Contato com o mundo: celulares GSM e 3G funcionam nos principais vilarejos de Svalbard. A internet em Svalbard é top de linha, uma cortesia da NASA que alugou os cabos de fibra ótica submarinos para experimentos. Longyearbyen também possui vários locais para uso da internet.


Vídeo:
A cidade-fantasma soviética de Pyramiden, em Svalbard.