quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Cingapura


Nome oficial: Republic of Singapore
População: 5.183.000
Cidade-estado da: Ásia
Idiomas: inglês, malaio, chinês, tamil

Cingapura é uma cidade-estado no sudeste da Ásia. Fundada como uma colônia britânica em 1819, desde sua independência se tornou um dos países mais prósperos do mundo, e possui o porto mais movimentado do planeta. A cidade combina os arranha-céus e metrôs de uma cidade moderna e movimentada com uma mistura de influências chinesas, malaias e indianas, em um clima tropical, com excelente culinária, boas opções de compras e uma vida noturna fervilhante.


Cingapura é um pequeno país em uma pequena ilha, mas com seus mais de cinco milhões de habitantes, é uma cidade superlotada, somente atrás de Mônaco como o país mais densamente populoso do mundo. Entretanto, ao contrário de muitos outros países com alta densidade populacional, Cingapura possui mais de 50% de sua área coberta de verde, com mais de 50 grandes parques e quatro reservas naturais, é uma cidade-jardim encantadora. Várias pequenas "cidades" cresceram por toda a ilha, no entorno no centro moderno e limpo.


Os endereços em Cingapura são curiosos. Em parte se parecem com a modalidade ocidental (por exemplo, 17 Orchard Road), mas os novos empreendimentos imobiliários nos subúrbios são um pouco intimidadores: um endereço típico pode ser algo como "Blk 505 Jurong West St. 51 #01-186". Neste caso, "Blk 505" é o número do bloco de edifícios (Blk = bloco), "Jurong West" é a região, "St. 51" é o nome/número da rua, e "#01-186" significa que é primeiro andar, apartamento ou loja 186.


Cingapura é um microcosmo da Ásia, habitada por chineses, malaios, indianos e um grande grupo de trabalhadores e estrangeiros de vários locais do mundo. Cingapura possui uma reputação de ser um local rígido, já tendo ganhado definições tais como "a Disney com pena de morte" e "o único shopping center do mundo com um assento nas Nações Unidas". Apesar disso, a Suíça da Ásia é para muitos um retiro da pobreza, do caos e da criminalidade de grande parte da Ásia continental.


Os primeiros registros de Cingapura datam do segundo e terceiro séculos, quando uma vaga referência a sua localização foi encontrada em textos gregos e chineses, sob os nomes de Sabana e Pu Luo Chung, respectivamente. De acordo com a lenda, o príncipe Sang Nila Utama, de Sumatra, chegou à ilha no século 13 e, ao observar uma criatura que julgou ser um leão, decidiu fundar uma nova cidade que chamou de Singapura, que significa Cidade do Leão em sânscrito. Entretanto, nunca houve nem há qualquer tipo de leão em qualquer lugar perto de Cingapura ou em qualquer lugar da Malásia, então o animal misterioso deveria ser um tigre ou porco selvagem.


Como Cingapura fica a somente 1,5 grau acima do Equador, normalmente o clima por lá é ensolarado sem definição de estações. Há precipitação de chuva quase todos os dias por todo o ano, normalmente vindo em forma de fortes e repentinas tempestades que raramente duram mais de uma hora. Entretanto, a maior parte das chuvas ocorre durante a monção do nordeste (de novembro a janeiro), com grandes períodos de chuva contínua. As temperaturas médias são de 30 graus durante o dia e 24 à noite (em dezembro e janeiro) e de 32 graus durante o dia e 26 à noite no restante do ano.


Cingapura não exige visto para a entrada de brasileiros no país, caso permaneçam até 30 dias. Mas requer, entre outros, passaporte com validade de pelo menos seis meses e vacina contra a febre amarela. Cingapura possui leis muito estritas com relação a drogas e o tráfico de drogas acarreta pena de morte obrigatória - também aplicada a estrangeiros. Muitas coisas aleatórias são estritamente proibidas em Cingapura, tais como: cartazes, algemas (mesmo que sejam rosas com pompom), alimentar pombos e macacos, jornais da Malásia e atividade homossexual masculina.


Qualquer tipo de pornografia, bens pirateados e publicações das Testemunhas de Jeová e da Igreja da Unificação não podem ser importadas para Cingapura, e a bagagem é escaneada nos pontos de entrada aéreos e marítimos. Em teoria, todo tipo de mídia de entretenimento, incluindo filmes e video games precisa ser enviados para o Quadro de Censores para aprovação antes de que possam ser trazidos para Cingapura, mas isso raramente acontece com produtos originais (não-pirateados). Entretanto, CDs e DVDs piratas podem te custar multas de até R$ 1.500.

Vídeo:
Pequeno documentário do Discovery Channel mostrando um pouco de Cingapura.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Ilha Bouvet



Nome oficial: Bouvetøya
População: desabitada
Ilha da: Noruega
Idioma: nenhum

A Ilha Bouvet é uma pequena ilha vulcânica, muito inacessível, e fica no sul do Oceano Atlântico, a sudoeste da Cidade do Cabo (África do Sul). É considerada a ilha mais remota do mundo. O região continental mais próxima é a Terra da Rainha Maud, na Antártica, a mais de 1.750 km ao sul.


Essa ilha vulcânica desabitada foi descoberta em 1739 por um oficial da marinha francesa por quem a ilha tem seu nome. Nenhum país reivindicou a ilha até 1825, quando a bandeira britânica foi colocada lá. Em 1928, o Reino Unido revogou sua reivindicação em favor da Noruega, que havia ocupado a ilha desde o ano anterior. Em 1971 a Ilha Bouvet e as águas territoriais adjacentes foram designadas como reserva natural. Desde 1977 a Noruega possui uma estação meteorológica automatizada na ilha.


A paisagem natural: A ilha possui somente 58 km² e se levanta abruptamente do oceano, com penhascos de quase 500 metros de altura. Quase toda a ilha é coberta por uma imensa geleira. O ponto mais alto é o Pico Olav, com 780 metros de altura.


Como chegar: Como toda a ilha é uma reserva natural, normalmente você terá sua autorização negada, caso o propósito de entrada seja somente turístico, apesar de que se chegar até lá, não encontrará nada parecido com um posto da imigração norueguesa. Mas se você realmente tiver que ir até lá, o melhor modo é descobrir quando a próxima expedição científica irá para a ilha, e perguntar se você pode se juntar a eles. Se você tiver algum trabalho útil para o local, como pesquisador de regiões polares, biólogo, pesquisador geológico, piloto de helicóptero ou médico, você provavelmente será bem-vindo. Houve pelo menos um caso desse no passado, quando um grupo de rádio-amadores obtiveram permissão de ir para a ilha em uma expedição para colocar uma estação de rádio amadora para comunicação com o resto do mundo.


Não existe nada que possa ser utilizado como porto, apesar de ser possível ancorar fora da ilha. Se você quiser arriscar sua vida, você pode tentar usar um barco pequeno com motor de popa para entrar na ilha. Há relatos de que isso funciona, mas muitas pessoas tentaram e decidiram que não valia o risco. O modo mais seguro de ir é de helicóptero, a partir de um navio.


Internet: Por alguma razão, a convenção de domínios da internet deu a Bouvet sua própria terminação (.bv), apesar de ser muito improvável que alguém vá morar lá. Por causa disso, a Noruega - país que administra a ilha - decidiu que o domínio .bv permaneceria inutilizado.

Vídeo: Quer ter uma sensação de como é estar em Bouvet? Ligue a caixa de som no máximo e coloque o vídeo em tela cheia. Sim, é isso aí mesmo!

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Sakhalin


Nome oficial: Сахалин
População: 580.000
Ilha da: Rússia
Idioma: russo, coreano, japonês

O que é: Sakhalin, anteriormente conhecida como Karafuto pelos japoneses, é uma enorme ilha com pouca povoação que foi centro de uma longa batalha entre a União Soviética e o Japão pelo controle de seus recursos petrolíferos e de gás. Sakhalin é um belo local, porém com setor turístico ínfimo. Por causa dos negócios no campo energético, entretanto, existem bons restaurantes e hotéis para estrangeiros.


Clima: Graças ao gelado Mar de Okhotsk que cerca a ilha, o clima em Sakhalin geralmente é frio e úmido. No auge do inverno as temperaturas variam entre aceitáveis -6°C no sul a congelantes -24°C no norte, e até mesmo temperaturas tão frias quanto -54°C foram registradas. No verão as temperaturas raramente passam dos 19°C, normalmente é bem mais frio, e gelo pode ser observado ao redor da ilha, até mesmo no pico do verão.


Falando: Assim como no restante da Rússia, o russo é o idioma predominante, mas também existem em torno de 30 mil coreanos, apesar de que muitos deles não falam coreano. Eles estão mais concentrados na capital da ilha, que também possui uma notável minoria de azeris - especialmente entre os taxistas. Devido à proximidade com o Japão, você poderá encontrar funcionários de melhores hotéis em Yuzhno-Sakhalinsk que entendam japonês.


Como chegar: Stalin tentou construir um túnel sob o Estreito Tatarsky com trabalho forçado de povos da Sibéria, mas a construção foi abandonada após alguns quilômetros serem construídos, e apesar de haver vontade de que a obra um dia se torne realidade, não existe nenhuma perspectiva real para que isso ocorra. Brasileiros não precisam de visto para visitar a Rússia, porém o gigante euroasiático declarou, em 2008, que Sakhalin é uma região especial de fronteira e, desse modo, a visitação de estrangeiros ao local é restrita, com exceção da cidade de Yuzhno-Sakhalinsk, que é excluída dessa região. Não-russos precisam ir até a Guarda Federal de Fronteiras na chegada para conseguir uma permissão de viagem para fora da cidade. Existem postos de fiscalização muito severo em todos os pontos de saída da cidade.


Em geral, os turistas só podem receber uma permissão se estiverem com reserva em algum pacote turístico feito através de uma agência de viagem licenciada. Adicionalmente, a menos que você tenha feito todo o procedimento com um agente de viagem e o seu guia estiver te esperando em seu porto de entrada, você precisará ter todos os seus detalhes de viagem escritos em russo. Estrangeiros são entrevistados para obter qualquer permissão, e as chances de você encontrar um oficial que fale inglês (ou qualquer outra língua) são muito baixas. Se você conseguir uma permissão, ela dirá onde exatamente na ilha você poderá ir.


Existem várias linhas de ferry boats ligando o continente a Sakhalin, mas a menos que você tenha tempo, paciência e prática em russo, sua escolha se torna limitada ao barco que sai de Vanino, no continente, e vai até Kholmsk, na costa leste da ilha. Vanino é ligada ao serviço ferroviário russo através de um trem diário para Vladivostok, com paradas em Komsomolsk e Khabarovsk no caminho. Nos meses de verão, outra opção é o barco japonês que liga Korsakov, na ponta sul da ilha, até Wakkanai, no norte da ilha Hokkaido (Japão).


A indústria petrolífera garantiu uma abundância enorme de opções de se chegar de avião a um local tão remoto quanto Sakhalin. O aeroporto em Yuzhno-Sakhalin possui conexões não somente para as principais cidades no extremo leste da Rússia, mas também voos para o Japão, Coreia do Sul e China, várias vezes por semana. Se você desconfia em voar com uma companhia aérea russa, a única outra opção é o voo de uma vez por semana da Asiana, a partir de Seul (Coreia do Sul).


O que ver: Uma escapada da cinzenta Yuzhno-Sakhalinsk é o Lago Tunaycha, uma região de lagos rasos que inclui o maior lago de água doce da ilha; a Ilha Moneron é uma ilha desabitada próxima a Kholmsk, muito popular entre mergulhadores e observadores de pássaros; a Ilha Tyuleniy, ou Ilha das Focas, é um dos maiores rochedos de focas e leões-marinhos do mundo, e também de muitas espécies de aves; as Montanhas Vaida fazem parte de uma reserva natural e era a antiga divisão entre a Sakhalin russa e japonesa, palco de muitas batalhas.


O desastre: "Civil? Ele voou sobre Kamchatka!" Foi com essas palavras que começou um grave incidente da Guerra Fria, quando o voo da Korean Air Lines 007, devido a uma série de erros de pilotagem, acabou entrando no espaço aéreo soviético e foi abatido bem sobre Sakhalin por caças soviéticos, mesmo após ter conseguido com sorte escapar dos caças sobre a península Kamchatka devido ao mau tempo. Após um breve período de suspense digno de cinema, o avião mergulhou no mar próximo à Ilha Moneron, matando todos os 269 a bordo. Provavelmente foi a única vez que essa remota parte do mundo esteve nas notícias do mundo todo.

Vídeo: Parte de um programa da americana PBS sobre a questão do petróleo em Sakhalin. O vídeo completo pode ser visto no site oficial do programa.

domingo, 4 de março de 2012

Vestmannaeyjar


Nome oficial: Vestmannaeyjar
População: 4.142
Arquipélago da: Islândia
Idioma: islandês

O que é: Vestmannaeyjar é uma cidade e um arquipélago ao sul da Islândia. A ilha maior, Heimaey, possui quase todos os habitantes do arquipélago. As outras ilhas são desabitadas, apesar de em seis delas haver cabanas de caça. A cantora Björk possui uma casa solitária em uma das ilhas de Vestmannaeyjar. O arquipélago ficou internacionalmente conhecido primeiramente nos anos 1960, com o surgimento da ilha Surtsey através de uma erupção vulcânica submarina, que acabou por criar a mais nova ilha do planeta. Uma década depois, o grande erupção do vulcão Eldfell, que destruiu grande parte da cidade, forçou uma evacuação por completo da população para a Islândia. Uma parte da cidade é hoje conhecida como a "Pompeia do Norte", devido ao número de edifícios ainda cobertos pela lava e cinzas vulcânicas da erupção da década de 1970.


Como chegar: O ferryboat Herjólfur leva passageiros e carros em horários regulares entre Þorlákshöfn e Vestmannaeyjar. A viagem dura duas horas e 45 minutos. O navio leva até 500 passageiros e 50 carros. A bordo há uma cafeteria e local para dormir pode ser agendado. Entretanto, em 2010, um novo porto - Landeyjarhöfn - foi construído na costa sul da Islândia, a somente 11 km da ilha Heimaey. Quando as condições do tempo e do porto permitem, o Herjólfur opera nessa rota muito mais curta, fazendo quatro ou cinco viagens de ida e volta por dia. As tarifas são menores nessa rota mais rápida, e cada viagem leva em torno de meia hora. Existem ônibus de Reykjavík para Landeyjarhöfn, passando pela cidade de Selfoss. De avião, a Eagle Air (Ernir) opera uma rota diária durante o verão entre as Ilhas Westman e Reykjavík. O tempo de voo é de somente 25 minutos.


Andando por lá: Heimaey é uma ilha bem pequena, com 7 km por 4 km, então tudo dá para ser feito à pé. Existem trilhas por toda a ilha então qualquer turista que esteja ao menos um pouquinho em forma conseguirá aproveitar bem o passeio andando. Carros podem ser alugados no aeroporto ou na cidade. Os preços são a partir de R$ 110 por dia. Passeios guiados de ônibus, passeios de barco e de caminhadas também são disponibilizados. Recomenda-se a empresa local Viking Tours. É possível fazer um passeio de dia inteiro a partir de Reykjavík para as Ilhas Westman com a empresa Iceland Excursions, que inclui o trajeto de ônibus (guiado) até Landeyjarhöfn, ida e volta no ferryboat, passeio guiado em Heimaey, alimentação rápida e passeio de barco bem completo em torno de toda a ilha principal.


O que ver: Um passeio ao Museu de História Natural, o único do tipo na Islândia, que vale o nome que tem: veja peixes e outras criaturas do mar nadarem em seus aquários, uma boa mostra de aves empalhadas e uma das melhores coleções de minerais islandeses. Vá ao Skansinn, o local no porto onde o fluxo de lava parou em 1973. Lá você encontrará uma igreja nórdica de madeira, a única do tipo na Islândia, um presente do povo da Noruega, e o Landlyst, a segunda construção mais antiga das ilhas, que hoje abriga um pequeno museu médico.


O que fazer: Ande no mais recente campo de lava, muitos metros acima do nível da rua e onde ficavam os prédios, onde você verá placas indicando o que havia ali, assim bem como o topo das casas, no local que hoje é conhecido na Islândia como a "Pompeia do Norte". Jogue golfe, em nove ou dezoito buracos em um campo escolhido pela revista Golf Digest como um dos 200 mais aprazíveis da Europa. Navegue pelas ilhas, uma volta completa dura em torno de 90 minutos. Acompanhado você irá um guia que talvez tocará trompete ou saxofone dentro de uma das cavernas. Você poderá ver a vida das aves bem de perto e, se tiver sorte, ver baleias e golfinhos brincando. Dependendo da época, é possível avistar o pássaro mais conhecido da Islândia, o puffin, nas Ilhas Westman. Os passeios podem ser agendados no porto de Vestmannaeyjar.


Suba o Heimaklettur, a maior formação rochosa das ilhas. Seu cume não tem mais que 283 metros, então não demanda muito tempo - nem muita força, pois nas partes mais difíceis da trilha, escadas foram colocadas. E a vista do topo é magnífica, não importa em qual direção você olhe. Vá até o topo do Stórhöfði, o local com mais ventos na Islândia - e possivelmente em toda a Europa, onde a média é de somente quatro dias sem vento por ano e a velocidade do vento pode atingir os 100 km/h. Não é preciso nem dizer que a vista é magnífica (a foto abaixo foi tirada no próprio Stórhöfði). No centro da (calmíssima e quase fantasma) cidade, há um cinema que mostra as erupções vulcânicas impressionantes do local nos anos 1960 e 1970.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

San Marino


Nome oficial: Serenissima Repubblica di San Marino
População: 31.887
País da: Europa
Idioma: italiano

O que é: San Marino é o terceiro menor país da Europa (após o Vaticano e Mônaco), e reivindica ser a mais antiga república do mundo. De acordo com a tradição, foi fundado por um pedreiro cristão chamado Marinus em 301 d.C. A política externa de San Marino é alinhada com a da Itália, que cerca o país por todos os lados. As tendências sociais e políticas na república tendem a acompanhar a de sua vizinha.


Entenda: San Marino é a república mais antiga do mundo e o terceiro menor Estado da Europa. Fica a 657 metros acima do nível do mar, com uma vista espetacular do interior à sua volta e da costa do Mar Adriático, ficando a somente 10 km da cidade italiana de Rimini. A lenda diz que o fundador de San Marino, um pedreiro que veio da ilha de Rab na Dalmácia, escalou o Monte Titano e encontrou uma pequena comunidade de cristãos, perseguidos por causa de sua fé pelo imperador Diocleciano.

San Marino é composto de algumas cidades espalhadas pelas montanhas. A capital de San Marino também se chama San Marino e fica situada no topo de uma alta montanha. A capital é cercada por uma muralha e três torres distintas inspecionam o restante do país. O local "San Marino: Centro Histórico e Monte Titano" se tornou Patrimônio Mundial da UNESCO em 2008. As cidades que cercam a capital são mais industriais e geralmente não tão atraentes quanto a cidade principal. San Marino é 20 vezes maior que Mônaco e metade do tamanho de Liechtenstein.


Como chegar: San Marino possui fronteiras abertas, mas os estrangeiros que forem ficar mais de 20 dias no país devem obter permissão do governo. De avião, não é possível chegar, pois San Marino não possui aeroportos. O aeroporto de maior porte mais próximo fica em Rimini (Itália). Existem outros aeroportos também em Ancona, Bolonha e Forlì. De trem, também não é possível chegar, pois San Marino não possui estações ferroviárias. A estação de trem mais próxima também fica em Rimini. Entretanto, de carro, você não terá qualquer tipo de problema - as fronteiras são abertas e não há qualquer tipo de controle. Quase todo o estacionamento no país é gratuito.

De ônibus, o número 72 sai de Rimini para San Marino diariamente em intervalos regulares. Uma passagem de ida e volta custa em torno de R$ 18. Esse ônibus pode ser tomado logo do lado de fora da estação de trem de Rimini.


Andando por lá: Quando você estiver dentro da cidade murada, simplesmente ande. Ela é bem pequena e tudo pode ser feito à pé. Somente em algumas ruas é permitido o tráfego de carros (e somente se eles forem pequenos).

Falando: As pessoas de San Marino falam um italiano muito claro. Também, devido a grande densidade de turistas russos, em muitas lojas e restaurantes as pessoas falam russo. Mas com o inglês você conseguirá se virar muito bem por lá.


O que ver: Você poderá ver duas das três torres (que estão inclusive na bandeira de San Marino), comprando o "Cartão Vermelho" por R$ 10. O "Cartão Amarelo" (R$ 6,90) lhe permite ver somente uma das torres. Você não pode entrar na terceira torre (uma vez que parece sequer ter uma entrada!). Simplesmente ande pela cidade. As ruas estreitas são cheias de surpresas. As calçadas sobem e descem os morros de um modo muito interessante, convidando à exploração.

O que fazer: Carimbe seu passaporte no centro de informações turísticas. É um souvenir excelente, eles colam um selo de que a taxa de visto foi paga e carimbam em cima (R$ 11).


Compras: San Marino utiliza o euro. Apesar de não fazer parte da União Europeia, San Marino (assim como Andorra, Kosovo, Mônaco, Montenegro e o Vaticano), utilizam o euro como moeda corrente. Várias lojas em San Marino vendem armas, como espadas. Também o que os turistas costumam buscar são as moedas de euro com os símbolos de San Marino na parte de trás. Você pode consegui-las somente comprando coisas no país e recebendo o troco, ou comprar o conjunto completo nas lojas. Os preços de algumas coisas, como câmeras e pilhas são mais baratos em San Marino do que na Itália. Isso se dá em parte porque em San Marino você não precisa pagar o imposto de compra VAT (20%) que é pago na Itália.


O que comer: Obviamente pratos italianos, como lasanha, espaguete à bolonhesa, gelato (sorvete italiano) e tudo o mais que você encontraria na Itália, encontrará em San Marino. Os supermercados em San Marino são poucos e longe um do outro.

O que beber: A cerveja local é muito saborosa. Bebidas destiladas também são encontradas com facilidade, especialmente limoncello, uma bebida de limão. Experimente o vinho produzido no país e também o café que, assim como seu vizinho italiano, é saborosíssimo.


Onde ficar: Apesar de San Marino possuir alguns hotéis, o resort à beira-mar de Rimini possui bem mais opções e são provavelmente mais baratas. Entretanto, recomenda-se o Grand Hotel San Marino, no alto do Monte Titano, perto da Rocha e do centro antigo da cidade. Com uma caminhada de poucos minutos, você se sentirá imerso na rica cultura e história dessa cidade ao ficar aqui.

Segurança: San Marino é um lugar muito seguro. Assim como em qualquer outro lugar que atrai turistas, fique atento a batedores de carteira. Não há violência.


Saúde: Não há com o que se preocupar durante sua estadia em San Marino em termos de saúde pública. Se você ficar doente, o procedimento é o mesmo de toda a União Europeia, apesar de que para problemas mais graves, o doente será provavelmente transferido para Rimini.

Respeito: San Marino é um país muito orgulhoso e deve ser observado sob esse aspecto. Seja respeitoso ao tirar fotos com os guardas, um sorriso é aceitável, mas gestos e caras engraçadas não são bem tolerados. É muito ofensivo se referir a eles como "italianos" - não é que eles não gostam dos italianos, mas são muito orgulhosos de sua independência.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Parque Nacional Vatnajökull


Nome oficial: Vatnajökulsþóðgarður
População: indefinida
Parque Nacional da: Islândia
Idioma: islandês, inglês

O que é: O Parque Nacional Vatnajökull, na Islândia, é o maior parque nacional da Europa. O parque foi fundado em 7 de junho de 2008 e inclui os antigos parques nacionais de Skaftafell e Jökulsárgljúfur. Possuindo 12 mil km², o parque cobre em torno de 12% da superfície da Islândia. O parque abriga a montanha mais alta do país (Hvannadalshnúkur), a maior geleira (Vatnajökull), e a cachoeira mais forte da Europa (Dettifoss).


Entenda o local: O parque se localiza no lado oeste de Vatnajökull - a maior geleira da Europa. Skaftafell é o nome da colina que passa por um dos braços da geleira e entre as montanhas. Há um centro de visitantes (aberto até as 16:00) e um local para acampamento (abre a partir de meados de maio) com todas as amenidades e acesso a deficientes.


História: Skaftafell é mencionada logo no início da Saga de Njál (uma saga popular islandesa). O local abriga uma das terras mais férteis do país e também possui uma extensa história de fazendas. Infelizmente, também possui uma enorme história de grandes enchentes, quando os vulcões sob a geleira Vatnajökull causam grandes derretimentos e as enchentes (chamadas de jökulhlaup) invadem a região mais baixa. Como consequência, os fazendeiros abandonaram suas prolíficas fazendas nas planícies baixas e se mudaram para terras mais altas.


A Paisagem: Planícies, rios, areia negra, uma geleira enorme, algumas montanhas pitorescas, colinas, cachoeiras, areia movediça e muita tranquilidade. Assim é o Parque Nacional Vatnajökull. A Skaftafell é a montanha onde os fazendeiros ficaram para evitarem as enchentes da enorme geleira. Existem várias trilhas bem demarcadas para subir no local, a partir de onde você pode ter uma vista das geleiras, lindas cachoeiras e uma mistura de fauna e das aves locais. O ponto mais alto da colina tem 600 metros e a trilha é feita em duas horas, aproximadamente. Um dos pontos altos da trilha é a Svartifoss (Cachoeira Negra), com impressionantes colunas naturais feitas de blocos de basalto em torno da queda d'água.


Clima: O lado leste da Islândia, onde o parque fica, é o que menos recebe chuva no país. Consequentemente, essa região ao nível do mar é considerada o "deserto inferior" da Islândia (sandur), e o deserto mais alto fica ao norte, na região do Lago Mývatn.


O que fazer: De janeiro a março, contrate um serviço guiado para esquiar na montanha mais alta da Islândia, Hvannadalshnúkur; faça uma caminhada pelas trilhas subindo Skaftafell para ver as cachoeiras e outras vistas panorâmicas impressionantes; A empresa Glacier Guides oferece passeios, caminhadas no gelo e escalada no gelo no entorno de Skaftafell; os únicos guias certificados na Islândia são os Bergmenn Mountain Guides, que oferece subidas guiadas em vários locais do Parque Nacional Vatnajökull; a Adventure Tours on Vatnajökull oferece passeios de snowmobile, safáris em superjipes, escaladas no gelo, caminhadas e navegação entre os icebergs na lagoa glacial de Jökulsárlón (facilmente acessível através da Rodovia 1, a principal estrada do país).


O que comer: Há um pequeno local na estrada, a cerca de 5 km de distância do parque, em frente ao Hotel Skaftafell. A comida é boa e o preço, razoável - mas as opções são limitadas. Há também um minimercado no local, onde você pode comprar de tudo, desde chá até sabonete, mas a preços altos.


Onde ficar: Há uma guesthouse, o equivalente islandês às pousadas brasileiras (só que com banheiros compartilhados), chamada Bolti Farmhouse. Porém, geralmente quem se aventura nas terras geladas do Parque Nacional Vatnajökull por mais de um dia, prefere acampar. Existe um local grande para acampamento que abre do final de maio a 1º de setembro e é muito movimentado durante os meses de verão. Não há barracas para aluguel.


Segurança: Permaneça nas trilhas e não se aventure sobre a geleira sem um guia. O perigo de morte é maior do que se imagina.

Vídeo:
Filme em timelapse da lagoa glacial Jökulsárlón, um dos atrativos turísticos mais visitados na Islândia, que fica à beira da geleira Vatnajökull. Belas imagens também da aurora boreal.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Minsk


Nome oficial: Мінск, Минск
População: 1.836.808
Capital de: Belarus
Idioma: bielorrusso, russo

O que é: Minsk é a capital e maior cidade de Belarus. De 1919 a 1991 foi a capital da República Socialista Soviética da Bielorrússia. É também a capital da CEI (Comunidade dos Estados Independentes). A cidade foi 80% destruída durante a Segunda Guerra Mundial e nos anos 1950 foi reconstruída de acordo com o gosto de Stalin. Grandes prédios em monobloco enormes soviéticos compõem muito do cenário da cidade. Por essa razão, Minsk é um lugar ótimo para aqueles interessados na União Soviética e que se interessam por vê-la praticamente viva. Inglês raramente é falado e o turismo não é prioridade alguma em Minsk. É aconselhável aprender algumas frases importantes em russo (que é a língua utilizada mais comumente, apesar de bielorrusso ser entendido e falado também).


Como chegar: O tamanho da bitola das ferrovias é diferente na Polônia e em Belarus, então prepare-se pra esperar bastante a readequação das mesmas caso vá de trem para Belarus. Entretanto, se você chegar a partir de Kiev ou Lviv (Ucrânia) e Moscou (Rússia), não precisará se preocupar com isso. E ainda como bônus, os preços em Belarus são muito mais baratos do que nos outros países da CEI. De ônibus, existem várias linhas que saem de Vilnius (Lituânia) para a estação de ônibus Avtovokzal Vostochniy em Minsk. A estação de ônibus não fica perto do centro, mas você pode tomar um táxi pelo equivalente a R$ 2,10. Entretanto, o ônibus é demorado e fica parado em torno de uma hora e meia na fronteira.


Voos internacionais chegam no Aeroporto Nacional de Minsk, a 37 km da cidade. O terminal é impressionante visto de fora, mas seu interior e infraestrutura são exemplos ideais do design pobre da União Soviética. Para o embarque, você precisa passar por um controle de segurança muito demorado antes de ser permitido o check-in. Chegar à cidade por transporte público é uma tarefa difícil. O aeroporto é servido por linhas de ônibus regulares que passam a cada 45-60 minutos dos terminais Moskovsky e Vostochny. O ponto de ônibus é tão escondido que a maioria dos passageiros nem sabe que ele existe. No saguão de chegadas, você não verá nenhuma indicação sobre onde pegar os ônibus.

As conexões aéreas em Minsk são escassas. A companhia aérea Belavia opera voos para Moscou (seis por dia), São Petersburgo e Kaliningrado (uma ou duas vezes por dia), e também para Tbilisi (Geórgia), Praga (República Tcheca), Kiev (Ucrânia) e Riga (Letônia). Também possui voos para os maiores aeroportos europeus, mas não são diários. Você pode voar para Minsk com a Aeroflot (de Moscou, duas vezes por dia), Lufthansa (de Frankfurt, uma ou duas vezes por dia), Austrian Airlines (de Viena), LOT (de Varsóvia), e Aerosvit (de Kiev).


Andando por lá: Ande usando ônibus, bonde, metrô ou alugue um carro. Os primeiros três são baratos e confiáveis. O metrô é conhecido por ser limpo e seguro. Adicionalmente, cada estação do metrô é decorada de forma única. Por exemplo, a estação na Praça de Outubro é decorada com temas da Revolução Comunista. A estação na Praça da Vitória é decorada com temas de vitória, e a estação Lenin inclui um busto de Lenin e altos-relevos com a foice e o martelo. Existem mapas panorâmicos do metrô em inglês à venda no centro de Minsk, em livrarias e quiosques. Os táxis também são baratos.


O que ver: A antiga casa de Lee Harvey Oswald (assassino de John F. Kennedy). Lee chegou na União Soviética em dezembro de 1959 querendo renunciar sua cidadania americana e foi enviado para Minsk. Ele mudou seu nome para Alek e se casou com uma mulher nativa, Marina Prusakova, com a qual teve uma filha. A família foi para os Estados Unidos em 1º de junho de 1962. Ele mataria o presidente em novembro do ano seguinte; A Igreja de Santa Maria Madalena foi construída em 1847 no estilo ortodoxo - com uma torre octogonal na entrada; a Igreja de São Pedro e São Paulo foi construída em 1613 e reformada em 1871, é a igreja mais antiga de Minsk. Vale a pena entrar; o Museu Nacional de História e Cultura de Belarus possui muitas coisas para serem vistas, mas infelizmente todas as explicações são em bielorrusso; o Palácio das Artes (Palats Mastatsva) possui várias mostras de arte moderna, livros usados e venda de antiguidades.


O Museu de História da Grande Guerra Patriótica possui vários salões com exposições da Segunda Guerra Mundial, mas também sem nenhuma tradução; porém o mais impressionante talvez seja o Quartel-General da KGB, em uma das principais ruas comerciais de Minsk. É bem apropriado que em um país como Belarus a KGB ficasse localizada em um prédio-ícone no centro da capital. Você pode também contratar um guia privativo durante sua estadia em Minsk ou qualquer outra maior cidade de Belarus. Os guias particulares são autorizados pela Agência de Turismo Nacional - e você pode se certificar se o nome deles consta no site da Agência. Um guia licenciado de Belarus sempre usará uma identificação oficial.


Compras: Os produtos locais são geralmente de qualidade ruim, mas há algumas coisas que valem a pena serem compradas. Algumas roupas de lã e linho - você pode conseguir coisas muito boas por muito pouco dinheiro. Talvez a melhor vodka do mundo seja daqui, a Brest. Deixa no chinelo qualquer Absolut ou Smirnoff. Geralmente, o aeroporto de Minsk possui um free shop com uma boa variedade de perfumes, bebidas e souvenirs. Não vale a pena comprar marcas internacionais - custam entre 20% a 50% mais do que no resto da Europa.


O que comer: A culinária bielorrussa é similar à do resto da Europa, particularmente similar à russa e ucraniana. Geralmente possui pratos gordurosos com batata, cogumelos, sopas e carne assada. A qualidade da culinária ocidental europeia (italiana, francesa etc.) não é das melhores. O nível em geral dos cafés e restaurantes é baixo mas existem lugares aceitáveis no centro da cidade. A comida também é barata, assim como quase tudo no país.


Informações importantes sobre hospedagem: Lembre-se que todo estrangeiro visitando Belarus precisa se registrar no departamento de polícia local - Departamento de Cidadania e Migração, em até cinco dias úteis. Então isso quer dizer que, por exemplo, você pode chegar em Belarus numa terça e sair no domingo sem o carimbo de registro. A maioria dos hotéis faz esse registro automaticamente no check-in, mas muitas vezes, no caso de você estar alugando um apartamento por uns dias, eles são relutantes em prover o registro. Você pode receber uma ligação no meio da noite no seu hotel lhe oferecendo uma "massagem". Recuse.


Segurança: Minsk é uma cidade bem segura, especialmente se comparada com as capitais dos países vizinhos, Moscou e Kiev. Ao contrário da maior parte das cidades do leste europeu, existem poucos sem-teto e bêbados andando pelas ruas. Se você precisar de qualquer assistência, a presença policial no centro da cidade é bem forte; entretanto, a limitação do idioma será um problema. Tenha cuidado ao fotografar prédios do governo e o monumento a Lenin na Praça da Independência. Você será observado e provavelmente mandado embora ao fotografar o monumento, mas tirar fotos dos prédios do governo pode levar a problemas com as autoridades e até mesmo prisão. Tenha cuidado com o que você fotografa.

Vídeo:
Filmagem em time lapse da cidade de Minsk.