terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

San Marino


Nome oficial: Serenissima Repubblica di San Marino
População: 31.887
País da: Europa
Idioma: italiano

O que é: San Marino é o terceiro menor país da Europa (após o Vaticano e Mônaco), e reivindica ser a mais antiga república do mundo. De acordo com a tradição, foi fundado por um pedreiro cristão chamado Marinus em 301 d.C. A política externa de San Marino é alinhada com a da Itália, que cerca o país por todos os lados. As tendências sociais e políticas na república tendem a acompanhar a de sua vizinha.


Entenda: San Marino é a república mais antiga do mundo e o terceiro menor Estado da Europa. Fica a 657 metros acima do nível do mar, com uma vista espetacular do interior à sua volta e da costa do Mar Adriático, ficando a somente 10 km da cidade italiana de Rimini. A lenda diz que o fundador de San Marino, um pedreiro que veio da ilha de Rab na Dalmácia, escalou o Monte Titano e encontrou uma pequena comunidade de cristãos, perseguidos por causa de sua fé pelo imperador Diocleciano.

San Marino é composto de algumas cidades espalhadas pelas montanhas. A capital de San Marino também se chama San Marino e fica situada no topo de uma alta montanha. A capital é cercada por uma muralha e três torres distintas inspecionam o restante do país. O local "San Marino: Centro Histórico e Monte Titano" se tornou Patrimônio Mundial da UNESCO em 2008. As cidades que cercam a capital são mais industriais e geralmente não tão atraentes quanto a cidade principal. San Marino é 20 vezes maior que Mônaco e metade do tamanho de Liechtenstein.


Como chegar: San Marino possui fronteiras abertas, mas os estrangeiros que forem ficar mais de 20 dias no país devem obter permissão do governo. De avião, não é possível chegar, pois San Marino não possui aeroportos. O aeroporto de maior porte mais próximo fica em Rimini (Itália). Existem outros aeroportos também em Ancona, Bolonha e Forlì. De trem, também não é possível chegar, pois San Marino não possui estações ferroviárias. A estação de trem mais próxima também fica em Rimini. Entretanto, de carro, você não terá qualquer tipo de problema - as fronteiras são abertas e não há qualquer tipo de controle. Quase todo o estacionamento no país é gratuito.

De ônibus, o número 72 sai de Rimini para San Marino diariamente em intervalos regulares. Uma passagem de ida e volta custa em torno de R$ 18. Esse ônibus pode ser tomado logo do lado de fora da estação de trem de Rimini.


Andando por lá: Quando você estiver dentro da cidade murada, simplesmente ande. Ela é bem pequena e tudo pode ser feito à pé. Somente em algumas ruas é permitido o tráfego de carros (e somente se eles forem pequenos).

Falando: As pessoas de San Marino falam um italiano muito claro. Também, devido a grande densidade de turistas russos, em muitas lojas e restaurantes as pessoas falam russo. Mas com o inglês você conseguirá se virar muito bem por lá.


O que ver: Você poderá ver duas das três torres (que estão inclusive na bandeira de San Marino), comprando o "Cartão Vermelho" por R$ 10. O "Cartão Amarelo" (R$ 6,90) lhe permite ver somente uma das torres. Você não pode entrar na terceira torre (uma vez que parece sequer ter uma entrada!). Simplesmente ande pela cidade. As ruas estreitas são cheias de surpresas. As calçadas sobem e descem os morros de um modo muito interessante, convidando à exploração.

O que fazer: Carimbe seu passaporte no centro de informações turísticas. É um souvenir excelente, eles colam um selo de que a taxa de visto foi paga e carimbam em cima (R$ 11).


Compras: San Marino utiliza o euro. Apesar de não fazer parte da União Europeia, San Marino (assim como Andorra, Kosovo, Mônaco, Montenegro e o Vaticano), utilizam o euro como moeda corrente. Várias lojas em San Marino vendem armas, como espadas. Também o que os turistas costumam buscar são as moedas de euro com os símbolos de San Marino na parte de trás. Você pode consegui-las somente comprando coisas no país e recebendo o troco, ou comprar o conjunto completo nas lojas. Os preços de algumas coisas, como câmeras e pilhas são mais baratos em San Marino do que na Itália. Isso se dá em parte porque em San Marino você não precisa pagar o imposto de compra VAT (20%) que é pago na Itália.


O que comer: Obviamente pratos italianos, como lasanha, espaguete à bolonhesa, gelato (sorvete italiano) e tudo o mais que você encontraria na Itália, encontrará em San Marino. Os supermercados em San Marino são poucos e longe um do outro.

O que beber: A cerveja local é muito saborosa. Bebidas destiladas também são encontradas com facilidade, especialmente limoncello, uma bebida de limão. Experimente o vinho produzido no país e também o café que, assim como seu vizinho italiano, é saborosíssimo.


Onde ficar: Apesar de San Marino possuir alguns hotéis, o resort à beira-mar de Rimini possui bem mais opções e são provavelmente mais baratas. Entretanto, recomenda-se o Grand Hotel San Marino, no alto do Monte Titano, perto da Rocha e do centro antigo da cidade. Com uma caminhada de poucos minutos, você se sentirá imerso na rica cultura e história dessa cidade ao ficar aqui.

Segurança: San Marino é um lugar muito seguro. Assim como em qualquer outro lugar que atrai turistas, fique atento a batedores de carteira. Não há violência.


Saúde: Não há com o que se preocupar durante sua estadia em San Marino em termos de saúde pública. Se você ficar doente, o procedimento é o mesmo de toda a União Europeia, apesar de que para problemas mais graves, o doente será provavelmente transferido para Rimini.

Respeito: San Marino é um país muito orgulhoso e deve ser observado sob esse aspecto. Seja respeitoso ao tirar fotos com os guardas, um sorriso é aceitável, mas gestos e caras engraçadas não são bem tolerados. É muito ofensivo se referir a eles como "italianos" - não é que eles não gostam dos italianos, mas são muito orgulhosos de sua independência.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Parque Nacional Vatnajökull


Nome oficial: Vatnajökulsþóðgarður
População: indefinida
Parque Nacional da: Islândia
Idioma: islandês, inglês

O que é: O Parque Nacional Vatnajökull, na Islândia, é o maior parque nacional da Europa. O parque foi fundado em 7 de junho de 2008 e inclui os antigos parques nacionais de Skaftafell e Jökulsárgljúfur. Possuindo 12 mil km², o parque cobre em torno de 12% da superfície da Islândia. O parque abriga a montanha mais alta do país (Hvannadalshnúkur), a maior geleira (Vatnajökull), e a cachoeira mais forte da Europa (Dettifoss).


Entenda o local: O parque se localiza no lado oeste de Vatnajökull - a maior geleira da Europa. Skaftafell é o nome da colina que passa por um dos braços da geleira e entre as montanhas. Há um centro de visitantes (aberto até as 16:00) e um local para acampamento (abre a partir de meados de maio) com todas as amenidades e acesso a deficientes.


História: Skaftafell é mencionada logo no início da Saga de Njál (uma saga popular islandesa). O local abriga uma das terras mais férteis do país e também possui uma extensa história de fazendas. Infelizmente, também possui uma enorme história de grandes enchentes, quando os vulcões sob a geleira Vatnajökull causam grandes derretimentos e as enchentes (chamadas de jökulhlaup) invadem a região mais baixa. Como consequência, os fazendeiros abandonaram suas prolíficas fazendas nas planícies baixas e se mudaram para terras mais altas.


A Paisagem: Planícies, rios, areia negra, uma geleira enorme, algumas montanhas pitorescas, colinas, cachoeiras, areia movediça e muita tranquilidade. Assim é o Parque Nacional Vatnajökull. A Skaftafell é a montanha onde os fazendeiros ficaram para evitarem as enchentes da enorme geleira. Existem várias trilhas bem demarcadas para subir no local, a partir de onde você pode ter uma vista das geleiras, lindas cachoeiras e uma mistura de fauna e das aves locais. O ponto mais alto da colina tem 600 metros e a trilha é feita em duas horas, aproximadamente. Um dos pontos altos da trilha é a Svartifoss (Cachoeira Negra), com impressionantes colunas naturais feitas de blocos de basalto em torno da queda d'água.


Clima: O lado leste da Islândia, onde o parque fica, é o que menos recebe chuva no país. Consequentemente, essa região ao nível do mar é considerada o "deserto inferior" da Islândia (sandur), e o deserto mais alto fica ao norte, na região do Lago Mývatn.


O que fazer: De janeiro a março, contrate um serviço guiado para esquiar na montanha mais alta da Islândia, Hvannadalshnúkur; faça uma caminhada pelas trilhas subindo Skaftafell para ver as cachoeiras e outras vistas panorâmicas impressionantes; A empresa Glacier Guides oferece passeios, caminhadas no gelo e escalada no gelo no entorno de Skaftafell; os únicos guias certificados na Islândia são os Bergmenn Mountain Guides, que oferece subidas guiadas em vários locais do Parque Nacional Vatnajökull; a Adventure Tours on Vatnajökull oferece passeios de snowmobile, safáris em superjipes, escaladas no gelo, caminhadas e navegação entre os icebergs na lagoa glacial de Jökulsárlón (facilmente acessível através da Rodovia 1, a principal estrada do país).


O que comer: Há um pequeno local na estrada, a cerca de 5 km de distância do parque, em frente ao Hotel Skaftafell. A comida é boa e o preço, razoável - mas as opções são limitadas. Há também um minimercado no local, onde você pode comprar de tudo, desde chá até sabonete, mas a preços altos.


Onde ficar: Há uma guesthouse, o equivalente islandês às pousadas brasileiras (só que com banheiros compartilhados), chamada Bolti Farmhouse. Porém, geralmente quem se aventura nas terras geladas do Parque Nacional Vatnajökull por mais de um dia, prefere acampar. Existe um local grande para acampamento que abre do final de maio a 1º de setembro e é muito movimentado durante os meses de verão. Não há barracas para aluguel.


Segurança: Permaneça nas trilhas e não se aventure sobre a geleira sem um guia. O perigo de morte é maior do que se imagina.

Vídeo:
Filme em timelapse da lagoa glacial Jökulsárlón, um dos atrativos turísticos mais visitados na Islândia, que fica à beira da geleira Vatnajökull. Belas imagens também da aurora boreal.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Minsk


Nome oficial: Мінск, Минск
População: 1.836.808
Capital de: Belarus
Idioma: bielorrusso, russo

O que é: Minsk é a capital e maior cidade de Belarus. De 1919 a 1991 foi a capital da República Socialista Soviética da Bielorrússia. É também a capital da CEI (Comunidade dos Estados Independentes). A cidade foi 80% destruída durante a Segunda Guerra Mundial e nos anos 1950 foi reconstruída de acordo com o gosto de Stalin. Grandes prédios em monobloco enormes soviéticos compõem muito do cenário da cidade. Por essa razão, Minsk é um lugar ótimo para aqueles interessados na União Soviética e que se interessam por vê-la praticamente viva. Inglês raramente é falado e o turismo não é prioridade alguma em Minsk. É aconselhável aprender algumas frases importantes em russo (que é a língua utilizada mais comumente, apesar de bielorrusso ser entendido e falado também).


Como chegar: O tamanho da bitola das ferrovias é diferente na Polônia e em Belarus, então prepare-se pra esperar bastante a readequação das mesmas caso vá de trem para Belarus. Entretanto, se você chegar a partir de Kiev ou Lviv (Ucrânia) e Moscou (Rússia), não precisará se preocupar com isso. E ainda como bônus, os preços em Belarus são muito mais baratos do que nos outros países da CEI. De ônibus, existem várias linhas que saem de Vilnius (Lituânia) para a estação de ônibus Avtovokzal Vostochniy em Minsk. A estação de ônibus não fica perto do centro, mas você pode tomar um táxi pelo equivalente a R$ 2,10. Entretanto, o ônibus é demorado e fica parado em torno de uma hora e meia na fronteira.


Voos internacionais chegam no Aeroporto Nacional de Minsk, a 37 km da cidade. O terminal é impressionante visto de fora, mas seu interior e infraestrutura são exemplos ideais do design pobre da União Soviética. Para o embarque, você precisa passar por um controle de segurança muito demorado antes de ser permitido o check-in. Chegar à cidade por transporte público é uma tarefa difícil. O aeroporto é servido por linhas de ônibus regulares que passam a cada 45-60 minutos dos terminais Moskovsky e Vostochny. O ponto de ônibus é tão escondido que a maioria dos passageiros nem sabe que ele existe. No saguão de chegadas, você não verá nenhuma indicação sobre onde pegar os ônibus.

As conexões aéreas em Minsk são escassas. A companhia aérea Belavia opera voos para Moscou (seis por dia), São Petersburgo e Kaliningrado (uma ou duas vezes por dia), e também para Tbilisi (Geórgia), Praga (República Tcheca), Kiev (Ucrânia) e Riga (Letônia). Também possui voos para os maiores aeroportos europeus, mas não são diários. Você pode voar para Minsk com a Aeroflot (de Moscou, duas vezes por dia), Lufthansa (de Frankfurt, uma ou duas vezes por dia), Austrian Airlines (de Viena), LOT (de Varsóvia), e Aerosvit (de Kiev).


Andando por lá: Ande usando ônibus, bonde, metrô ou alugue um carro. Os primeiros três são baratos e confiáveis. O metrô é conhecido por ser limpo e seguro. Adicionalmente, cada estação do metrô é decorada de forma única. Por exemplo, a estação na Praça de Outubro é decorada com temas da Revolução Comunista. A estação na Praça da Vitória é decorada com temas de vitória, e a estação Lenin inclui um busto de Lenin e altos-relevos com a foice e o martelo. Existem mapas panorâmicos do metrô em inglês à venda no centro de Minsk, em livrarias e quiosques. Os táxis também são baratos.


O que ver: A antiga casa de Lee Harvey Oswald (assassino de John F. Kennedy). Lee chegou na União Soviética em dezembro de 1959 querendo renunciar sua cidadania americana e foi enviado para Minsk. Ele mudou seu nome para Alek e se casou com uma mulher nativa, Marina Prusakova, com a qual teve uma filha. A família foi para os Estados Unidos em 1º de junho de 1962. Ele mataria o presidente em novembro do ano seguinte; A Igreja de Santa Maria Madalena foi construída em 1847 no estilo ortodoxo - com uma torre octogonal na entrada; a Igreja de São Pedro e São Paulo foi construída em 1613 e reformada em 1871, é a igreja mais antiga de Minsk. Vale a pena entrar; o Museu Nacional de História e Cultura de Belarus possui muitas coisas para serem vistas, mas infelizmente todas as explicações são em bielorrusso; o Palácio das Artes (Palats Mastatsva) possui várias mostras de arte moderna, livros usados e venda de antiguidades.


O Museu de História da Grande Guerra Patriótica possui vários salões com exposições da Segunda Guerra Mundial, mas também sem nenhuma tradução; porém o mais impressionante talvez seja o Quartel-General da KGB, em uma das principais ruas comerciais de Minsk. É bem apropriado que em um país como Belarus a KGB ficasse localizada em um prédio-ícone no centro da capital. Você pode também contratar um guia privativo durante sua estadia em Minsk ou qualquer outra maior cidade de Belarus. Os guias particulares são autorizados pela Agência de Turismo Nacional - e você pode se certificar se o nome deles consta no site da Agência. Um guia licenciado de Belarus sempre usará uma identificação oficial.


Compras: Os produtos locais são geralmente de qualidade ruim, mas há algumas coisas que valem a pena serem compradas. Algumas roupas de lã e linho - você pode conseguir coisas muito boas por muito pouco dinheiro. Talvez a melhor vodka do mundo seja daqui, a Brest. Deixa no chinelo qualquer Absolut ou Smirnoff. Geralmente, o aeroporto de Minsk possui um free shop com uma boa variedade de perfumes, bebidas e souvenirs. Não vale a pena comprar marcas internacionais - custam entre 20% a 50% mais do que no resto da Europa.


O que comer: A culinária bielorrussa é similar à do resto da Europa, particularmente similar à russa e ucraniana. Geralmente possui pratos gordurosos com batata, cogumelos, sopas e carne assada. A qualidade da culinária ocidental europeia (italiana, francesa etc.) não é das melhores. O nível em geral dos cafés e restaurantes é baixo mas existem lugares aceitáveis no centro da cidade. A comida também é barata, assim como quase tudo no país.


Informações importantes sobre hospedagem: Lembre-se que todo estrangeiro visitando Belarus precisa se registrar no departamento de polícia local - Departamento de Cidadania e Migração, em até cinco dias úteis. Então isso quer dizer que, por exemplo, você pode chegar em Belarus numa terça e sair no domingo sem o carimbo de registro. A maioria dos hotéis faz esse registro automaticamente no check-in, mas muitas vezes, no caso de você estar alugando um apartamento por uns dias, eles são relutantes em prover o registro. Você pode receber uma ligação no meio da noite no seu hotel lhe oferecendo uma "massagem". Recuse.


Segurança: Minsk é uma cidade bem segura, especialmente se comparada com as capitais dos países vizinhos, Moscou e Kiev. Ao contrário da maior parte das cidades do leste europeu, existem poucos sem-teto e bêbados andando pelas ruas. Se você precisar de qualquer assistência, a presença policial no centro da cidade é bem forte; entretanto, a limitação do idioma será um problema. Tenha cuidado ao fotografar prédios do governo e o monumento a Lenin na Praça da Independência. Você será observado e provavelmente mandado embora ao fotografar o monumento, mas tirar fotos dos prédios do governo pode levar a problemas com as autoridades e até mesmo prisão. Tenha cuidado com o que você fotografa.

Vídeo:
Filmagem em time lapse da cidade de Minsk.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Ilhas Shetland


Nome oficial: Shetland Islands, Sealtainn
População: 22.210
Arquipélago da: Escócia, Reino Unido
Idioma: inglês

O que é: As Ilhas Shetland são um arquipélago da Escócia. Composto por mais de cem ilhas, das quais quinze são habitadas, ficam a 160 km ao norte da Escócia. Nos dias de hoje, a economia é muito dependente da indústria pesqueira e do serviço público. Apesar de haver pouco indício de sua presença, a indústria petrolífera do Mar do Norte ainda é importante e o turismo, agricultura e malhas de lã também fazem parte do cenário econômico.


Entenda o local: Apesar de as Ilhas Shetland fazerem parte da Escócia e, dessa forma, do Reino Unido, elas são um mundo separado. Aparecem sempre à parte nos mapas do Reino Unido e, de fato, ficam mais próximas de Bergen (Noruega) do que de Edimburgo (Escócia). Até mesmo a bandeira das Ilhas Shetland (uma cruz nórdica branca sobre um fundo azul) mostra as fortes ligações dessa parte da Escócia com a Escandinávia. O fato de essa bandeira, e não a do Reino Unido ou da Escócia ser vista tremulando em muitas casas se dá ao fato do orgulho e senso de identidade do povo das Shetland. Apesar de as ilhas terem sido habitadas desde a pré-história, somente fazem parte da Escócia desde 1472, quando foram hipotecadas pelo rei Christian I da Noruega no lugar do dote de sua filha Margaret e depois foram anexadas por James III da Escócia.


Se comunicando: Assim como em todo o Reino Unido, a língua oficial é o inglês e este é falado universalmente. Os nativos das Ilhas Shetland possuem um sotaque único e um dialeto que reflete a mistura de influências escocesa e norueguesa nas ilhas. É comum que os habitantes falem o "inglês padrão" (com sotaque das Ilhas Shetland) com os visitantes, e uma versão mais incompreensível do dialeto entre eles. Muitas palavras do dialeto são idênticas ao do dialeto escocês.


Como chegar: A empresa Northlink Ferries possui um serviço de ferryboat que transporta pessoas e automóveis entre Lerwick (Ilhas Shetland) e Aberdeen (Escócia), com outras paradas em Kirkwall e nas Ilhas Orkney até duas vezes por semana, dependendo da época do ano. A viagem de ferryboat vira a noite, saindo de Aberdeen às 19h (ou às 17h, se for o barco com escalas) e chegando em Lerwick às 7:30 da manhã. Apesar de o barco ser grande e estável, se trata de mar aberto e às vezes pode sacudir bastante.


De avião, a Loganair possui o único serviço regular de passageiros das Ilhas Shetland para a Escócia, sendo uma subsidiária da companhia aérea Flybe. Eles funcionam a partir do Aeroporto de Sumburgh, um pouco distante ao sul de Lerwick. Os voos vão para Aberdeen, Edimburgo, Glasgow, Inverness e Kirkwall. Infelizmente, devido à falta de competição nessas rotas, as tarifas são caras, mesmo se as passagens são compradas com antecedência.


Andando por lá: As ilhas habitadas possuem serviço de ferryboat, podendo levar veículos também. Entre as ilhas há serviço aéreo, operado pela DirectFlight, saindo do aeroporto de Tingwall (10 km a norte de Lerwick), com rotas para Fair Isle, Out Skerries, Papa Stour e Foula. Não há ônibus para o aeroporto, mas você pode tomar um táxi a partir de Lerwick.

As estradas nas Shetland são mantidas em condições muito melhores do que no restante do Reino Unido. Há um serviço de ônibus razoável nas ilhas e também táxis. Pedalar também pode ser uma ótima opção em dias de tempo bom, mas é terrível quando há vento ou chuva. As distâncias são longas entre os lugares, então, apesar de ser um ótimo local para caminhadas, é complicado ir de uma atração turística a outra à pé. Existem lojas de aluguel de carro em Lerwick e no aeroporto Sumburgh.


O que ver e fazer: Durante o verão, há o Simmer Dim, a "terra do sol da meia-noite" do Reino Unido; apesar de o sol se por em junho, o céu fica ainda claro, e é possível jogar uma partida de golfe tranquilamente à meia-noite. No mês de maio, acontece o Festival do Folclore das Shetland, com apresentações musicais em salões e pubs por todas as ilhas do arquipélago. É possível andar de caiaque no mar, a partir da Ilha de Burra. Vários operadores de turismo fazem passeios para ver a fauna, especialmente aves marinhas e focas. Os ingressos podem ser comprados na central de informações turísticas em Lerwick. Nas Shetland acontece o maior festival do fogo da Europa, o Up Helly Aa, com bebida e dança a noite toda.


O que comer: A culinária das Ilhas Shetland é baseada nos excelentes frutos do mar locais, em conjunto com os cordeiros criados nas ilhas. Leite e laticínios são produzidos localmente, assim como parte da carne. Uma das especialidades locais é o reestit mutton, carne de carneiro seca e salgada, geralmente servida como parte de uma sopa de batatas. São servidas cervejas fabricadas na cervejaria local Valhalla. Alguns vegetais são cultivados no arquipélago, mas devido ao clima, grande parte é importada. A maioria dos bons locais para se comer fica em Lerwick. Os únicos dois supermercados das ilhas ficam em Lerwick. Durante os meses de verão, existe uma tradição local de se oferecer chá aos domingos nos salões de encontro dos vilarejos locais. É uma excelente oportunidade de provar os lanches feitos nas ilhas e a arrecadação normalmente vai para a caridade.


Segurança: Shetland é um lugar muito seguro. Se você for roubado, assaltado ou for tratado de forma rude simplesmente, pode se considerar a pessoa mais azarada do mundo. Fora de Lerwick, é comum as portas ficarem destrancadas e uma indicação de que a criminalidade é zero é o fato de o furtode uma carteira de uma pessoa numa casa sem ninguém no momento na localidade de Yell foi notícia na rádio local por três dias. A única ameaça à segurança pode vir não de humanos, mas das aves marinhas que atacam se você chegar perto de seus ninhos durante a época de acasalamento. A água da torneira pode ser bebida e não existe qualquer tipo de doença endêmica. Em regiões frequentadas por ovelhas, tome somente cuidado com carrapatos, que podem transmitir doenças.


Contato com o mundo: A cobertura da rede de celular é boa, mas somente em Lerwick. Fora de lá pode haver perda de sinal. Mas a maioria dos vilarejos possui ao menos um telefone público, e cartões de telefone podem ser comprados nos mercados e jornaleiros. Banda larga é disponibilizada na maior parte das ilhas. A internet pode ser acessada (não de graça) no centro de informações turísticas em Lerwick e também em alguns hotéis.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Cupertino


Nome oficial: Cupertino
População: 58.302
Cidade da: Califórnia, Estados Unidos
Idioma: inglês

O que é: Cupertino está localizada no sopé das montanhas Santa Cruz, na Califórnia. É diferente das outras cidades ao redor de São Francisco, pois é a única que não possui um centro da cidade propriamente dito nem uma rua principal. Em Cupertino fica a matriz da Apple e várias outras empresas de tecnologia, e também possui um sistema escolar de altíssima qualidade e bairros tranquilos.


De onde vem o nome: Cupertino teve seu nome dado devido ao Arroyo San José de Cupertino (hoje Stevens Creek). O local foi nomeado pelo cartógrafo do explorador espanhol Juan Bautista de Anza, batizando a cidade em homenagem a São José de Cupertino. São José (nascido Giuseppe Maria Desa, e depois conhecido como Giuseppe da Copertino) teve, por sua vez, seu nome dado por causa da cidade de Copertino na região da Apulia, na Itália.


História: Cupertino no século 19 era um pequeno vilarejo rural no cruzamento entre duas estradas (Stevens Creek Road e Saratoga-Mountain View Road). Naquela época, era conhecida como West Side e era parte do município de Fremont. A atividade econômica primária era agricultura de frutas. Quase toda a terra dentro dos atuais limites de Cupertino era coberta por árvores de ameixa, damasco e cereja. No final do século 19, também entrou em operação uma vinícola com vista para a região do vale de Cupertino.

Logo estradas, ferrovias e estradas de chão atravessaram as terras de fazenda de West Side. Monta Vista, o primeiro bairro residencial de Cupertino, se desenvolveu durante o século 20 em consequência da construção da ferrovia. Após a Segunda Guerra Mundial, a explosão no número da população e na construção de casas mudou a cara e a economia do Vale Santa Clara, que começava a se transformar no Vale do Silício.


Como chegar: Cupertino fica a 15 minutos de San Jose e a 45 minutos ao sul de São Francisco. A ferrovia mais próxima, Caltrain, que liga São Francisco a Gilroy, para no centro de Sunnyvale, que fica cerca de dez minutos de carro do centro de Cupertino.


Andando por lá: Cupertino possui duas avenidas principais: De Anza Boulevard (que corta a cidade de norte a sul) e Stevens Creek Boulevard (que faz o sentido leste-oeste). O cruzamento dessas duas avenidas é o centro de Cupertino, e a maioria dos negócios e comércio da cidade ficam localizados nessa área. As auto-estradas 85 e 280 atravessam Cupertino. Elas são excelentes acessos para algumas regiões da South Bay de São Francisco e para o centro de San Jose (respectivamente). O transporte público em Cupertino, assim bem como em todo o Vale do Silício, é bem deficiente devido à baixa densidade populacional da região. O tráfego não é um problema e as ruas principais possuem ciclovias, sendo um local muito seguro para a prática do ciclismo.


O que ver: No cruzamento da rodovia 85 com Stevens Creek Boulevard fica o De Anza College. Lá fica o Centro Flint de Artes Performáticas, onde os maiores eventos da região acontecem. É uma das maiores faculdades da região, possuindo uma excelente reputação. No cruzamento da rodovia 280 com a De Anza Boulevard fica a One Infinite Loop, a sede da Apple, Inc. O Rancho McClellan, um parque na McClellan Road possui uma casa de fazenda (até mesmo com porcos!) e uma pequena trilha ao lado do riacho para caminhadas. Cupertino também possui vários parques de bairro, sendo de destaque o Memorial Park na Stevens Creek Boulevard, que possui laguinhos com patos.


O que fazer: Trilhas para caminhada podem ser encontradas na Fremont Older Open Space Preserve, que é ligada à Mid-Peninsula Open Space Preserve, que oferece ainda mais opções. As ruas geralmente possuem ciclovias e as pouco utilizadas calçadas são bom lugar para corridas. O Museu de Arte Euphrat se descreve como sendo "mais que um museu", localizado no campus do De Anza College, inclui mostras e programas para engajar as crianças no mundo da arte. Há ainda a gratuita Sociedade Histórica e Museu de Cupertino.


Compras: Cupertino possui um grande shopping center regional, o Vallco Fashion Park. Ele possui as maiores e mais conhecidas redes de lojas dos Estados Unidos, como Macy's, Sears e JC Penney. Apesar de o shopping já ter visto dias melhores, você pode contar com estacionamento fácil e nada de multidões. O estabelecimento está no processo inicial de reforma. A maior e mais recente atração do shopping é o complexo de cinemas com 16 salas, com múltiplas salas IMAX. Pode ser difícil conseguir estacionamento nas noites de final de semana devido à popularidade do cinema.

A sede da Apple possui a "The Company Store". A loja vende mercadorias com o logotipo da Apple que não são disponibilizadas nas lojas tradicionais da marca pelo mundo, como camisetas e pequenas lembranças, iPods e acessórios, mas não vende a maior parte do hardware da Apple. Ela abre de segunda a sexta das 10:00 às 17:30 e fecha em alguns feriados nacionais.


Onde ficar: Hotéis de grandes redes podem ser encontrados aqui. Os principais locais de acomodação de Cupertino são o Cupertino Inn (North De Anza Boulevard, 10889), o Cypress Hotel (South De Anza Boulevard 10050), o Courtyard - da rede Marriott (North Wolfe Road, 10605) e o Garden Inn - da rede Hilton (North Wolfe Road, 10741). Os melhores hotéis da região, entretanto, ficam no centro da cidade de San Jose.


Segurança: Tenha cuidado com carrapatos se for fazer caminhadas por áreas descampadas na região do Vale do Silício. Existe uma alta incidência de transmissão da Doença de Lyme na região da baía de São Francisco. 

Em relação à criminalidade, Cupertino é muito segura, e crimes violentos são praticamente inexistentes. Os policiais da cidade não fazem muito mais do que se esconder atrás de arbustos para flagrar motoristas infringindo as leis de trânsito. Por causa disso, tenha muita cautela e obedeça as leis de trânsito em Cupertino.

Vídeo:
O interior da The Company Store, a única loja da Apple do tipo no mundo.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Andorra la Vella


Nome oficial: Andorra la Vella
População: 24.574
Capital de: Andorra
Idiomas: catalão, espanhol, português, francês

O que é: Andorra la Vella é a capital do co-principado de Andorra, localizada no alto dos Pirineus entre a Espanha e a França. É a capital mais alta da Europa e um resort de esqui muito popular. A principal indústria é o turismo, apesar de que o país também possui sua renda por ser um paraíso fiscal. Possui um clima úmido continental, com verões frescos e invernos frios e com neve.


História: O local de Andorra la Vella (literalmente "Andorra a Velha") foi colonizado desde antes da era cristã - notavelmente pela tribo Andosina no final do Neolítico. O Estado é uma das Marca Hispanica criadas e protegidas por Carlos Magno no século oitavo como proteção dos colonizadores mouros na Península Ibérica. A colônia de Andorra la Vella foi a principal cidade de Andorra desde 1278 quando os príncipes da França e Episcopal concordaram em dividir a soberania do país. A cidade antiga de Andorra la Vella - o Barri Antic - inclui ruas e prédios que datam dessa época. A construção que mais chama a atenção é a Casa de la Vall - construída no início do século 16 - que é a sede do parlamento desde 1702. Andorra la Vella foi, durante esse período, a capital de um estado feudal muito isolado, que manteve sua independência através desse princípio de co-soberania.


Durante o século 20, a região de Andorra la Vella foi em grande parte esquecida; na verdade, o estado não fez parte do Tratado de Versalhes, simplesmente porque foi esquecido. Após turbulências políticas na década de 1930 e uma tentativa de golpe de Boris Skossyreff, uma democracia informal se desenvolveu. Em 1993, a primeira constituição do país formalizou esse democracia parlamentar com poderes executivo, legislativo e judiciário situados em Andorra la Vella.

Durante esse período, Andorra se tornou um paraíso fiscal, resultando na construção de modernos escritórios de bancos em Andorra la Vella. A cidade também construiu instalações para a prática de esqui, uma vez que Andorra la Vella iria ser cidade candidata a sediar as Olimpíadas de Inverno de 2010. Entretanto, Andorra la Vella não foi selecionada pelo COI como uma cidade candidata. Ela sediou, entretanto os Jogos dos Pequenos Estados da Europa em 1991 e 2005.


Como chegar: Até o século 20, Andorra tinha ligações muito limitadas com o mundo exterior, e o desenvolvimento do país foi muito afetado por seu isolamento físico. Até os dias de hoje, os maiores aeroportos próximos de Andorra la Vella ficam em Toulouse (França) e Barcelona (Espanha), ambos a três horas de distância da cidade. As duas principais estradas de Andorra la Vella são a CG-1 que vai até a fronteira com a Espanha e a CG-2, até a fronteira com a França. Existem empresas privadas de ônibus que vão diariamente a Toulouse e a Barcelona. Não existem linhas de trem, portos ou aeroportos em Andorra. Existem heliportos em alguns locais, com serviço de voos comerciais. O aeroporto mais próximo é o Perpignan-Rivesaltes, a 160 km, com ligações a vários destinos no Reino Unido e França.


Andando por lá: Você poderá andar à pé por quase toda Andorra la Vella. A cidade se divide em duas partes. Há uma parte mais nova ao norte da cidade que é bem comercial com muitas lojas. A outra metade é a cidade antiga, cruzando o rio ao sul e oeste. Lá também há bastante lojas e lugares para comer, além da parte histórica. Se você ficar em qualquer uma dessas zonas, você pode se locomover à pé facilmente, mas atravessar a cidade inteira pode ser cansativo, então vale a pena pegar o ônibus, que é barato. Certifique-se de ler os horários e itinerários no ponto de ônibus antes.


O que ver: A Igreja de Sant Esteve, do século 12, na parte antiga de Andorra la Vella, aberta ao público fora do horário de missa durante julho e agosto, com um tour gratuito; a Igreja de Sant Andreu, também do século 12, recomenda-se fazer reserva com antecedência; Casa de la Vall, a sede do Consell General (parlamento de Andorra), datada do século 16, possui serviço de guia; Ponte de la Margineda, da época medieval, mas ainda em perfeitas condições. Próxima a ela há uma escultura metálica feita pelo escultor valenciano Andreu Alfaro; as Rec del Solà e Rec de l'Obac são vias pavimentadas com corrimãos iluminados à noite, com 2,5 km de extensão; a praça principal da cidade é surpreendentemente tranquila e possui uma bonita vista do Vale de Andorra.


Compras: Os melhores preços são os de eletrônicos e joias. Coisas que custam muito caro em outros lugares tendem a ser os mais baratos aqui por causa dos baixos impostos. O bom de comprar eletrônicos em Andorra la Vella é que existem muitas lojas e os estoques são enormes, assim você consegue ver todas as marcas e modelos existentes. Algumas lojas maiores possuem em estoque roupas de marcas conhecidas e os preços são excelentes durante as liquidações. Um dos locais de comércio de maior destaque é a loja de departamentos Pyrenees, com vários restaurantes familiares, um andar inteiro de eletrônicos, andares de roupas de marcas famosas, e um supermercado notável por sua especialidade em comida e vinhos tintos de Andorra e da Espanha.


O que comer e beber: Existem alguns restaurantes com bom preço, entretanto muitos deles tendem a ser de comida italiana, pizza ou massas. Existem outros top de linha, mas os preços são igualmente "top". Convém chamar a  atenção para o fato de que nada abre depois das 22:30, então é bom planejar o horário e onde você irá comer. Entretanto, o restaurante El Vesuvio na localidade próxima de La Massana serve culinária italiana e marroquina até a meia-noite. O preço das bebidas alcoólicas e drinks são muito em conta nos supermercados, especialmente no Hiper Andorra.


Onde ficar: Dois hotéis são recomendados em Andorra la Vella: o Husa Centric Hotel fica, como o próprio nome diz, bem no centro, na área comercial, faz parte da rede de hotéis espanhola Husa. Já o Hesperia Andorra la Vella, também no coração da capital, possui uma vista fantástica dos Pirineus. O preço da noite fica em torno de R$ 130.

Vídeo:
Um pouco do co-principado de Andorra e suas belas paisagens e charmosas pequenas cidades medievais.