terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Baku


Nome oficial: Bakı
Capital do: Azerbaijão
População: 2.212.000
Idioma: azeri

Baku também é conhecida como Bakı ou Baky. É a maior cidade da região do Cáucaso e a capital do Azerbaijão. Baku fica na costa do Mar Cáspio, na península Absheron. A cidade possui três grandes subdivisões: İçəri Şəhər (cidade antiga), a cidade construída pelos soviéticos, e a parte mais nova da cidade. A população passa dos dois milhões. Em 2012, a cidade ganhou mais notoriedade por sediar o Eurovision Song Contest, após o país ter vencido o mesmo no ano anterior na cidade de Düsseldorf, Alemanha.


Como é o clima lá?
Um fato curioso sobre Baku é que a temperatura média anual da cidade (14,2°C) é exatamente a mesma temperatura média de todo o planeta, até mesmo na casa dos decimais. Os verões são quentes e úmidos, os invernos um pouco frios, com chuva e vento. Entretanto, as variações de temperatura não são tão grandes quanto em outros pontos da Terra nesta mesma latitude (40°N), devido ao Mar Cáspio.


Como chegar lá?
O Aeroporto Internacional Heydar Aliyev serve a cidade de Baku, situado a 25km do centro. Várias companhias aéreas de grande porte voam para lá; do Brasil os dois melhores modos e mais rápidos de se chegar a Baku são: pegar um voo da Qatar Airways para Doha (Qatar) e fazer conexão direta para Baku, ou então um voo da Turkish Airlines para Istambul (Turquia) e fazer também conexão direta. Outras grandes empresas que voam para lá são a Aeroflot (Rússia), Austrian Airlines (Áustria), BMI (Reino Unido) e Lufthansa (Alemanha). Os voos mais baratos, dentro da Europa, são os da Aeroflot, partindo de Moscou (Rússia). A Air Baltic também oferece voos com bons preços (saindo de Riga, na Letônia).


Existe algum jeito de se chegar lá de trem?
Sim e não. É um assunto complexo, e aqueles que gostam de viajar de trem terão um pouco de problemas para chegar no Azerbaijão dessa forma. Existem trens (daqueles com cabines) que saem da Rússia e Ucrânia regularmente. De Moscou são 60 horas e três saídas por semana, por exemplo. Uma vez por semana há uma saída de São Petersburgo (Rússia), com duração de 70 horas. Outras cidades possuem frequências menores, como Novosibirsk (80 horas) e Yekaterinburg (75 horas). Saídas de Kiev (Ucrânia) ocorrem todos os sábados. Em algumas ocasiões há saídas da Bielorrússia, das cidades de Brest (81 horas) com parada na capital, Minsk (76 horas de Baku). Mas então: a fronteira entre a Rússia e o Azerbaijão é fechada para aqueles que não são cidadãos de um dos países da CEI (Comunidade dos Países Independentes), ou seja, as antigas nações do bloco soviético. Dessa forma, nada do dito acima vale para brasileiros.


Mas existe um jeito. Os estrangeiros podem pegar um trem de uma noite em Tbilisi, capital da Geórgia, país vizinho ao Azerbaijão. Os trens partem três vezes por semana e a jornada dura 17 horas. O trem faz paradas em Lankaran, Sheki, Xachmaz e Ganja (todas no Azerbaijão). Além disso, os trens domésticos no Azerbaijão são muito baratos, custam menos do que uma noite de hostel. De ônibus, existem linhas internacionais para o Irã, Turquia, e também a partir de Tbilisi. Microônibus conectam os principais pontos do país também. Por último, não é uma alternativa recomendada, mas fica aqui somente para declarar que existe: existem ferry boats internacionais para se chegar ou sair de Baku, pelo Mar Cáspio, mas são infrequentes e saem em dias irregulares, aproximadamente a cada 7 ou 10 dias. Os barcos vão para a Rússia, Irã, Cazaquistão e Turcomenistão. Em alguns desses barcos não há comida ou qualquer conforto para passageiros.


E como andar pela cidade?
Baku é uma ótima cidade para se andar de bicicleta. Com exceção da parte mais alta da cidade, as outras regiões são bem planas, incluindo o centro e a cidade antiga. Entretanto, a cidade não possui ciclovias e as bicicletas se misturam pelas ruas estreitas. Existe um serviço de aluguel de bicicletas chamado MyBike. É necessário um bom cadeado. E existe burocracia, acredite. É bom levar o passaporte e dados do hotel. Bom, e o metrô é o modo mais barato de se locomover em Baku. Funciona como um metrô normal, com um cartão onde você carrega os créditos. Os funcionários normalmente são receptivos com turistas (normalmente quando falam em azeri ou russo, vá lá) mas existem relatos de pessoas que foram presas quando estavam tirando fotos das estações do metrô. Tome cuidado então.


Então precisa falar a língua deles?
É aconselhável. O inglês e o russo são falados em vários locais em Baku, mas o melhor é levar um livrinho com frases de comunicação básica em azeri e treinar um pouco de azeri (ou turco e/ou russo) antes de ir. Entretanto, em torno de 80% da população ao menos entende russo, e em torno de metade da população com menos de 35 anos fala pelo menos um pouco de inglês. Na maioria das lojas, restaurantes e bares provavelmente não haverá muito problema em se comunicar em inglês.


O que tem pra se ver por lá?
Existem muitos lugares interessantes para se visitar dentro da fortaleza de Baku, a Cidade Antiga, patrimônio da UNESCO, que podem ser vistos a pé em um dia: o Palácio de Shirvan Shahs, da Idade Média, considerado o principal atrativo turístico em conjunto com a Giz Qalasi, uma torre misteriosa e excêntrica construída entre os séculos 7 e 12. Fora da cidade, existe o Templo Atashgah do Fogo e Yanar Dagh, uma montanha que está continuamente pegando fogo por mil anos. As reservas de gás na montanha asseguram que o fogo permaneça aceso mesmo quando chove!


Do que eles vivem?
A maior indústria de Baku é a do petróleo, e as exportações de petróleo contribuem muito para o orçamento do Azerbaijão. Sabe-se da existência do petróleo na região desde o século 8. No século 10, um viajante árabe, Marudee, contou que tanto petróleo negro e branco estavam sendo extraídos de Baku. No século 15, óleo para lamparinas era cavado com as mãos no chão. A exploração comercial começou em 1872, e já no início do século 20 os campos de petróleo de Baku eram os maiores do mundo. No final do século 20, grande parte das reservas em terra firme se extinguiram e as perfurações começaram no mar. Durante o século 19, muitos trabalhadores e especialistas foram para Baku. Em 1900 a cidade possuía mais de 3 mil poços de petróleo, sendo que dois mil desses produziam o produto a nível industrial. Antes da Segunda Guerra Mundial, Baku era um dos principais centros de produção de petróleo no mundo. A Batalha de Stalingrado ocorreu para determinar quem teria controle sobre os campos de petróleo de Baku. Cinquenta anos antes da guerra, Baku produzia metade do suprimento de petróleo de todo o mundo.


Como é a infraestrutura para os turistas e a segurança?
Baku é considerada uma cidade segura, mas é claro que bom senso é encorajado como em qualquer cidade grande. Os mendigos não abordam ou atacam as pessoas e não existe problema algum em ficar próximo deles. O grande problema de Baku é o trânsito, direção perigosa. Muitos motoristas não obedecem as leis de trânsito e realmente aceleram.


Baku é um dos destinos mais importantes do cáucaso; os hotéis na cidade lucraram 7 milhões de euros em 2009. Muitas redes de hotéis internacionais estão presentes na cidade. Baku possui muitos locais populares para os turistas, o mais novo sendo inaugurado em 2010, a Praça da Bandeira Nacional, tornando Baku o local com o mais alto mastro de bandeira do mundo, de acordo com o Guinness. Baku possui vários shopping centers, lá existindo lojas de várias redes conhecidas e de grifes. A cidade é listada como a 48ª mais cara do mundo (na lista de 2011). A rua Nizami é uma das mais caras do planeta.

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