segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Narsarsuaq


Nome oficial: Narsarsuaq
População: 158
Cidade da: Groenlândia
Idioma: groenlandês, dinamarquês

O que é: Narsarsuaq não é muito bem um vilarejo, é mais um aeroporto com algumas adjacências, sendo a porta de entrada para o sul da Groenlândia. O nome significa 'grande planície'. Grande para os padrões groenlandeses, talvez. Na verdade, a maior parte da terra reta é tomada pela pista do aeroporto, juntamente com o qual Narsarsuaq forma um conjunto de prédios espalhados, ao pé da colina Signalhøjen. A arquitetura é funcional mas o local é extremamente agradável, com icebergs à vista no porto e um horizonte muito distante com picos pontiagudos além da imensa geleira. Com o gelo interior facilmente acessível através de uma caminhada e uma geleira para ser explorada (de barco ou helicóptero) e muitas opções de caminhada, Narsarsuaq é uma excelente e bem organizada porta de entrada para a Groenlândia.


História: Em abril de 1941, após a invasão da Dinamarca pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos concordaram em criar bases temporárias de suprimentos na Groenlândia. A então desabitada Narsarsuaq Delta se tornou então, do dia para a noite, Base Bluie West One, meses antes de os Estados Unidos entrarem oficialmente na guerra. Uma estação de parada para bombardeiros transatlânticos, em 1945 já havia se tornado a maior colônia da Groenlândia com uma população de 12 mil pessoas e com todas as conveniências de uma pequena cidade americana.

Ao contrário do combinado com a Dinamarca, a base não foi desativada após a guerra, e continuou operando até a época da Guerra Fria. A utilização do hospital de base durante a Guerra da Coreia permanece sendo foco de grandes controvérsias. Um plano de construir uma estrada sobre a calota de gelo até Kangerlussuaq foi, no final das contas, derrotado pela realidade.

O hospital e grande parte da base remanescente fechou em 1958. Apesar de uma empresa norueguesa ter quadruplicado os investimentos pelos direitos de recuperar o local, a área permaneceu repleta com detritos intrigantes por décadas. O campo de pouso se tornou de uso civil, e se tornou então o segundo aeroporto internacional da Groenlândia e uma base de reconhecimento para a Patrulha de Gelo da Groenlândia.


Orientação: O Blue Ice Café e o hostel vendem os três mapas de caminhadas da região, Narsarsuaq, Narsaq e Qaqortoq (cada um custa R$ 24), vários mapas de sagas, e um mapa mais genérico da Colônia do Leste (R$ 12) com notas sobre as mais importantes ruínas nórdicas. Lavanderia: as máquinas de lavar no hostel custam R$ 9,20 a cada uso, incluindo sabão em pó. Deixando a bagagem: os armários para essa finalidade no aeroporto custam R$ 1,50 a cada 24 horas (o máximo é de 72 horas). Os hóspedes podem deixar a bagagem no hostel sem custo. Dinheiro: levando-se em consideração que essa é uma das principais portas de entrada para a Groenlândia, é de se admirar (e muito inconveniente) que não há bancos, casa de câmbio ou um caixa eletrônico. Apresentando o cartão de crédito, é possível pegar dinheiro na Administração do Aeroporto, onde também fazem câmbio. As taxas no posto dos correios são melhores, em caso de troca de grandes quantias. Também é possível trocar dinheiro (e sacar direto do cartão) no Hotel Narsarsuaq.


Informações turísticas: O Blue Ice Café funciona como uma central de informações turísticas de muita ajuda, bem como vende passeios da Blue Ice. Existe uma boa biblioteca de livros sobre a Groenlândia para se dar uma olhada e nenhuma pressão para comprar. Vendem de tudo desde mapas úteis e equipamentos, também cartões-postais até gás para acampamento, mel local e carne seca de rena. Informações também podem ser obtidas na recepção do Hotel Narsarsuaq e no aeroporto, no local de chegadas, onde há um balcão de informações com um representante do Blue Ice Café.

Perigos e perturbações: Evite que as moscas camicazes de se jogarem em você - olhos e ouvidos são os locais preferidos - comprando uma redinha de colocar na cabeça no Blue Ice Café ou no Hotel Narsarsuaq.


O que ver: As atrações de verdade ficam fora do vilarejo em si. Entretanto, existem algumas coisas no entorno da vila que poderão lhe ocupar. O Museu Narsarsuaq pode ser acessado através do Blue Ice Café, é completo e vale a visita. A mostra te leva por uma variedade de artefatos históricos sobre os nórdicos, criação de ovelhas e também sobre a presença americana no sul da Groenlândia.

Do outro lado da rua em frente ao terminal do aeroporto fica a Rocha do Milênio Viking, um pedregulho em formato de ovo inscrito com runas e de aparência viking. Ele marca a visita da Rainha Margrethe da Dinamarca em 2000, pela comemoração do aniversário de mil anos da aventura de Leifur Eiríksson na América (leia mais neste link no blog Islândia Brasil). Todas as festividades desse aniversário ainda estão bem frescas na memória dos habitantes. Fixada em um penhasco atrás do pequeno parquinho, fica a Placa Naomi Uemura de bronze, que celebra a exploradora japonesa. Uemura, que escalou o Everest, foi de trenó puxado por cães sozinha até o Pólo Norte e cruzou o interior de gelo da Groenlândia do sul ao norte.


O Signalhøjen (Monte do Sinal) possui no alto uma torre de rádio e mastros de madeira esquecidos da época da guerra, é uma caminhada rápida para se ter uma vista linda para além do porto e do fiorde. A trilha principal sai da parte de trás da loja Pilersuisoq. Um outro caminho alternativo sai dos fundos do hostel.

O Vale do Hospital, em torno de 3km ao norte do Hotel Narsarsuaq, era o local do controverso hospital militar americano Bluie West One, mas as únicas estruturas restantes são uma lareira solitária com a chaminé e algumas poucas fundações de concreto.


O que fazer: Narsarsuaq é um ótimo local para se organizar uma caminhada de vários dias ou passeios de caiaque, mesmo que você comece o passeio de Igaliku, Qassiarsuk ou Narsaq. Pergunte no Blue Ice sobre passeios de inverno no snowmobile. No final de agosto existe a Corrida de Aventura da Groenlândia, bastante cara, onde os competidores correm, pedalam e andam de caiaque em uma volta passando por Narsaq e Qaqortoq.

Tours: o Blue Ice Café, o mini-império de Jacky Simoud, oferece quase todos os serviços que os visitantes podem precisar, incluindo passeios, traslados, o café de informações turísticas e o hostel. É o lugar mais organizado do sul da Groenlândia que lida com turistas independentes procurando por ideias de excursões de verão, e existe grande possibilidade de se conseguir pessoas o suficiente para garantir a quota mínima de passageiros de cada passeio. Se você fizer reserva por e-mail com bastante meses de antecedência, é possível garantir a data de saída exata do passeio de sua preferência. Para Qassiarsuk, os traslados custam R$ 37 e os passeios R$ 139, saindo quase todos os dias; os passeios para o fiorde de gelo Qooroq (R$ 139) e para Igaliku (R$ 278) saem em torno de duas vezes por semana em quase todas as semanas, mas as viagens brilhantes de helicóptero para a calota de gelo e para Mellemlandet (R$ 494) raramente atingem o número mínimo de passageiros para sair. A Arctic Adventure possui vários passeios guiados de dia inteiro, feitos principalmente para aqueles que já possuem reserva. Frequentemente funciona em conjunto com o Blue Ice.


Onde ficar: Existem dois lugares para ficar. Se ambos estiverem lotados, você pode ter que acampar, então reserve com antecedência. O Albergue da Juventude (hostel) é uma bonita edificação de um andar, a 600 metros do aeroporto, circundado por uma pequena montanha com cachoeiras. Os dormitórios e chuveiros são limpos e muito bem cuidados. A grande sala de estar e jantar possui uma biblioteca com livros interessantes e é um dos melhores lugares na Groenlândia para conhecer outros viajantes; tanto eles quanto os funcionários são uma ótima fonte sobre caminhadas e informações de viagem. Há uma cozinha bem equipada, e local para lavar a roupa é disponibilizado (R$ 9,20 por cada carga de roupa). O preço das acomodações presume que você trará seu próprio saco de dormir, mas você pode alugar um por R$ 15 a noite. Acampar no jardim custa R$ 30 por pessoa, incluindo as instalações do hostel, mas o chão é de rocha pura. Não importa a época, recomenda-se reservar com bastante antecedência. Quem não é hóspede pode usar o chuveiro ou a cozinha por R$ 9 cada.

Construído originalmente para aqueles em trânsito no aeroporto, o Hotel Narsarsuaq é funcional, mas parece mais uma casa de repouso. Os quartos do primeiro andar são suítes e confortáveis, recentemente reformados. Alguns quartos mais baratos compartilham o banheiro. Os preços incluem o café da manhã. Não vale a pena ficar nos dormitórios, somente de o hostel estiver lotado ou fechado.


Onde comer: O Hotel Narsarsuaq possui no segundo andar uma sala de jantar com velas e carpetes antigos. Sua pequena seleção de pratos internacionais inclui salmão com mariscos e molho de cebolinha holandesa. Nas noites de sexta-feira, experimente o prato especial de peixe groenlandês. Não importa qual seja a hora de fechamento, aconselha-se chegar antes das 19:30. A despretensiosa cafeteria no térreo possui comidas tipo 'merenda', mas o jantar é geralmente generoso (R$ 18).

Mesmo sendo predominantemente um local de informações, o Blue Ice Café serve sorvete e café (de máquina) que você pode consumir enquanto lê seus livros. Quando o tempo permite, existe um pátio ensolarado do lado de fora ao lado da cerca do aeroporto. Quando voos são esperados, um balcão no saguão de espera do aeroporto serve cachorro-quente (R$ 5,20 a R$ 6,20), sanduíches abertos (R$ 4,90) e maçãs (R$ 1,20). O supermercado Pilersuisoq é central e possui uma seleção típica de produtos, roupas e munição.


O que beber: O único bar da cidade é simples e não inspirado, com algumas poucas mesas de madeira e um alvo de dardos. De quintas a sábados antes das 22:00, a cerveja do happy hour custa R$ 8,30. O Clube (Klubben), não longe do supermercado, possui uma festa de confraternização local todo segundo sábado do mês no verão.


Como chegar: De avião, quando o tempo permite, a Air Greenland possui voos de Copenhagen (quatro horas e meia, R$ 870) pelo menos uma vez por semana, ou três vezes por semana no verão. Os voos entre Narsarsuaq e Kangerlussuaq (duas horas, R$ 1.051) acontecem algumas vezes o voo de Copenhagen não aconteça. De junho até início de setembro, a Air Iceland voa duas vezes por semana de Reykjavík (não de Keflavík) por cerca de R$ 700 - se comprado com antecedência, sai por metade do preço. A empresa islandesa utiliza uma aeronave da Atlantic Airlines, vinda das Ilhas Faroe com parada em Reykjavík.

Quase todos os voos domésticos acontecem às segundas, quartas e/ou sextas, incluindo voos para Nuuk (uma hora e meia, R$ 744) em uma aeronave Dash-7, e também ligações rápidas de helicóptero com Narsaq (quinze minutos, R$ 189) e Qaqortoq (vinte minutos, R$ 261). Lembre-se que a tabela de horários muda frequentemente de acordo com as políticas, tempo e demanda.


Andando por lá: Traslados gratuitos encontram os hóspedes com reserva do hotel e do hostel nos voos de chegada e também dos ferry boats. O Vale do Hospital fica a somente 40 minutos de caminhada, mas os hóspedes do hotel, se requisitarem, ganham um traslado; hóspedes do hostel pagam R$ 4,60. De qualquer modo, reserve com algumas horas de antecedência. O Blue Ice Café aluga bicicletas (R$ 9,80 a hora, R$ 23 por meio dia ou R$ 30 o dia inteiro), apesar de elas serem de uso mínimo, uma vez que as melhores rotas (além do Vale do Hospital) não são adequadas para ciclismo. O Blue Ice também aluga caiaques marinhos para uma ou duas pessoas (somente para quem já tem experiência) por em torno de R$ 140 o dia ou R$ 700 a semana.

Vídeo:
Demonstração dos principais locais de Qassiarsuk e Narsarsuaq.

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