sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Ilha de Páscoa
Nome oficial: Rapa Nui ou Isla de Pascua
População: 5.034
Pertence ao: Chile
Idiomas: espanhol, rapa nui
O que é: A Ilha de Páscoa é uma das ilhas mais isoladas do mundo. Os primeiros colonizadores chamavam a ilha de Te Pito O Te Henua (Umbigo do Mundo). Oficialmente é um território do Chile, apesar de estar bem distante da costa, no Oceano Pacífico, a meio caminho do Taiti. Conhecida como um dos locais sagrados do mundo, é famosa por suas estátuas enigmáticas de pedra, construída há séculos atrás, que refletem a história dramática da ascensão e queda da mais isolada cultura polinésia.
História do local: O nome em espanhol do local comemora a descoberta europeia da ilha por um veleiro de exploração holandês no domingo de Páscoa de 1772. Desde que Thor Heyerdahl e um pequeno grupo de aventureiros saíram navegando da América do Sul para as ilhas Tuamotu, bem ao norte da Ilha de Páscoa, há controvérsias sobre a origem dos nativos. Hoje, testes de DNA provaram conclusivamente que os polinésios chegaram do oeste e não do leste, e que o povo da Ilha de Páscoa é descendente de intrépidos viajantes que saíram de outra ilha há milhares de anos atrás. A lenda reza que as pessoas foram para a Ilha de Páscoa porque a ilha onde moravam estava sendo engolida pelo mar.
Os primeiros habitantes encontraram um local paradisíaco - provas arqueológicas mostram que a ilha era coberta por vários tipos de árvores, incluindo a maior espécie de palmeira do mundo, cuja casca e madeira proviam os nativos com roupas, cordas e canoas. Os pássaros também eram abundantes, e lhes proviam comida. Um clima ameno favorecia uma vida fácil e águas em abundância escondiam peixes e ostras. Os habitantes prosperaram devido a essas vantagens, e um reflexo disso é a religião que prosperou, que tinha como figura central o moai gigante, ou cabeças, que são a maior característica da ilha nos dias de hoje.
Esses moai, dos quais a ilha está lotada, supõe-se que sejam figuras representativas dos ancestrais, cuja presença era considerada uma bênção ou como guarda de segurança de um vilarejo. As ruínas da cratera Rano Raraku, que possuem centenas de moai, é um testamento do quão central essas figuras eram para os nativos, e como suas vidas giravam em torno dessas criações. Entretanto, à medida que a população cresceu, também aumentou a pressão sobre o meio ambiente da ilha. Gradualmente o desmatamento das árvores aumentou, e quando esse recurso natural terminou, os nativos se viram em dificuldades para conseguir fazer cordas, canoas e todas as necessidades para caçar e pescar, e por último, conseguir continuar com a cultura que produzia as grandes estátuas.
Aparentemente, começou a ocorrer a discórdia (com alguma violência) à medida que a confiança na antiga religião foi perdida, e isso se reflete em parte em figuras de moai que foram deliberadamente destruídas por mãos humanas. Ao final da glória da cultura da Ilha de Páscoa, o número de habitantes caiu drasticamente, e os moradores - com pouca comida e meios de subsistência - acabaram por chegar às vias do canibalismo. Incursões subsequentes do Peru e da Bolívia devastaram ainda mais a população, até que poucas centenas de nativos Rapa Nui restaram no último século.
Hoje, o Parque Nacional Rapa Nui está na lista do Patrimônio Mundial da UNESCO. Os moradores dependem muito do turismo e das ligações econômicas com o Chile e com voos diários para Santiago. Assim como acontece com outros povos nativos, os Rapa Nui tentam manter contato com seu passado ao mesmo tempo que tentam integrar sua cultura com as realidades política, econômica e social dos dias de hoje.
Como chegar: Devido à sua localização geográfica extrema, muita gente pensa que somente o mais aventureiro dos viajantes pode chegar à Ilha de Páscoa. Na verdade, a ilha é acessível através de serviço aéreo regular, e o turismo é a maior indústria da ilha. Ainda assim, a ilha se encontra 'fora do caminho' para a maioria das pessoas, com um voo de no mínimo 5 horas e meia até o continente mais próximo, e rotas muito limitadas para se chegar até lá. Os únicos voos regulares são pela LAN Airlines, uma vez por semana na rota entre o Taiti e a ilha e diariamente para Santiago, no Chile. Sem competição por tarifas em um voo objetivamente demorado e obscuro, as tarifas variam entre R$ 500 a R$ 2.000 ida e volta a partir de Santiago.
A única situação na qual a Ilha de Páscoa está 'convenientemente localizada' é em uma viagem de volta ao mundo, na qual ela provê um ponto de parada interessante no caminho entre a Polinésia e a América do Sul, e irá aumentar a percepção dos outros de que você 'foi a todos os lugares'. Se você quiser viajar do modo mais difícil, o navio Soren Larsen sai da Ilha de Páscoa para a Nova Zelândia uma vez por ano. A viagem dura 35 dias, e cruza o ponto da terra mais longe de qualquer outro.
A partir de 2011, a LAN começou a operar voos a partir de Lima, no Peru, alguns continuando para Santiago.
Andando por lá: A Ilha de Páscoa é extremamente pequena, então é possível se locomover bem facilmente. Existem carros para aluguel, geralmente jipes, disponíveis em algumas poucas agências de aluguel em Hanga Roa, assim bem como algumas bicicletas. De carro, é possível ver a maior parte dos atrativos da ilha em algumas horas. A maioria dos anfitriões irá alugar seu próprio jipe para você (a um preço bem competitivo) se você simplesmente pedir. Mas tenha cuidado, você não terá qualquer tipo de seguro no seu aluguel de automóvel. As bicicletas podem ser alugadas por diárias. Para aqueles com pouco tempo, viajar de carro pode ser bem vantajoso, e na maioria das vezes não é muito mais caro que as outras opções, além de oferecer mais independência para os visitantes mais curiosos ou aventureiros do que os passeios organizados. Seguem os exemplos de preços:
Bicicleta (aluguel de 24 horas): R$ 35, ou 8 horas por R$ 28.
Scooter motorizada (por 8 horas): R$ 82.
Jipe pequeno ou carro (por 8 horas): R$ 71.
Carros maiores (por 8 horas): R$ 89 a R$ 143.
Em 2010, o custo do litro da gasolina era de R$ 1,79.
O que ver e fazer: As maiores atrações turísticas da Ilha de Páscoa são, é claro, os moai. Por favor tenha em mente que os moai são peças arqueológicas e devem ser tratadas com cuidado, uma vez que são muito mais frágeis do que aparentam ser. Frequentemente os moai são colocados em plataformas cerimoniais e enterros chamados de Ahu. Jamais ande no Ahu, uma vez que é um ato extremamente desrespeitoso. Mesmo se você ver outros andando no Ahu, não o faça.
Todos os outros locais, que podem ser visitados de graça, são encontrados em sua maior parte ao longo do litoral da ilha. Turistas de primeira viagem podem ficar impressionados com o número de sítios arqueológicos que existem ao redor da ilha, onde você pode estar virtualmente sozinho sendo a única pessoa visitando. Cada vilarejo tipicamente possuía um Ahu, senão vários moai, então em uma hora dirigindo na parte sul da ilha, cada quilômetro possui vários locais onde você poderá ver ruínas.
Dois locais excepcionais são as crateras vulcânicas Rano Kau e Rano Raraku. A pequena pedreira interior em Rano Raraku é onde as estátuas moai nasceram, na colina ao lado do vulcão onde centenas de trabalhadores provavelmente esculpiam sem parar. Esse vulcão de 100 metros de altura proveu as pedras para as grandes estátuas e é onde o turista pode ver os vários estágios de construção da estátua, assim bem como outras parcialmente acabadas. Uma subida para o lado esquerdo da cratera, sobre o topo e dentro da caldeira, vale a pena. Uma caminhada até o lado oposto da cratera, onde se encontra a maioria dos moai, irá lhe proporcionar uma das mais belas vistas da ilha.
Similarmente, Rano Kau é o resto de um cone vulcânico, que assim como Rano Raraku, é cheio por água da chuva e tem uma aparência extraterrestre de tirar o fôlego. A entrada para ambos os locais fica em torno de R$ 100. Lembre-se de guardar o ingresso.
A Ilha de Páscoa possui duas praias de areias brancas. Anakena, no lado norte da ilha, é um excelente local para a prática de bodysurfing. A segunda é uma joia escondida chamada Ovahe. Encontra-se no litoral sul da ilha perto de Ahu Vaihu (perto da estrada de Hanga Roa para Ahu Akahanga), esta linda e deserta praia é muito maior do que a de Anakena e é cercada por penhascos deslumbrantes. Nota de cautela: o caminho que leva até a praia é um pouco traiçoeiro e instável e é possível chegar mais facilmente à pé - dirigir off-road na maior parte da ilha é ilegal, de qualquer modo.
Mergulho e snorkeling são populares perto das rochas Motu Nui e Motu Iti (bem conhecidas pela cultura do "homem-pássaro") que se localizam a aproximadamente 1 km da ilha, ao sul. Existem três lojas nas quais é possível alugar o equipamento de mergulho e ainda ter um tour guiado para os rochedos, são elas: Atariki Rapa Nui, Orca e a Mike Rapu Diving.
Um local esquecido mas fascinante e que faz parte do aspecto 'extraterrestre' da Ilha de Páscoa é seu extenso sistema de cavernas. Existem algumas cavernas 'oficiais' que são bem interessantes, mas a aventura de verdade está em explorar as cavernas não-oficiais da ilha, a maioria se encontrando perto de Ana Kakenga. As entradas da maioria dessas cavernas é bem pequena (algumas mal dá para se entrar engatinhando) e escondida (em meio um campo de lava surreal que faz lembrar a superfície de Marte), a maioria delas leva a profundos e amplos sistemas de caverna.
Passeios: Algumas empresas de turismo oferecem passeios guiados pela Ilha de Páscoa, um modo excelente de explorar o melhor da ilha e sua cultura sem ter que se preocupar em desobedecer a qualquer regra local. Um respeitado guia turístico poderá lhe mostrar aspectos do local e cultura que de outra forma você nunca veria ou entenderia.
Compras: A maioria (se não todo) o comércio na ilha ocorre no porto de Hanga Roa. Existem algumas lojas direcionadas para os turistas, bem como um mercado aberto. Se você estiver em um tour organizado, espere ver os mesmos vendedores de souvenirs em cada local vendendo os mesmos itens - geralmente uma diversidade de objetos inspirados nos moai. A moeda corrente é o peso chileno, mas ao contrário do continente, as transações podem ser feitas em dólares americanos.
Ao comprar souvenirs, é melhor utilizar dinheiro. Frequentemente os vendedores terão um valor mínimo de compra muito alto ou uma taxa de serviço para a utilização de cartão de crédito (em torno de 10% a 20%). E isso somente se o vendedor aceitar cartões de crédito; muitos pequenos comerciantes só aceitarão dinheiro.
Pelo menos quatro caixas eletrônicos estão disponíveis na ilha: um do Banco Estado em Tu'u Maheke em Hanga Roa, que só aceita as bandeiras Cirrus, Maestro e MasterCard, mas não aceita Visa. Outro dentro do Banco Santander, um pouco mais à frente, em Policarpo Toro, aceita Visa, Cirrus, Maestro e MasterCard. Há também um caixa eletrônico no salão de embarque do aeroporto, e também mais um no posto de gasolina perto do aeroporto. O banco local pode dar dinheiro ao ser apresentado um cartão Visa, mas o horário de funcionamento é limitado e as filas podem ser longas.
Onde comer: Existe em torno de 25 restaurantes para turistas na ilha. Alguns podem ser encontrados perto das docas em Hanga Roa, com alguns outros espalhados pelas áreas subjacentes. Os cardápios tendem a ser limitados, uma vez que toda comida na ilha precisa ser importada. A variedade de peixes, entretanto, é considerável - assim bem como em todo o Chile. Há também alguns 'supermercados' onde os visitantes podem comprar lanches, bebida etc.
Assim como os vendedores de souvenirs, na ilha muitos restaurantes não aceitam cartão de crédito ou terão um valor mínimo de cobrança. Também a gorjeta é apreciada, mas deve ser dada com moderação, normalmente alguns trocados ou menos que 10% é o suficiente. Como resultado do número cada vez maior de turistas, alguns dos restaurantes podem ser 'armadilhas para turista', então não hesite em perguntar para seu guia ou anfitrião sobre onde deve ir.
O que beber: O pisco, uma bebida alcoólica forte feita de uva fermentada, é a bebida não-oficial da ilha. Experimente tomar pisco azedo, que é o pisco misturado com suco de limão. Outro coquetel comum é a piscola - pisco e Coca-Cola. É possível beber pisco puro, uma vez que ele é mais fraco que a vodka, por exemplo, apesar de os chilenos não recomendarem.
Onde ficar: Existem três propriedades de padrão internacional na ilha: o Explora, o Hotel Altiplanico e o Hotel Hanga Roa. A maioria das outras acomodações na Ilha de Páscoa são guesthouses. Representantes das guesthouses irão geralmente até o aeroporto para receber os viajantes que possivelmente gostariam de ficar com eles. Os preços são bem razoáveis. Os proprietários dessas guesthouses ficarão felizes em lhe ajudar a encontrar lugares para comer, beber, chamar um táxi e na locomoção em geral. Um número de guesthouses se descrevem como sendo hotéis, e certamente passariam por tais em qualquer lugar do mundo. Estes hotéis frequentemente possuem restaurantes que oferecem ao menos o café da manhã e, às vezes, o jantar.
Vídeo:
Vídeo institucional turístico da Ilha de Páscoa.
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