terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Pyongyang


Nome oficial: Pyongyang
População: 3.255.388
Capital da: Coreia do Norte
Língua oficial: coreano

Talvez a cidade mais fechada e mais proibida do mundo. Certamente uma das mais difíceis de se visitar. Não por problemas de locomoção, uma vez que (surpreendentemente) existe um aeroporto internacional com voos regulares para alguns destinos. Mas pela burocracia. A capital mundial do comunismo, praticamente uma ilha isolada do restante do planeta, é tão obscura que se torna item obrigatório para aquele que quer chegar ao extremo.

Pyongyang é a capital da República Democrática da Coreia, mais conhecia, obviamente, como a Coreia do Norte. A cidade fica às margens do Rio Taedong.

Como chegar: boa pergunta. Se conseguir passar por todas as restrições para conseguir um visto para entrar na Coreia do Norte (alguém duvidava que qualquer ser humano precisa de visto?), você pode chegar lá de avião. Quase todos os poucos turistas chegam de avião ou trem. Para o visto, basicamente, você não pode ser: 1) americano; e 2) jornalista de qualquer espécie. O Aeroporto Internacional Sunan é servido por voos regulares para Pequim e Shenyang, na China. Há também (supostamente) um voo semanal para Vladivostok, na Rússia, mas na realidade ele só decola quando existem passageiros o suficiente para lotar um antigo Tupolev Tu-134.

O aeroporto de Pyongyang não possui qualquer sistema de aproximação para pouso de aeronaves por instrumentos, então se o tempo está ruim, os voos são cancelados e até mesmo os aviões que se encontram já em voo retornam para seu ponto de origem. Isso acontece normalmente com os voos da Air China. Coincidência ou não, os voos da companhia aérea nacional norte-coreana, Air Koryo, parecem não ter problema para pousar. Então, se você quer ter certeza de que irá pousar, voe com a Air Koryo. Comprar as passagens em Pyongyang faz com que elas saiam pela metade do preço na Air China, e ainda 30kg de bagagem são permitidos gratuitamente.

Indo de trem, estrangeiros chegam no terminal principal de Pyongyang mas não devem se juntar com os coreanos, pois estrangeiros sairão por uma porta lateral da estação, nunca pela principal, após passar pela imigração, que nunca é muito movimentada (por que será?).


Andando por lá: os turistas na Coreia do Norte serão sempre acompanhados por um guia norte-coreano, ou mais de um guia, que irão dizer quais são os lugares que poderão ser visitados. Os estrangeiros sempre recebem na chegada um roteiro que será seguido durante sua estadia, o único modo de se visitar Pyongyang. O Governo dirá quais lugares estão autorizados a serem vistos. Fotografias ou filmagens só serão permitidas quando os guias disserem. O sistema de metrô é liberado para estrangeiros, e uma viagem custa o equivalente a somente R$ 0,05. O único inconveniente da utilização do metrô é que todas as estações ficam do lado oposto do rio onde residem todas as pessoas na capital. Estrangeiros podem pegar táxis, mas os norte-coreanos ficam geralmente muito nervosos com o fato de aceitar estrangeiros entrando em seus táxis. A única exceção são os que ficam no Hotel Koryo. Normalmente o motorista verificará com o hotel se ele poderá te levar no táxi.

O que há para ver: obviamente, enormes estátuas do líder-deus dos norte-coreanos, Kim Il-Sung, pai do atual ditador Kim Jong-Il. A maior estátua foi erigida pelo próprio Líder, e é provavelmente o primeiro lugar ao qual os guias o levarão. O normal é que todos os visitantes comprem flores para colocar aos pés da estátua. As flores custam entre R$ 6 a R$ 22. Outro lugar para se ver é o metrô. É o mais profundo do mundo, a 110 metros de profundidade. Por todo o lado existem enormes painéis socialistas, com cada estação feita para demonstrar um ideal diferente do regime. Há a Torre Juche, com 170 metros de altura, dedicada à filosofia Juche de Kim Il-Sung. Quase todos os museus na cidade demonstram a superioridade norte-coreana sobre os americanos, como navios capturados (USS Pueblo) e como o Museu da Guerra da Coreia, que possui uma coleção de todo tipo de artefato capturado dos Estados Unidos. Há um enorme Arco do Triunfo, maior do que o famoso de Paris e, finalmente, o enorme prédio de 105 andares no meio da cidade, o Hotel Ryugyong.


Como se portar: as excursões guiadas são o único modo de fazer qualquer coisa em Pyongyang. É muito raro que a um estrangeiro possa ser dado o direito de andar sozinho. Acima de tudo, tenha muito cuidado com fotografias. É tranquilo tirar fotos de palácios e monumentos, mas os coreanos odeiam que tirem fotografias deles, a menos que você tenha permissão primeiro. Se você chegar a um mercado de rua (como uma feira livre), muito provavelmente todos fugirão correndo (incluindo os vendedores), uma vez que sua existência é uma admissão tácita do fracasso de sua forma de socialismo. Mas não é sempre assim. A maioria dos coreanos sempre fica muito nervosa, então sorrir é sempre uma boa ideia. Você nunca deve tirar fotos dessas situações óbvias. Muito provavelmente você será preso e deportado. Uma inocente foto de um mercado para os ocidentais é uma situação muito séria para eles, politicamente falando. Não somente a foto mostrará as limitações do socialismo, mas uma eventual foto da 'abundância' de um mercado irá, para eles, levar com que cessem as ajudas internacionais de alimentos que o país recebe.

Existem muitos lugares para praticar tiro ao alvo, normalmente com cápsulas de ar. Os coreanos adoram ver os estrangeiros fazendo isso, uma vez que (sem o estrangeiro saber) eles estão mirando e atirando em fotos de americanos. De um modo mais cruel, você poderá atirar em galinhas vivas por mais ou menos R$ 5. Se você matar a galinha, poderá ficar com ela. Os estrangeiros podem utilizar a principal piscina pública nos sábados de manhã, assim bem como a pista de patinação no gelo no inverno. Tenha cuidado, pois se você tiver um acidente, os norte-coreanos não irão lhe socorrer, provavelmente por causa do medo de estar lidando com um estrangeiro. Houve casos de estrangeiros quebrarem a perna enquanto estavam patinando, e esperaram por horas no gelo até que outros estrangeiros no local tentaram os ajudar (isso se eles estiverem por perto)!


Passeios: talvez o principal passeio de dia inteiro seja Mangyongdae, o suposto local onde nasceu Kim Il-Sung, a 12km de Pyongyang. Algumas cabanas nas quais supõe-se que tenha nascido o Líder são a atração principal, e elas parecem bem novas para terem 100 anos de idade. Este subúrbio também contém um museu revolucionário, um parque e uma escola revolucionária para as crianças da elite. O zoológico de Pyongyang também é curioso, onde convivem tigres, cachorros e galinhas. As duas raças de cachorro coreanas (o mais claro é o norte-coreano e o mais escuro, o sul-coreano) são separadas por uma cerca de aço, e passam a maior parte do tempo latindo uns para os outros. As galinhas vivem em um ambiente de luxo - na realidade, suas jaulas são maiores do que as dos tigres, o que parece ser um pouco injusto.

Vídeo:
Passeio de carro pelas ruas de Pyongyang.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Voss



Nome oficial: Voss
População: 13.868
Cidade da: Noruega
Língua oficial: norueguês

Voss é uma pequena cidade no coração da região dos fiordes da Noruega, a capital de aventura do país. A cidade também é conhecida por ser um destino de inverno, com dois centros de esqui. Em Voss você estará cercado por rios, montanhas, fiordes e lagos.

Caso esteja planejando uma viagem para os fiordes da Noruega, pode considerar Voss como sua base inicial. A partir de Voss pode-se chegar aos mais conhecidos fiordes, o Sognefjord e o Hardangerfjord, em menos de uma hora. A cidade possui uma longa história, tendo até hoje uma igreja de pedra do século 12 de pé no centro. Por mais de 200 anos, Voss vem recebendo turistas de diversos países. Os turistas chegam para apreciar as indescritíveis paisagens - ver montanhas até não poder mais, geleiras e fiordes próximos à cidade, lagos e rios de águas brancas.


Como chegar: é fácil chegar a Voss a partir das maiores cidades da Noruega - Oslo e Bergen. Indo de trem, são 5 horas e meia de Oslo ou somente uma hora de Bergen. De avião, pode-se voar até Bergen, que possui chegadas de voos diretos de vários pontos da Europa, como Amsterdã, Frankfurt, Copenhagen, Londres, Estocolmo ou Reykjavík. Mas o recomendável é realmente pegar o trem a partir de Oslo. A ferrovia Oslo-Bergen é considerada uma das mais bonitas do mundo, onde pode-se observar paisagens verdes no verão e geleiras nas paradas que o trem faz, como nos vilarejos de Ustaoset e Finse, que ficam no alto das montanhas norueguesas, entre a capital e os fiordes.

O que há para ver: as atrações são as mais diversas, especialmente pela mudança de paisagem que ocorre entre inverno e verão. A Stalheimskleiva é uma das estradas mais íngremes da Europa, construída entre 1842 e 1846. A estrada é completamente feita em ziguezague, com 13 curvas de dar arrepios. Do alto dela pode-se ver o vale onde começa o Nærøyfjorden, chegando-se ao vilarejo de Gudvangen, ponto de partida dos navios que cruzam os fiordes até outras pequenas cidades ou até Bergen. Também no caminho pode-se ver enormes cachoeiras. Por falar em cachoeiras, em Voss há a Tvindefossen, com 152 metros de altura. Para chegar até ela existe uma trilha que leva até o topo. No inverno, existem resorts especializados na prática de esqui, alguns com tours guiados pelas colinas no entorno da cidade. No verão, pode-se fazer rafting nas corredeiras, com o acompanhamento do Centro de Rafting de Voss.


Onde ficar: a cidade pode ser pequena, mas existem inúmeras opções de hotelaria. O Hotel Fleicher, por exemplo, ao lado da estação ferroviária, no passado foi visitado pela nobreza e pela realeza da Noruega. Hoje o hotel combina modernidade para o turista incorporadas à construção antiga de forma bem natural. Para o verão, o bom é ficar no pequeno centro de Voss mesmo. No inverno, escolha um dos resorts especializados em atividades de inverno para poder aproveitar os passeios.

Dica: não deixar de visitar o lago Vangsvatnet, que fica bem no centro da cidade, a algumas quadras da rua principal e da igreja. É uma paisagem belíssima que vale muitas fotografias. Porém, mesmo no verão, o tempo em Voss pode virar de repente. É sempre bom levar um bom casaco contra chuva e vento. Mas nada que faça estragar a experiência única que é visitar esta pequena joia dos fiordes.

Vídeo:
Um pouco do passeio Norway in a nutshell, o mais sucinto e completo da região dos fiordes e Voss.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Tokelau



Nome oficial: Tokelau
População: 1.416
Pertence a: Nova Zelândia
Língua oficial: tokelauano e inglês

Tokelau é o conjunto de três atóis, ou seja: uma faixa de terra com água do lado de fora e também do lado de dentro. O principal dos três, onde se localiza o maior vilarejo, se chama Nukunonu. Os outros dois são Fakaofo e Atafu. A faixa de areia que os compõe varia entre 90 metros até 6km de comprimento, mas a largura de Tokelau não passa dos 200 metros. O ponto mais alto de Tokelau não ultrapassa os cinco metros de altura, o que faz com que o país seja vulnerável aos efeitos do aumento do nível do mar.

Tokelau é quase uma entidade à parte no sul do Oceano Pacífico. A vida é pacata no país. Não existem grandes lojas, hotéis, restaurantes ou bares, somente inúmeros côcos, areia, sol e um povo alegre e amigável. É com certeza um dos lugares mais intocados da Polinésia.


Clima: a média de temperatura é de 28°C, com pouca variação. A precipitação de chuva é irregular mas muito forte. Tokelau fica bem ao norte da zona de furacões, mas algumas vezes o país é varrido por furacões entre novembro e março.

Governo: Tokelau é uma dependência da Nova Zelândia e o administrador das ilhas é indicado pelo Ministro das Relações Exteriores e Comércio da Nova Zelândia e reside em Wellington. Especificamente para tratar de assuntos relativos ao país, a Nova Zelândia mantém um escritório em Apia, Samoa - o Tokelau-Apia Liaison Office. O administrador é representado em cada ilha por um faipule (chefe), que é eleito localmente a cada três anos. Todos os três atóis possuem um pulenku (prefeito), também eleito para um mandato de três anos, que dirige as atividades dos nuku (vilarejos). Cada ilha possui um taupulenga (conselho), consistido de anciãos da ilha ou chefes de família.

Fato curioso: apesar de a Nova Zelândia ter dado a oportunidade para os tokelauanos serem independentes, eles rejeitam a independência do país a cada plebiscito realizado.


Economia: Tokelau recebe mais de 8 milhões de dólares neozelandeses por ano como apoio. Este apoio é quatro vezes maior do que o total de riqueza produzida pelo país, e as exportações de Tokelau são nulas, consistindo tão somente de artesanato. Entretanto, Tokelau ganha alguns milhares de dólares todos os anos através da venda de selos postais e moedas para colecionadores. Na prática, os 200 postos de trabalho provisionados pelo governo da Nova Zelândia são a única fonte de renda regular em Tokelau. Todas essas dificuldades fazem, a cada ano que se passa, mais nativos do país a emigrarem para ilhas vizinhas ou até mesmo para a Nova Zelândia.

Costumes: Se as pessoas lhe convidarem para ir lhes prestar uma visita para tomar um café ou comer algo, recuse educadamente, dizendo que você acabou de comer. Estes convites são geralmente só uma forma de cumprimento, quando na verdade quem lhe convidou não tem em casa nem o que acabou de te oferecer. Caso um estrangeiro fique na casa de um local, deve acompanhar os donos da casa à igreja no domingo. Os flertes são comuns. Se você se sentir atraído, somente mencione o fato para os amigos dele/dela, e a fofoca irá chegar até os ouvidos certos. As mulheres são loucas por bingo e ficam acordadas até a madrugada jogando.


Como chegar: o serviço regular de hidroavião foi suspenso em 1983 e, desde então, o único jeito de se chegar a Tokelau é no simples barco MV Tokelau, que sai de Apia, na Samoa, para os três atóis duas vezes por mês. Demora em torno de dois dias para se chegar à primeira ilha e de sete a nove dias para fazer a viagem de ida e volta completa. O navio geralmente fica sem provisão de comida no retorno. Não é uma viagem para os fracos: no MV Tokelau a maioria dos passageiros viaja no convés e cada centímetro disponível é ocupado com tokelauanos e seus pertences. Reze para viajar a favor do vento, porque contra o vento o barco sacode muito e o cheiro de diesel contamina o ar. Quando o barco chega, há muita festa em Tokelau. Fora isso, existe somente uma empresa no mundo que faz uma saída turística em um veleiro, uma vez por ano, para 9 pessoas por vez, por em torno de 2 mil dólares a viagem de ida e volta.

Onde ficar: a um minuto de caminhada da única loja de Nukunonu estão os únicos dois hotéis de Tokelau, o Luana Liki Hotel e o Falefa Resort, com preços muito acessíveis e com todas as refeições incluídas na diária.

Contato com o mundo: em 1997, Tokelau se tornou o último país do mundo a ser conectado com o resto do planeta por telefone via satélite. Em cada atol, há um local público onde a internet pode ser utilizada.

Vídeo:
Passeio de barco no atol Nukunonu, Tokelau.

Svalbard



Nome oficial: Svalbard
População: 2.572
Pertence a: Noruega
Língua oficial: norueguês


Svalbard é um arquipélago bem desconhecido, no Oceano Ártico, a meio caminho entre a Noruega e o Pólo Norte. De fato, o conjunto de ilhas pertence à Noruega. Desconsiderando algumas bases militares existentes dentro da área do Círculo Polar Ártico, Svalbard é local onde existem os locais habitados pelo homem mais ao norte do planeta. Fica mais ao norte do que qualquer parte do Alaska, por exemplo. Se você acha que locais como a Islândia ficam quase no pólo, ainda não conhece Svalbard. A maior ilha é Spitsbergen, onde fica a capital, Longyearbyen. A capital de Svalbard é a cidade com mais de mil habitantes mais ao norte da Terra. 




Como quase todos os lugares ao norte do planeta, Svalbard foi descoberta pelos vikings no século 12. A primeira viagem de um europeu que encontra-se escrita é a dos dinamarqueses, em 1596, que desceram em Spitsbergen pela primeira vez. O litoral do arquipélago serviu por muitos anos como base para pesca de baleias, e a soberania da Noruega na região foi reconhecida somente em 1905. Apesar disso, os russos continuam a povoar partes das ilhas. 




Fato curioso: um tratado ainda em vigor diz que qualquer vestígio de presença humana anterior a 1946 deve permanecer intocado, incluindo objetos soltos. Por essa razão, a área no entorno de Longyearbyen está repleta de 'lixo' - artefatos interessantes, incluindo equipamentos de mineração não mais em uso, pedaços de cordas, pás etc.




Clima: os verões em Svalbard são frios (a média de temperatura em julho é de 6,1°C) e os invernos, extremamente frios, como haveria de se pensar (média em janeiro: -15,8°C), com o agravante de ser um local com muito vento, o que faz a sensação térmica ser de ainda mais frio.




Quando viajar: normalmente os turistas vão na curta temporada de verão (junho a agosto), quando o sol está no céu 24 horas por dia e não é tão insuportavelmente frio do lado de fora. Entretanto, o 'inverno leve', de março a maio, também é procurado, pois ainda há sol e neve ao mesmo tempo, sendo um local popular para esportes de inverno. O maior chamativo de Svalbard com certeza é esse: o sol nunca se põe no verão, o sol nunca nasce em determinada época no inverno. Os dias se confundem totalmente. É impressionante: de 20 de abril a 23 de agosto, o sol nunca se põe. De 26 de outubro a 15 de fevereiro ocorre o que se chama de noite polar, ou seja, o sol fica abaixo do horizonte 24 horas por dia.




Como chegar: o maior aeroporto das ilhas fica em Longyearbyen, e a SAS (Scandinavian Airline Systems) possui voos regulares a partir de Oslo e Tromsø. São 4 horas e meia de voo de Oslo, a um custo médio de US$ 150 a US$ 350 dólares cada voo e, de Tromsø, somente uma hora e meia, a um custo médio entre US$ 100 a US$ 300 cada voo.




O que há para ver: a maioria dos visitantes a Svalbard vão para fazer parte da experiência única que é estar na natureza do Ártico. As ilhas possuem geleiras intocadas e montanhas surpreendentes, mas também ursos polares, um veado de pernas curtas peculiar, raposas polares, baleias, focas e morsas. Svalbard também é conhecido pela sua enorme variedade de pássaros. 




Durante o curto verão, a neve que derrete nas partes mais baixas das ilhas dá espaço a vastos campos de vegetação tundra, algumas vezes pontuada por delicadas flores. É bom notar que, apesar de ser tecnicamente possível preparar sua própria excursão enquanto estiver em Svalbard, a falta de infraestrutura, a necessidade de carregar (e saber como utilizar) um rifle fora dos vilarejos, bem como a hostilidade do ambiente mesmo durante o verão faz ser necessário planejar atividades pré-programadas com guias profissionais. As atividades podem ser agendadas pela internet ou em Longyearbyen.




Longyearbyen possui alguns museus e a igreja mais ao norte do mundo. Algumas outras atrações são os vilarejos da época soviética de Barentsburg, que ainda estão em funcionamento, e Pyramiden, abandonado nos anos 1990. Curiosamente, em Svalbard também se encontram as duas estátuas de Lenin mais ao norte do planeta. Ambas podem ser visitadas através de um cruzeiro ou de snowmobile, saindo de Longyearbyen.




Custo de viagem: pode-se classificar Svalbard como um lugar terrivelmente caro. Já a Noruega é conhecida por ter um alto custo de vida. Se lá já é caro, em Svalbard é ainda pior. A hospedagem em hotéis familiares baratos (guesthouses) fica em torno de R$ 140 a noite e se você for comer em algum restaurante, não sai por menos de R$ 30 a alimentação mais simples. Comparativamente a isso, os passeios turísticos (como trekking ou andar de caiaque) não custam tão caro assim: a partir de R$ 140 para os simples. Já os passeios que exigem equipamentos, mais complexos, podem chegar a mais de R$ 280.



Um modo de cortar despesas é acampar e, literalmente, se virar trazendo todos os suprimentos necessários de onde você veio (geralmente da Noruega continental). Entretanto, há um mercado completo em Longyearbyen. Comidas congeladas ou secas custam em média o mesmo que na Noruega, até mesmo mais baratos. Já alimentos perecíveis, uma vez que chegam ao arquipélago através de voos fretados, são mais caros. As especialidades locais em termos de alimentação são a foca e o veado selvagem, servidos nos restaurantes de Longyearbyen.


Uma excelente notícia é que Svalbard é considerado uma área duty-free. Desse modo, bebidas alcoólicas, roupas de esporte etc. são muito mais baratos do que no continente.




Onde ficar: apesar de tudo o que falei, existem boas opções de hospedagem, mas somente em Longyearbyen. Existem campings, guesthouses e também hotéis de luxo. Barentsburg e Ny-Ålesund também possuem um hotel em cada vilarejo.


Contato com o mundo: celulares GSM e 3G funcionam nos principais vilarejos de Svalbard. A internet em Svalbard é top de linha, uma cortesia da NASA que alugou os cabos de fibra ótica submarinos para experimentos. Longyearbyen também possui vários locais para uso da internet.


Vídeo:
A cidade-fantasma soviética de Pyramiden, em Svalbard.